Dr Bruno Halpern - Clínica Halpern

Dr Bruno Halpern - Clínica Halpern Endocrinologia e Metabologia

Dr. Bruno Halpern
CRM-SP 124.905

Informações de saúde fornecidas pelo Dr. Bruno Halpern
Atual Editor da Revista "Evidências em Obesidade" da Associação Brasileira de Estudos de Obesidade (ABESO)
Diretor da Associação Brasileira de Estudos de Obesidade (ABESO)
Diretor da Federación Latinoamericana de Sociedads de Obesidade (FLASO), representando o Brasil na entidade
Chefe do Centro de Controle de Peso do Hospital 9 de Julho
Gradua

do em Medicina, Especialista em Clínica Médica e Endocrinologia - Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo/ Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP
Especialista em Endocrinologia pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e sócio ativo dessa sociedade

O foco da página é em Metabolismo (Obesidade, Diabetes, Colesterol e risco cardiovascular) e Endocrinologia Geral

03/08/2026

Convite a todos vocês assistirem o Roda Viva hoje!

O conceito de alimentos ultraprocessados -surgido no Brasil, com a classificação NOVA- vem ganhando cada vez mais atençã...
28/07/2026

O conceito de alimentos ultraprocessados -surgido no Brasil, com a classificação NOVA- vem ganhando cada vez mais atenção mundial, por conta de diversos estudos que demonstram que o maior consumo desses alimentos (em que o excesso de manipulação industrial não permite sabermos ao certo os ingredientes que o compõem) está associado a diversos marcadores negativos de saúde (não apenas obesidade mas diversas doenças ciências, entre elas, doença cardiovascular e câncer).

👉Os críticos da classificação dizem que não é o ultraprocessamento em si o problema, mas a qualidade nutricional dos alimentos, mas alguns estudos demonstram que, mesmo pareado para macronutrientes, fibras e afins, há maior consumo de calorias em quem come UPs.

👉Um novo estudo se soma a essa evidência: durante 8 semanas, um grupo de britânicos recebeu alimentos minimamente processados ou UPs em casa (e após essas semanas, houve uma troca posterior): ambas seguindo um padrão nutricional condizente com o sugerido no Reino Unido (ou seja, os UPs eram mais “saudáveis” que a média) e podiam comer quanto quisessem, mas só aquilo fornecido pelos pesquisadores.

👉Após esse período, foi visto que o grupo que comeu alimentos in natura teve uma perda de peso adicional de 1kg, com pequena melhora dos triglicérides comparado ao outro grupo. O efeito pode parecer pequeno, mas a nenhum dos grupos foi orientado a comer menos e emagrecer, apenas seguir sua vida; assim, se considerarmos períodos maiores de tempo, a diferença pode sim ser muito significativa; lembrando que na vida real, a maioria dos UPs é de qualidade inferior e calorias superiores ao que foi fornecido.

👉O estudo assim sugere que, assim como ocorre no Brasil, as diretrizes mundiais deveriam sim incluir a redução dos UPs como uma prioridade e não falar apenas dos macronutrientes! Estudos randomizados como esse são difíceis, mas muito importantes para construirmos cada vez mais diretrizes baseadas em ciência! Nesse ponto, o Brasil está bem a frente!

Ref: Dicken. Ultraprocessed or minimally processed diets following healthy dietary guidelines: a randomized crossover trial. Nat Med 2025

Pessoas com obesidade escutam a vida inteira que “emagrecer não tem segredo, basta comer menos e se exercitar mais”. Emb...
27/07/2026

Pessoas com obesidade escutam a vida inteira que “emagrecer não tem segredo, basta comer menos e se exercitar mais”. Embora a perda de peso ocorra com o déficit calórico total, essa premissa simplista ignora toda a complexa biologia que o nosso corpo tem para regular o peso.

👉Especificamente falando do “gasto energético” e da importância dos exercícios, o vago conselho universal de se “mexer mais”também ignora as possíveis barreiras para que isso ocorra: pessoas com obesidade podem ter questões físicas que as impeçam de realizar exercício adequadamente, como dores articulares e musculares, falta de ar, e até mesmo vergonha de ir a uma academia por saberem que serão julgadas. A redução de calorias inicial também pode reduzir a energia para se movimentar, e há outras barreiras, como tempo, custo, questões sociais, etc.

👉Vamos deixar claro: exercício físico é essencial num bom tratamento da obesidade, para melhorar composição corporal, saúde metabólica e ajudar na manutenção do peso, mas para muitos, ao invés de ser o primeiro pilar, o estímulo a ele pode ir gradativamente crescendo ao longo do tratamento, com a ordem invertida: a perda de peso atingida com a restrição calórica e com tratamentos médicos (que são vistos por muitos com estigma como “um atalho”) como um excelente estímulo ao exercício; após perder peso, é comum se sentir mais disposto, com menos barreiras físicas e com a percepção de querer se manter ali e melhorar ainda mais; e é frequente ver pessoas que perderam muito peso mudando completamente sua relação com o exercício! Menos carga, menos dores, mais disposição, condicionamento crescente e assim por diante!

⭐️Pense nisso antes de julgar pessoas e tratamentos, e veja o exercício não como uma estratégia de emagrecimento, mas como um ato que por si só melhora qualidade de vida e saúde!

Há muitas evidências que apontam que um dos mais importantes fatores de risco para a obesidade é a presença de obesidade...
25/07/2026

Há muitas evidências que apontam que um dos mais importantes fatores de risco para a obesidade é a presença de obesidade nos pais.

👉Essa associação pode ser associada à genética, ao ambiente, mas existe um fator menos conhecido que vem sendo cada vez mais estudado: a epigenética.

👉A ideia é que o peso e a alimentação anteriores à concepção, ou durante a gravidez, levam a mudanças em genes que aumentam o risco de algumas condições, como a obesidade e doenças metabólicas.

👉Esse estudo é muito mais pronunciado nas mães, por estar associado à própria gestação ou mesmo amamentação, mas há também evidências que o pai também tem influência nisso.

👉Um estudo recém-publicado na revista Nature fez uma análise belíssima em roedores e humanos. Em roedores, mostraram que uma dieta rica em gordura leva a mudanças estruturais nos espermatozoides dentro do epidídimo, e isso tem influência no peso da prole desses animais.

👉Posteriormente, foram avaliados espermatozoides humanos, e se demonstrou que alterações semelhantes às vistas em animais ocorriam, e mais comumente em pais com IMC mais elevado; além disso, a obesidade paterna dobrou o risco de filhos com obesidade. A obesidade materna segue como um risco mais forte, e o peso da mãe e tem impacto 3x maior na variação de peso no filho, mas o estudo mostra que ambos tem influência!

👉Com o estudo da epigenética crescendo, há muitos que dizem que parte das estratégias de prevenção de obesidade no futuro deverão passar por cuidados no estilo de vida antes da concepção, e esse estudo mostra que não apenas as mulheres devem ser impactadas! Ao mesmo tempo, nos mostra como o controle do peso corporal começa desde antes do nascimento e é muito mais complexo do que a grande maioria pensa!

Ref: Tomar. Epigenetic inheritance of diet induced and sperm-borne mitochondrial RNAs. Nature 2024

O tratamento da obesidade tem como objetivo primário melhorar a saúde e qualidade de vida, mas infelizmente muitos medem...
24/07/2026

O tratamento da obesidade tem como objetivo primário melhorar a saúde e qualidade de vida, mas infelizmente muitos medem o sucesso apenas pelo número da balança - quanto peso perdeu-não apenas profissionais de saúde e pacientes, mas também estudos clínicos, com a ideia de se “perde mais é melhor”.

👉Com novos tratamentos mais potentes, a importância de irmos além do peso e medirmos outros desfechos (tanto clínicos como reportados pelo paciente) se torna ainda mais importante, para termos metas mais claras e uma real noção do benefício clínico.

👉Diante disso, um grupo de 29 especialistas de 21 países (eu representando o Brasil) se uniu em inúmeras reuniões por 2 anos, e chegou a 20 desfechos importantes, divididos em
1-saúde física e desfechos clínicos
2-bem estar
3- comportamentos saudáveis
4- função física
5- efeitos adversos (com um específico para efeitos adversos cirúrgicos)
6-desfechos ginecológicos e obstétricos.

👉Há desde medidas simples, como peso e circunferência abdominal e exames de sangue até questionários específicos para questões como sono, comportamento alimentar, função sexual, imagem, etc. Os 20 desfechos estão no artigo que diz qual a forma de medi-los! A ideia é usá-los na clínica e em pesquisas ao redor do mundo! Recomendo a leitura! Ref: Mekonnen. Development of a care patient centred outcome set for adults living with Obesity. eClinicalMedicine 2025;87:103422 doi.org/10.1016/j.eclinm.2025.103422

Imagens de um interessante estudo estão correndo as redes sociais ao mostrar, pela primeira vez, a resposta facial de fe...
23/07/2026

Imagens de um interessante estudo estão correndo as redes sociais ao mostrar, pela primeira vez, a resposta facial de fetos a diferentes alimentos ingeridos pela mãe!

👉Na primeira imagem, um feto sorri após 20 minutos que a mãe consumiu uma cápsula a base de cenoura; na segunda, o feto faz cara feia após consumo de uma cápsula de couve.

👉O uso de cápsulas foi escolhido para que a mãe não sentisse nenhum gosto, impedindo a análise se a reação seria pelo prazer da mãe ou pelo gosto em si do que foi consumido. Os fetos sentem cheiro e gosto do líquido amniótico da mãe.

👉Estudos anteriores já haviam mostrado que filhos de mães expostas na gravidez a alguns alimentos tinham maior preferência por esses mesmos alimentos, e o mesmo ocorre na amamentação. Assim, esses estudos demonstram que o período de gravidez é sim uma excelente janela de oportunidade para intervenções com grande variedade de alimentos saudáveis, buscando aumentar a variedade de gostos! 👉Apesar disso, imagens por vezes valem mais que mil palavras e tenho certeza que essas belas fotos podem ter grande repercussão sobre essas orientações, mostrando que o feto já tem capacidade de discriminar sabores!

👉Claro que preferências alimentares tem várias outras razões, algumas não modificáveis, mas esses estudos nos fazem pensar sobre como nossas atitudes tem impacto em nossos filhos mesmo antes de nascermos!

👉Antes que alguém pergunte, acho couve uma delícia, e devemos aprofundar o porquê a preferência pelas cenouras, que deve ter relação com sua composição de carboidratos!

Ref: Ustun. Flavor sensing in utero and emerging discriminative behaviors in the human fetus. Psych Science 2022

23/07/2026

Estudos clínicos para obesidade, diabetes e doenças associadas na BR Trials | Centro de Pesquisa | São Paulo para quem vive em São Paulo Capital e adjacências - tem interesse ou conhece alguém com interesse? Fale com a BrTrials pelo Instagram ou no 11915820176

22/07/2026

Medicamentos para lipedema- temos boas evidências? Tivemos essa discussão durante o ICO, em conjunto com a Lipedema Foundation -
Quer entender mais, ouça o vídeo!

20/07/2026

Reflexões sobre manutenção do peso perdido - tema de duas aulas que eu dei (que abordaram de forma diferente o assunto) durante o Congresso Internacional de Obesidade - quer saber mais? Veja o vídeo!

No meu discurso de posse como Presidente da World Obesity Federation World Obesity Federation, falei sobre minha visão d...
19/07/2026

No meu discurso de posse como Presidente da World Obesity Federation World Obesity Federation, falei sobre minha visão do futuro. Compartilhei seis prioridades que considero fundamentais para os próximos anos, resumidas nos slides deste post.

A boa notícia é que não partimos do zero. Tenho o privilégio de trabalhar ao lado de uma equipe extraordinária e de uma instituição que já desenvolve iniciativas concretas em muitas dessas áreas. O programa SCOPE, por exemplo, já certificou milhares de profissionais de saúde ao redor do mundo e tem potencial para ampliar ainda mais seu alcance, especialmente por meio de parcerias com organizações regionais.

No próximo ano, a Cobertura Universal de Saúde será um dos principais temas da Assembleia Geral das Nações Unidas. Estaremos presentes para defender que a obesidade seja reconhecida como uma prioridade global e que as pessoas que vivem com a doença tenham acesso a um cuidado seguro, acolhedor, livre de estigma e baseado em evidências.

Também acredito que a ciência deve ser verdadeiramente global. A produção e a disseminação do conhecimento em países de baixa e média renda precisam ser fortalecidas, e é muito positivo ver cada vez mais profissionais desses países ocupando posições de liderança, trazendo perspectivas essenciais para os desafios que enfrentam.

Da mesma forma, nenhuma organização consegue avançar sozinha. A WOF reúne profissionais de diferentes áreas, pesquisadores, formuladores de políticas públicas e pessoas que vivem com obesidade. Essa diversidade de experiências e perspectivas nos torna mais fortes e nos lembra diariamente da importância da humildade, da colaboração e do aprendizado mútuo. Durante o ICO, esse compromisso ficou evidente com o protagonismo das pessoas que vivem com obesidade em diversas sessões e na realização de um fórum global inteiramente dedicado à sua voz.

Os próximos anos trarão grandes desafios, mas também oportunidades únicas para transformar o cuidado da obesidade em escala global.

Conto com todos vocês nessa jornada.

Endereço

Agendamento De Consultas Presenciais Ou Online:095
São Paulo, SP
11996424

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