12/09/2026
De 10 a 12 de setembro, estive no 5º Simpósio Internacional da Sociedade Brasileira de Trombose e Hemostasia, um dos principais encontros científicos dedicados à atualização em ambas as áreas.
O evento reuniu médicos, pesquisadores, cientistas e profissionais de saúde de todo o país e promoveu a troca de conhecimento sobre doenças hemorrágicas e trombóticas, com foco em uma abordagem multidisciplinar e integrada.
Entre os temas abordados, estiveram a púrpura trombocitopênica imune (PTI) e a hemoglobinúria paroxística noturna (HPN), doenças que exigem atenção não apenas ao diagnóstico, mas também à avaliação individualizada do paciente e às diferentes possibilidades terapêuticas.
Outro ponto de grande relevância foi a discussão sobre trombose e sangramento no paciente idoso. O envelhecimento traz particularidades importantes para a avaliação do risco trombótico e hemorrágico, especialmente diante da presença de comorbidades, uso de diferentes medicamentos e mudanças nas condições clínicas ao longo do tempo.
Também foram debatidas as doenças hematológicas na mulher, considerando as particularidades relacionadas às diferentes fases da vida e situações que podem modificar o risco de trombose ou sangramento. São temas que reforçam a necessidade de olhar para o paciente de forma integral e considerar características que vão além do diagnóstico hematológico isoladamente.
Além disso, as discussões a respeito das condições vasculares trouxeram reflexões sobre diagnóstico, estratificação de risco e manejo.
Um dos grandes valores de encontros como esse está justamente na possibilidade de aproximar ciência e prática clínica. Saio desse simpósio com novos aprendizados, muitas reflexões e a certeza de que a troca entre profissionais continua sendo uma das ferramentas mais importantes para o avanço da Medicina.
Seguimos estudando, discutindo e aprendendo, sempre com o objetivo de transformar conhecimento em cuidado.