Instituto Vascular Ricardo Gaspar

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Instituto Vascular Ricardo Gaspar RUA ITAPEVA, 240 - 14° ANDAR
CONJ. 1407/1408
BELA VISTA - SÃO PAULO - SP
TEL.: (11) 3266-8959 / 3262-0336 / 3263-0672

O Instituto Vascular Ricardo Gaspar nasceu em 2000 com o desejo de oferecer um espaço onde todas as demandas desta especialidade fossem atendidas. Naquela época, os avanços tecnológicos proporcionaram à medicina a chance de atuar de maneira mais específ**a, contemplando também os tratamentos vasculares. Atentos a estas mudanças, a equipe do Instituto integrou as várias competências que abrangem a especialidade em todas as suas áreas de atuação. Acompanhando as inovações, a estrutura física do Instituto Vascular Ricardo Gaspar conta com laboratório de diagnóstico vascular e equipamentos de primeira linha, facilitando a realização de pequenas cirurgias e atividades que envolvem desde tratamentos de doenças até procedimentos estéticos. Para casos de maior complexidade, como a cirurgia endovascular, o Instituto mantém parcerias com o Hospital São Camilo Pompéia e o Hospital Santa Catarina.

Quando falamos em saúde vascular, é comum pensarmos em circulação, varizes, trombose ou doenças das artérias. Mas existe...
15/09/2026

Quando falamos em saúde vascular, é comum pensarmos em circulação, varizes, trombose ou doenças das artérias. Mas existe uma dimensão que nem sempre recebe a mesma atenção: o impacto que essas condições podem ter sobre a qualidade de vida.

A doença venosa crônica é um bom exemplo. Varizes atingem uma parcela signif**ativa da população e sua presença não representa necessariamente apenas uma questão estética. Dor, sensação de peso, inchaço e alterações na pele podem causar desconforto. Nos casos mais avançados, feridas podem interferir na mobilidade, no sono, no trabalho e nas atividades cotidianas. A doença também pode repercutir nos aspectos psicológicos e sociais da vida de quem convive com ela.

Reconhecer esse impacto não signif**a permitir que a doença defina quem somos. Temos sintomas, temos diagnósticos, mas não somos nossos sintomas ou nossas doenças. Muitas condições vasculares podem ser acompanhadas e tratadas. Receber um diagnóstico não precisa signif**ar carregá-lo como uma sentença, mas conhecer o que está acontecendo e encontrar caminhos de cuidado.

Isso também não signif**a que um sintoma vascular seja “emocional”. Dor ou inchaço não devem ser automaticamente atribuídos à ansiedade ou ao estresse. Da mesma forma, o sofrimento provocado por uma doença vascular não deve ser minimizado por parecer, à primeira vista, um problema exclusivamente físico.

Quando uma doença vascular interfere na dor, no sono, na mobilidade e na qualidade de vida, cuidar dela também é uma forma de cuidar da pessoa, sem transformar o diagnóstico em identidade e sem atribuir ao emocional aquilo que precisa ser investigado clinicamente.

Neste mês dedicado à saúde mental, f**a um lembrete que vale para os dois lados: não ignore aquilo que causa sofrimento, nem deixe de investigar por que ele está acontecendo. Escute os sinais do corpo, reconheça quando o emocional também precisa de atenção e procure ajuda profissional quando necessário.




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O mês de agosto é marcado, na área da saúde vascular, pela Campanha Agosto Azul e Vermelho, criada pela Sociedade Brasil...
18/08/2026

O mês de agosto é marcado, na área da saúde vascular, pela Campanha Agosto Azul e Vermelho, criada pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular SBACV Nacional . As cores não são por acaso: o azul remete ao sangue venoso, de menor concentração de oxigênio, e o vermelho, ao sangue arterial, rico em oxigênio. É justamente sobre as artérias que o convidamos a parar e pensar. Isso porque ela está ligada a uma das doenças vasculares que mais afetam as pessoas: a aterosclerose.

A palavra tem origem grega: athera signif**a ‘papa’ (no sentido de massa empapada), e sclerosis, endurecimento. A etimologia descreve bem o que ocorre no organismo. Ao longo dos anos, gordura, colesterol e outras substâncias se depositam na parede das artérias, formando placas que, aos poucos, as endurecem e estreitam, dificultando a passagem do sangue.

Trata-se de uma doença inflamatória crônica, e um dos aspectos mais desafiadores é justamente sua discrição: pode se desenvolver silenciosamente por décadas, sem sintoma algum, até se manifestar de forma abrupta — um infarto, um AVC ou uma obstrução arterial nas pernas, por exemplo. Por isso costuma ser chamada de "doença silenciosa".

No Brasil, o impacto é expressivo: segundo o Ministério da Saúde, cerca de 300 mil mortes por ano estão relacionadas a complicações cardiovasculares da aterosclerose. Ainda assim, há um dado relevante — estima-se que até 75% das doenças cardiovasculares sejam evitáveis, o que reforça o papel da prevenção.

Hipertensão, colesterol elevado, diabetes, tabagismo, obesidade, sedentarismo e histórico familiar estão entre os principais fatores de risco. É sobre eles que a prevenção atua: atividade física regular, alimentação equilibrada, controle da pressão e da glicemia, abandono do cigarro, check-up e acompanhamento médico periódico são medidas que, somadas, reduzem signif**ativamente o risco de eventos graves.


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As melhores saudações aos nossos colegas!
15/08/2026

As melhores saudações aos nossos colegas!


É uma realidade difícil, mas infelizmente uma das mais graves emergências médicas trata-se de pacientes com rompimento d...
21/07/2026

É uma realidade difícil, mas infelizmente uma das mais graves emergências médicas trata-se de pacientes com rompimento do aneurisma da aorta. Em pelo menos 50% desses casos, eles não resistem até chegar ao hospital e, entre os que conseguem ser atendidos, apenas entre 30% a 60% são salvos.

Por outro lado, a boa notícia é que o número dos que sobrevivem tem aumentado gradativamente devido à cirurgia endovascular, que envolve o implante de endopróteses.

As endopróteses vasculares são um dos grandes avanços da nossa especialidade nas últimas décadas. Na sua essência, são stents recobertos por tecidos já conhecidos e comprovados desde a cirurgia convencional (a céu aberto). Elas envolvem o conhecimento e métodos cirúrgicos avançados com a tecnologia de ponta. Uma endoprótese bem instalada garante uma continuidade de vida com qualidade e segurança.

Entre os dois principais tipos, estão as endopróteses de dacron (um tecido de poliéster), usadas nos vasos mais calibrosos, como a aorta. Esta prótese parece, de fato, um tubo de tecido costurado sob medida. E há também as endopróteses de PTFE (o mesmo tipo de material similar ao teflon), ideais em vasos menores e mais periféricos.

Esses aparatos não se destacam apenas pelo material, mas também pela forma. As endopróteses ramif**adas ou fenestradas, por exemplo, têm ramos ou pequenas “janelas” que preservam artérias vitais durante o implante. E a tecnologia segue avançando: já existem versões com polímeros seladores, que reduzem o risco de vazamento, e até stents absorvíveis ou com liberação de medicamento.

Claro que não é preciso acontecer eventos graves como o rompimento de um aneurisma para as próteses entrarem em cena. Elas fazem parte especialmente das medidas de prevenção. Podem ser aplicadas quando os riscos são identif**ados já nos exames de rotina.

(Continua nos comentários)

Uma das queixas mais comuns no consultório vascular são as pernas pesadas, dores e inchaço. Porém, no inverno, esses sin...
19/06/2026

Uma das queixas mais comuns no consultório vascular são as pernas pesadas, dores e inchaço. Porém, no inverno, esses sintomas diminuem com as temperaturas frias.

Por que isso acontece?

No frio, o corpo contrai os vasos sanguíneos para conservar calor, o que chamamos de vasoconstrição. Para quem já convive com varizes, o estreitamento dos vasos diminui a pressão dentro das veias comprometidas, diminuindo a intensidade desses sintomas.

Um contraponto a isso, é o sedentarismo típico da estação: a circulação venosa depende do movimento dos músculos da panturrilha, que funcionam como uma bomba natural, o que a torna conhecida também como ‘coração da perna’. Quanto menos atividade física, mais lenta a circulação. Com isso, ao contrário, os sintomas podem ser mais evidentes.

Por outro lado, é justamente no inverno que as condições para o tratamento são mais favoráveis:

🔸Meias de compressão, obrigatórias no pós-operatório, se integram naturalmente ao vestuário, sem o desconforto do calor.
🔸Proteção solar facilitada: roupas mais compridas e menor exposição ao sol evitam manchas na pele tratada.
🔸Menos inchaço pós-procedimento: o calor tende a piorar o edema.
🔸Pernas prontas para o verão: com tempo de recuperação tranquilo.

Cirurgia com endolaser

Entre as técnicas disponíveis, a cirurgia por endolaser eco-guiada em tempo real (ablação a laser endovenosa) se destaca para varizes de maior calibre, principalmente as safenas comprometidas. Feita sob anestesia adequada para cada paciente, uma fibra óptica extremamente fina é introduzida na veia comprometida e promove seu fechamento definitivo, sem cortes e com retorno rápido às atividades do cotidiano. Trata-se de uma cirurgia minimamente invasiva e com alto nível de segurança. Os resultados são duradouros, especialmente quando aliados a bons hábitos como atividade física regular.

Já comentamos uma vez por aqui sobre a Doença de Raynaud, que se manifesta tipicamente nas mãos, em estações frias do an...
19/05/2026

Já comentamos uma vez por aqui sobre a Doença de Raynaud, que se manifesta tipicamente nas mãos, em estações frias do ano, causando igualmente a sensação de frio nestes membros.

Mas, além dela, existe uma doença de sintoma semelhante, que pode ser bem mais séria: a vasculite.

A vasculite é um processo inflamatório que acontece principalmente na microcirculação dos pés e das mãos. Ele é causado por doenças autoimunes e reumatológicas (como lupus, artrite reumatoide, esclerodermia e fibromialgia) e a princípio pode ser confundido com a própria Doença de Raynaud, devido às semelhanças a outros sintomas, como a coloração azulada ou pálida da região atingida.

Além disso, a vasculite se manifesta com a dormência e formigamento.

Uma doença mais rara e, a princípio, de tratamento simples, a vasculite não pode ser negligenciada. Embora ocorra em vasos de calibre bem menor, ela pode evoluir para quadros mais complexos, levando a ocorrências delicadas como úlceras ou ferimentos que não cicatrizam, seguidos de dores intensas. Devido a este fato, estamos diante de uma doença de diversos níveis de gravidade, inclusive riscos de amputação em situações extremas.

A vasculite é muito comum em mulheres e sua ocorrência costuma atingir pacientes acima dos 50 anos, mas pode ocorrer também em crianças. Outra doença que pode ser confundida com a vasculite é a tromboangiite obliterante (TAO) – um tipo de vasculite que atinge artérias de pequeno calibre. Historicamente, a TAO tem sido mais comum em homens, especialmente entre 30 e 45 anos de idade – sendo o tabagismo um dos seus principais deflagradores, além das temperaturas frias.


obliterante

10/05/2026
Veias nas mãos não são varizes. Devido à semelhança, muitas pessoas podem pensar isso. Mas a verdade é que essas veias n...
17/04/2026

Veias nas mãos não são varizes. Devido à semelhança, muitas pessoas podem pensar isso. Mas a verdade é que essas veias no dorso das mãos, na maioria dos casos, não representam sequer um problema circulatório, tampouco doem ou precisam ser tratadas.

Mas para muitas pessoas isso não signif**a que esteja tudo bem. Para elas, a aparência das mãos incomoda e afeta a autoestima. É exatamente para esse público que a medicina vascular tem desenvolvido alternativas, utilizando métodos que se assemelham a outros procedimentos que envolvem a eliminação de vasinhos e veias.

Sobre este assunto, terei o prazer de participar de uma mesa no , o Congresso Internacional de Cirurgia Endovascular, que acontece em São Paulo em abril. Estarei a lado de outros especialistas, debatendo sobre essa atuação específ**a da flebologia estética.

O contexto e variações do tratamento das veias dorsais das mãos garantem um diálogo rico, pois não existe uma abordagem única. Quando pensamos no método mais adequado, devemos considerar o perfil de cada paciente e do resultado esperado.


As principais técnicas disponíveis hoje são:

🔶 Laser endovenoso: uma fibra óptica fina é introduzida na veia para fechá-la pelo calor. Minimamente invasiva, com bons resultados e baixo risco de hematomas.

🔶 Escleroterapia com espuma: o polidocanol injetado na veia promove seu fechamento. Muito usada nas pernas, nas mãos exige indicação criteriosa para evitar efeitos indesejados como manchas.

🔶 Flebectomia ambulatorial: técnica clássica em que as veias são removidas por microincisões. Indicada para quem busca um resultado definitivo e imediato.

🔶 Abordagem híbrida: tendência mais atual, combina o tratamento da veia com o preenchimento do volume da mão, usando ácido hialurônico ou hidroxiapatita de cálcio. O objetivo é restaurar a aparência da mão como um todo, não apenas tratar a veia isoladamente.

É gratif**ante poder falar sobre isso, especialmente por ser mais um ramo da medicina vascular que visa trazer bem-estar ao paciente. Neste caso, ligado à satisfação consigo mesmo, o que também é fundamental à saúde.



Todos os anos, as doenças cardiovasculares matam quase 18 milhões de pessoas no mundo. Na maioria desses casos, o proces...
16/03/2026

Todos os anos, as doenças cardiovasculares matam quase 18 milhões de pessoas no mundo. Na maioria desses casos, o processo por trás do problema é o mesmo: a aterosclerose.

O que torna essa doença particularmente intrigante é o seu ritmo. Quando alguém sofre um infarto ou um AVC, é bastante provável que o processo tenha começado vinte ou trinta anos antes, muito antes de qualquer sintoma.

As artérias são estruturas vivas e dinâmicas. Em determinadas condições (colesterol elevado, hipertensão, tabagismo ou diabetes) pequenas agressões à parede dos vasos podem desencadear um processo inflamatório crônico. Com o tempo, partículas de colesterol, especialmente o LDL, passam a se acumular nessa região e dão origem às chamadas placas ateroscleróticas.

Durante anos, essas placas podem crescer sem causar qualquer sinal perceptível. O problema surge quando elas reduzem o fluxo sanguíneo ou se rompem, formando um coágulo. É nesse momento que podem ocorrer eventos como o infarto ou o acidente vascular cerebral.

Embora o envelhecimento seja um fator importante, a velocidade com que a aterosclerose se desenvolve depende muito do ambiente metabólico. Colesterol alto, pressão elevada, diabetes, tabagismo, sedentarismo, excesso de peso e histórico familiar são alguns dos fatores que aceleram esse processo.

A boa notícia é que grande parte do risco pode ser reduzida com hábitos saudáveis e acompanhamento médico periódico. Como a doença costuma evoluir silenciosamente, identif**ar fatores de risco e agir cedo pode fazer toda a diferença na prevenção de eventos cardiovasculares no futuro.





Todo o nosso respeito e admiração neste e em todos os dias!
08/03/2026

Todo o nosso respeito e admiração neste e em todos os dias!


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