Daniela Gomes

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Daniela Gomes Médica nutróloga

Residência médica em Nutrologia pediátrica pela Unifesp/EPM
Especialista em Nutrologia pela Sociedade Brasileira de Nutrologia (ABRAN) e em Nutrição enteral e parenteral pela Sociedade brasileira de Nutrição enteral e parenteral (SBNPE)
Pós- graduação em Nutrição clinica pelo Instituto de Metabolismo e Nutricao (IMeN)
Mestre na disciplina de Nutricao da Unifesp/EPM
Nutróloga do Instituto de Metabolismo e Nutricao (IMeN)

06/07/2026

As telas impactam a obesidade infantil muito além da redução da atividade física.

Quando a criança come em frente às telas, ela tende a perceber menos os sinais de fome e saciedade, f**a mais exposta ao consumo de alimentos de alta densidade calórica e, muitas vezes, também dorme pior.

E a privação do sono pode favorecer alterações hormonais relacionadas ao aumento da fome e à resistência à insulina.

Por isso, compreender a obesidade infantil hoje exige um olhar que vai muito além do prato. É preciso considerar também os hábitos, o ambiente e o comportamento da criança.

Você já costuma investigar o tempo de tela durante a avaliação? Deixe sua opinião nos comentários. 👇

📚 Referência:
Jebeile H, Kelly AS, O’Malley G, Baur LA. Obesity in children and adolescents: epidemiology, causes, assessment, and management. The Lancet Diabetes & Endocrinology. 2022;10(5):351-365.

Nem toda deficiência nutricional aparece primeiro no exame de sangue.Na Nutrologia Pediátrica, a avaliação começa muito ...
03/07/2026

Nem toda deficiência nutricional aparece primeiro no exame de sangue.

Na Nutrologia Pediátrica, a avaliação começa muito antes do laboratório: ela começa entendendo o que a criança realmente come no dia a dia.

Uma alimentação restrita, repetitiva e com exclusão de grupos alimentares pode representar um risco nutricional, mesmo quando os exames ainda estão dentro da normalidade. Por isso, a investigação da ingestão alimentar e os exames laboratoriais são ferramentas complementares, uma não substitui a outra.

Avaliar a qualidade da alimentação é pensar no crescimento, no desenvolvimento e na saúde da criança a curto e longo prazo.

E na sua prática: qual é o primeiro passo quando uma criança chega com uma alimentação extremamente restrita?

Compartilhe sua experiência nos comentários.

01/07/2026

Exames laboratoriais normais não signif**am, necessariamente, um estado nutricional adequado.

No vídeo discuto a pergunta: “Se os exames estão normais, por que prescrever um polivitamínico?”

Na prática clínica, a avaliação nutricional vai muito além do laboratório. Ela inclui a qualidade da dieta, o padrão alimentar, o repertório da criança, o crescimento, o desenvolvimento e o contexto clínico como um todo.

Em algumas situações, a suplementação faz parte da estratégia para reduzir o risco de deficiências nutricionais enquanto trabalhamos, de forma gradual, na ampliação do repertório alimentar.

📌 Tratar apenas o exame é diferente de cuidar da criança.

E na sua prática, você já indicou suplementação mesmo com exames laboratoriais normais?

Compartilhe sua experiência nos comentários.

30/06/2026

Grandes mestres ensinam conhecimento. Os maiores ensinam pelo exemplo e transformam vidas. ❤️

26/06/2026

💭Reflexões da prática clínica

Uma das primeiras perguntas que faço quando atendo uma criança com seletividade alimentar não é questionar ”o que ela está comendo?”

É perguntar: ”Como acontecem as refeições dentro de casa?”

Essa resposta, muitas vezes, explica mais do que o próprio recordatório alimentar.

Na tentativa de ajudar, famílias preocupadas acabam adotando estratégias como insistir, negociar, oferecer recompensas ou transformar a refeição em um momento de tensão.

Não porque estão erradas, mas porque estão tentando, todos os dias, fazer o melhor pelos seus filhos.

Como pediatras, precisamos reconhecer esse sofrimento e orientar a família antes que a refeição deixe de ser um momento de aprendizagem e passe a ser uma fonte de ansiedade.

Além disso, quando existe grande pressão em torno da alimentação, vale a pena investigar se há fatores que vão além do comportamento, como dor, alterações sensoriais, dificuldades motoras orais ou experiências alimentares negativas.

A seletividade alimentar raramente tem uma única causa.

E compreender a dinâmica das refeições é um passo essencial para construir uma abordagem realmente efetiva.

👇 Agora quero ouvir os colegas.

Na sua experiência, qual comportamento familiar mais frequentemente contribui para perpetuar a dificuldade alimentar?

“É só insistir que uma hora ela come.”Essa é uma das frases que famílias de crianças com dificuldades alimentares mais e...
24/06/2026

“É só insistir que uma hora ela come.”

Essa é uma das frases que famílias de crianças com dificuldades alimentares mais escutam.

Mas a realidade costuma ser muito mais complexa.

Quando uma criança não come, nem sempre o problema está no alimento.

Às vezes existe dor.

Às vezes existe uma dificuldade sensorial.

Às vezes existem habilidades alimentares que ainda precisam ser desenvolvidas.

E, muitas vezes, existe uma família inteira tentando lidar diariamente com frustrações, preocupações e exaustão.

Comer não é apenas colocar comida na boca.

É um processo que envolve aspectos biológicos, motores, sensoriais, emocionais e sociais.

Por isso, compreender a origem da dificuldade alimentar é tão importante quanto pensar naquilo que está sendo oferecido no prato.

👉 Deslize o carrossel e entenda por que nem toda recusa alimentar começa na comida.

💾 Salve este conteúdo para consultar depois e compartilhe com profissionais e famílias que acompanham crianças com dificuldades alimentares.

📚 Referência:
Edwards S, Davis AM, Bruce A, et al. Caring for Tube-Fed Children: A Review of Management, Tube Weaning, and Emotional Considerations. JPEN. 2016;40(5):616–622.

Nosso grupo Nutrologia Pediatrica Unifesp/EPM com discussão de tema importante: Seletividade Alimentar no TEA na reunião...
23/06/2026

Nosso grupo Nutrologia Pediatrica Unifesp/EPM com discussão de tema importante: Seletividade Alimentar no TEA na reunião do Departamento de Pediatria da Unifesp/EPM.

22/06/2026

Dependência de sonda não é a mesma coisa que necessidade de nutrição enteral.

Quando a doença de base já está controlada, manter a sonda por períodos prolongados pode trazer desafios adicionais, como redução da percepção de fome, dificuldades na alimentação oral e agravamento de aversões alimentares já existentes.

Por isso, o sucesso da retirada da sonda não é simplesmente removê-la. O verdadeiro objetivo é ajudar a criança a voltar a se alimentar pela boca de forma segura, funcional e adequada para sua idade.

Esse processo exige uma atuação multiprofissional, envolvendo pediatra, nutricionista, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, psicólogo e, principalmente, a participação ativa da família.

Temos observado cada vez mais crianças com seletividade alimentar grave e uso prolongado de sonda, reforçando a importância de discutir esse tema de forma cuidadosa e individualizada.

💬 Você já conhecia a diferença entre dependência de sonda e necessidade de nutrição enteral?

Compartilhe sua opinião nos comentários.

19/06/2026

Em muitos casos, o sucesso do tratamento não depende de um único profissional.

Depende de uma equipe que compartilha objetivos, se comunica e trabalha de forma integrada.

Na indicação de uma via alternativa de alimentação, por exemplo, pediatra, nutricionista, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, psicólogo e enfermagem têm papéis complementares.

Quando cada área atua isoladamente, a criança e família recebem informações fragmentadas.
Quando a equipe se alinha, os resultados se tornam mais seguros e sustentáveis.

Este foi um dos temas que tive a oportunidade de discutir durante o evento da EMTN do Hospital Samaritano.

Porque em Terapia Nutricional existe uma verdade que nunca muda:

Nenhuma especialidade isolada é suficiente. O cuidado multiprofissional é o que transforma desfechos.

✨ E na sua experiência, qual é o maior desafio para manter o alinhamento entre as equipes?

O último documento da SBP sobre vitamina D trouxe recomendações importantes — e também algumas perguntas que estão sendo...
17/06/2026

O último documento da SBP sobre vitamina D trouxe recomendações importantes — e também algumas perguntas que estão sendo discutidas entre especialistas.

Salve este conteúdo, compartilhe com colegas e me diga no final da leitura:

Você concorda ou discorda com suplementação universal?

Sociedade Brasileira de Pediatria. Hipovitaminose D em Pediatria: Diagnóstico, Tratamento e Prevenção. Documento Científico nº 181, 2024.

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