08/10/2026
Eaí, aventureiros! Aqui é o Alfred, direto da Agência de Notícias da Girafa!
Nossa primeira manchete: “TOPETE DO ALFRED CRESCE SOZINHO E ENCOSTA NO TETO”. A fonte? Eu, cinco minutos depois de acordar. A Nina mandou conferir antes de publicar.
E foi assim que minha carreira de repórter começou com uma correção.
Hoje eu quero falar de vídeos e mensagens que parecem saber TUDO sobre diabetes. Têm letras enormes, música contagiosa e alguém dizendo que descobriu um segredo que ninguém contou.
Mas voz de locutor não transforma palpite em descoberta. Nem colocar “URGENTE” em vermelho. Eu testei com a notícia do topete.
Antes de acreditar ou mandar para os amigos, eu chamo um adulto e a gente confere: quem publicou? De quando é? De onde saiu a informação? Está falando de crianças ou só de adultos?
Às vezes, o título parece incrível, mas falta um pedaço da explicação. Um tratamento que está sendo pesquisado, por exemplo, não vira algo que podemos usar só porque apareceu num vídeo.
Se o assunto envolve meu sensor, minha insulina ou outro cuidado, a notícia vai primeiro para quem acompanha meu tratamento. Nada de trocar o combinado por uma dica de desconhecido com efeitos especiais!
A Nina diz que perguntar de onde veio uma informação é coisa de quem quer aprender, não de quem está desconfiando de tudo!
Então f**a inaugurada a redação: por aqui, notícia boa vem com fonte, data e explicação. E nenhuma delas precisa viajar mais rápido do que a gente consegue conferir.
Agora preciso corrigir a manchete. Meu topete não encostou no teto. Eu é que estava sonhando acordado!
Com carinho,
Alfred