Psicólogo Alessandro Vianna

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Psicólogo Alessandro Vianna Alessandro Vianna de Souza, CRP 06/61297 é Psicólogo Clínico com 20 anos de experiência em atend Também sou colunista do portal Yahoo! Contem comigo!

Sou Psicólogo Clínico com 21 anos de experiência em atendimento infantil, adolescente e adulto, especializado em Hipnose Clínica, Acupuntura Sistêmica e Aromaterapia. e Conselheiro Sentimental do Programa Todo Seu com Ronnie Von na TV Gazeta e atualmente participo semanalmente como Consultor na área de Psicologia, no Programa da Tarde da TV Record (quadro Além do Peso). Espero, de alguma forma, dar instrumentos que possam ajudar-lhes a equilibrar seu dia a dia. Um abraço

Alessandro Vianna

15/10/2026

O corpo tem uma química própria, e a gente tem mais acesso a ela do que imagina. A serotonina e a endorfina são produzidas pelo organismo, e o que fazemos ao longo do dia influencia essa produção.

O movimento é o exemplo mais direto. A atividade física libera endorfina, mexe com a serotonina e muda o estado de quem está para baixo. Muita gente nunca aprendeu a usar isso e vive como se o humor fosse algo que simplesmente acontece com a gente.

Quando atendo alguém que está entrando num quadro depressivo, peço que se mexa. A resposta é quase sempre a mesma: não tenho energia. Eu sei, e peço mesmo assim, porque quem tenta começa a se restabelecer.

Sou contra a ideia de que existe só uma resposta rápida. Medicação tem o seu lugar quando há indicação, e ao lado dela existe uma capacidade fisiológica que a gente deixa parada.

Quando foi a última vez que você usou o corpo para mudar o que estava sentindo?

14/10/2026

Passou o Dia das Crianças e sigo pensando no adulto que está diante delas todos os dias.

Criança não separa o que sente do que o adulto faz com o que sente. Quando o pai explode à mesa ou a mãe passa dias sem falar, o que f**a registrado é o jeito de lidar com a raiva, e esse jeito vira o primeiro modelo que ela tem. Mais tarde ela repete sem saber de onde vem.

Todo adulto chega à paternidade com alguma dor antiga. Ela aparece nos momentos de pressão, quando o cansaço aperta e o que ficou sem resolução assume o comando da reação. A criança acompanha isso de perto e conclui que a casa f**a instável quando alguém está mal, e que o melhor é f**ar quieta.

Olhar para a própria história dá trabalho e vai sendo adiado. Esse adiamento é pago também por quem mora na mesma casa.

Quando você era criança você já passou por algo parecido?

12/10/2026

Hoje é Dia das Crianças, e fiquei pensando em como a gente era leve quando pequeno. A criança cai e, depois de chorar um pouco, já está correndo de novo. Ela ri alto sem se importar com quem está olhando e faz de uma tarde qualquer a melhor tarde da semana, sem que ninguém tenha precisado ensinar.

Com o tempo a vida adulta chega com seus prazos e preocupações, e a gente passa a achar que brincar é coisa de quem tem tempo sobrando. A responsabilidade continua sendo necessária, e ela convive muito bem com um pouco de leveza. Muita gente se surpreende ao perceber como é fácil trazê-la de volta.

Pode ser uma tarde sem celular ou uma brincadeira no chão com uma criança de verdade. O corpo lembra rápido como era estar sem pressa, e esse lembrete ajuda a atravessar os dias mais pesados.

Que este Dia das Crianças seja um convite para você brincar um pouco hoje. Qual brincadeira fazia você perder a hora quando era pequeno?

10/10/2026

Quando uma criança grita ou se joga no chão do mercado, ela está usando o que tem de repertório para lidar com o que sente. E esse repertório vem de casa. Ela copia o que viu: o adulto que sumia no celular depois de uma discussão, a voz que subia quando o cansaço apertava.

Mandar uma criança se acalmar funciona pouco, porque ninguém aprende a se acalmar por ordem. Ela aprende vendo alguém respirar fundo e pedir um minuto antes de responder. Aprende também quando o adulto volta e pede desculpa por ter se irritado. Cada vez que isso acontece na frente dela, f**a guardado um exemplo de como se lida com o que dói.

Vale também para quem olha para trás e se pergunta de onde veio o próprio jeito de reagir. Muito do que a gente faz com a raiva e com a tristeza foi copiado de alguém, muito antes de a gente poder escolher.

Quando foi a última vez que uma criança repetiu um jeito seu de reagir?

09/10/2026

O gelo derrete.

Não importa se está segurando uma taça cara ou dentro de um copo simples. Enquanto você decide quando vai aproveitar, ele continua derretendo.

Muita gente passa os dias esperando algo acontecer para finalmente começar a viver, seja a empresa crescer ou sobrar um tempo na agenda. Só que os seus filhos já estão crescendo agora, os seus pais envelhecem enquanto você espera a hora certa, e o seu casamento está sendo vivido hoje, com a sua presença ou com a sua ausência.

No consultório eu escuto isso com frequência: a pessoa constrói o futuro com tanta dedicação que esquece de estar no único lugar onde a vida de fato acontece. E o tempo que ela acredita estar guardando para depois vai embora do mesmo jeito, sem pedir licença.

Me conta nos comentários: o que você tem adiado hoje ?

08/10/2026

O Dia das Crianças está chegando, e a psicologia tem um assunto sério para essa data: o quanto a infância influencia o adulto que a gente se tornou.

Tem muito adulto carregando as marcas de brincadeirinhas hostis que se repetiam todos os dias, numa época em que ninguém chamava aquilo de bullying. Anos depois, essas marcas aparecem na autoestima e na personalidade, e há quem carregue uma depressão. Muita gente que passou por isso ouviu que era só brincadeira.

A brincadeira vira bullying a partir do momento em que a pessoa se incomoda. Um apelido recebido com risada na primeira vez pode pesar quando não para mais, e nesse ponto já cabe chamar pelo nome e tomar uma posição.

Uma adversidade pontual faz parte do crescimento e ensina a criança a se defender. A repetição muda o quadro: quando a segunda brincadeira chega e os olhos do outro já estão marejados, a agressão emocional ficou bem mais intensa.

Qual brincadeira da sua infância ainda aparece no jeito como você se enxerga?

Tbt no

07/10/2026

Talvez uma das coisas mais cruéis que a nossa mente pode fazer seja nos ensinar a olhar para nós mesmos como se estivéssemos sempre sendo avaliados.
A pessoa se olha no espelho e enxerga uma ruga. Depois, o formato do rosto. Em outro momento, compara o próprio corpo com alguém que considera mais bonito.
Aos poucos, o olhar deixa de perceber a pessoa inteira e começa a procurar aquilo que considera inadequado.

A psicologia estuda há décadas esse processo. A comparação social relacionada à aparência está associada a maiores níveis de insatisfação corporal. Pesquisas mais recentes mostram algo ainda mais interessante: quanto mais insatisfeita uma pessoa está com a própria aparência, maior também pode ser a tendência de se comparar.

É um ciclo que pode se alimentar sozinho.
E talvez seja por isso que algumas pessoas nunca conseguem sentir que chegaram a um lugar de satisfação. A mente continua procurando.

Uma característica muda, outra passa a incomodar. Uma comparação termina, outra começa. O espelho continua no mesmo lugar, mas o olhar já não é o mesmo.

Por trás da vontade de mudar a aparência, às vezes existe uma pergunta muito mais profunda:
Que tipo de olhar eu aprendi a lançar sobre mim mesmo?
Porque talvez o sofrimento não esteja apenas naquilo que vemos quando nos olhamos.
Pode estar na maneira como aprendemos a nos enxergar.

Cena da série: My Mad Fat Diary.

05/10/2026

A mesma situação, vivida por duas pessoas, vira duas experiências diferentes. A diferença está na maneira como cada uma recebe o que aconteceu.

Para Freud, a realidade com a qual lidamos é a realidade psíquica: o fato passa pelos desejos, pelos medos e pelas marcas da infância antes de virar sentimento. Entre o que acontece e o que você sente existe uma leitura, e ela é tão rápida que passa despercebida.

Por isso certas cenas se repetem na vida de uma pessoa com figurinos diferentes. O chefe e o parceiro mudam, e a conclusão que ela tira é sempre a mesma: vão me decepcionar, preciso me defender. Freud chamou esse movimento de compulsão à repetição. A pessoa volta ao mesmo lugar porque o olhar que leva até lá foi formado muito antes.

Perceber de onde vem esse olhar é o começo do trabalho analítico. Quando o padrão f**a visível, a leitura deixa de ser automática e passa a ser uma entre várias possíveis. O fato continua o mesmo, e a pessoa ganha liberdade para escolher o que fazer com ele.

O sentido da vida é escrito aos poucos, pela forma como cada um conta para si o que viveu.

Qual leitura você faz tão rápido que nem percebe que está fazendo?

Cena do filme Hotel Transilvânia.

02/10/2026

Muita relação termina sem que ninguém tenha decidido terminar. Um espera o outro dar o primeiro passo, o outro espera a mesma coisa, e o tempo faz o trabalho que nenhum dos dois teve coragem de fazer.

O silêncio nunca f**a vazio. Sem uma palavra que explique, cada um completa a lacuna com a hipótese que mais dói. Quem f**a sem resposta conclui que o outro perdeu o interesse, e essa conclusão parece lógica para quem a criou, mesmo sem ter sido confirmada com a única pessoa que poderia confirmá-la.

Com o tempo, a versão inventada ganha peso de fato. A pessoa passa a agir de acordo com ela, se afasta, responde seco, e o outro lê esse afastamento como prova do que já imaginava. O que começou como dúvida vira distância real.

Muitas dessas histórias teriam outro final se alguém tivesse dito uma frase, mesmo desajeitada. Orgulho e medo da resposta seguram essa frase na garganta.

Tem alguém com quem você está esperando o outro falar primeiro?

Cena do filme: Encontro Marcado

30/09/2026

Tem gente que passa a semana inteira tentando adivinhar o que o chefe pensou e como a conversa de sexta vai terminar. A cabeça trabalha o dia todo em cima de coisas que ainda nem aconteceram ou que dependem só de outra pessoa.

À noite, o corpo cobra. O cansaço aparece sem que você tenha feito nada que o justifique, e você conclui que está fraco. Mas a energia já tinha ido embora antes, numa disputa que ninguém ganha: você contra um resultado que nunca respondeu a você.
Controle dá uma sensação boa de segurança, e por isso é tão difícil largar, mesmo quando já ficou claro que não funciona. Cada tentativa de segurar o que escapa gasta um combustível que poderia ir para o que está ao seu alcance: a forma como você responde e o que decide fazer com a próxima hora.

Existe alguma coisa em que você vem gastando energia há meses e que nunca dependeu de você?

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