Pediatra Mayla Faria

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26/07/2026

Julho termina com um profundo sentimento de gratidão.

Foram três classes de O Fundamento: em São Paulo, Sorocaba e Itu. Três espaços, três encontros, infinitas possibilidades criadas.

Sou imensamente grata à consciência, à Access Consciousness, a Gary Douglas e Dain Heer por disponibilizarem essas ferramentas ao mundo.

E minha gratidão se estende a cada pessoa que, em algum momento, escolheu O Fundamento.

Às que escolheram viver essa classe comigo neste mês.
Às que já escolheram o Fundamento e seguem contribuindo para essa criação.
Às que já disseram sim para a próxima turma.
E também àquelas que talvez estejam apenas percebendo que existe algo diferente disponível.

Cada escolha importa.

O símbolo da Access é o dente-de-leão. Quando suas sementes encontram o vento, elas viajam sem esforço e florescem onde encontram espaço. Para mim, a consciência se parece muito com isso. Uma escolha toca uma pessoa. Essa pessoa toca outra. E, sem que possamos medir, novas possibilidades começam a existir no mundo.

Que presente poder facilitar essas classes e, ao mesmo tempo, continuar sendo transformada por elas.

Se você perceber que chegou o momento de escolher O Fundamento, permita-se seguir a energia que expande para você. Existem facilitadores em muitos lugares do mundo, e a consciência está disponível para quem escolhe.

E, se em algum momento você perceber que a minha energia contribui para essa jornada, será uma alegria recebê-lo(a). Minha próxima classe acontece em novembro, em São Paulo.

O que mais é possível a partir de agora? ✨ ®

16/04/2026

“Catarro verde precisa de antibiótico.”

Essa é uma das mentiras que eu mais escuto no consultório.

E ela leva, muitas vezes, a tratamentos desnecessários.

A cor da secreção não define se é bactéria.
Durante um resfriado comum, é esperado que o catarro mude de transparente para amarelado ou esverdeado.

Isso faz parte da resposta inflamatória do próprio organismo.

Antibiótico não age contra vírus.
E usar sem necessidade pode trazer efeitos colaterais e aumentar resistência bacteriana.

O que realmente precisa ser avaliado é o conjunto.
Tempo de evolução, estado geral da criança, sinais de gravidade, padrão dos sintomas.

Quando a gente desenvolve mais consciência,
a gente começa a perceber além da aparência,
acessar mais informação antes de agir,
integrar os sinais como um todo
e sustentar decisões mais precisas.

Nem tudo que parece infecção bacteriana… é.

Agora me conta:

Você já achou que catarro verde era sinal de antibiótico?

Ou já recebeu essa orientação em algum momento?

05/04/2026

“É só dente nascendo.”

Essa é uma frase muito comum no consultório.
E, muitas vezes, ela simplif**a demais o que precisa ser observado.

A dentição pode, sim, causar irritação, aumento da salivação, vontade de morder, um certo mal-estar e até diminuição do apetite.

Mas, na maioria das vezes, não causa febre.

Febre não é um sintoma típico do nascimento dos dentes.
Pode acontecer em situações mais raras, quando há maior dificuldade para erupção…
mas não é o esperado.

E, principalmente, dentição não deixa a criança prostrada.

Se existe febre, se há mudança importante do estado geral,
o mais provável é que exista algum agente viral ou bacteriano atuando no organismo.

Isso não signif**a, necessariamente, gravidade.
Mas signif**a que precisa ser observado e avaliado com mais atenção.

Quando a gente desenvolve mais consciência,
a gente começa a perceber o que foge do padrão,
acessar mais informação antes de concluir,
integrar os sinais como um todo
e sustentar um olhar mais preciso sobre a criança.

Nem tudo é dente.
E nem toda explicação simples… é suficiente.

Agora me conta:

Você já ouviu ou já usou “é só dente nascendo” para explicar algum sintoma?

04/04/2026

No consultório, eu não começo olhando se a criança fala.

Eu olho se ela se conecta.

E isso muda completamente o que você observa em casa.

Por exemplo:

Uma criança pode falar pouco — “água”, “dá”, apontar —
e ainda assim estar totalmente conectada:
olha, espera resposta, inclui você na interação.

Outra pode falar frases inteiras…
mas não sustenta a troca:
não responde ao que foi dito, não ajusta a fala, não espera o outro.

E isso é muito mais importante do que “falar cedo” ou “falar bonito”.

Outras situações do dia a dia que ajudam a observar:

– Quando quer algo, seu filho te chama ou você precisa adivinhar?
– Ele te mostra coisas que acha interessante ou vive tudo sozinho?
– Na brincadeira, ele te inclui… ou só faz do jeito dele?
– Quando você entra na interação, ele adapta ou continua igual?

Não é sobre um comportamento isolado.

É sobre um padrão:
como essa criança se comunica, se relaciona e responde ao outro ao longo do tempo.

E isso muitas vezes passa despercebido.
Porque a família se adapta.
Porque parece “jeito”.
Porque ninguém explicou o que olhar.

E quando você começa a perceber isso com mais clareza,
você muda completamente a forma de se relacionar com seu filho.

E isso impacta diretamente no desenvolvimento dele.

Se esse conteúdo te trouxe clareza,
vale a pena olhar com mais profundidade.

E, se fizer sentido pra você,
compartilha com outras famílias.


02/04/2026

“Hoje em dia todo mundo é autista.”

Essa é uma frase que eu escuto com frequência no consultório.
E ela parece simples… mas distorce muita coisa importante.

O que aumentou não foi “todo mundo ser autista”.
O que aumentou foi o olhar, o acesso à informação e a capacidade de diagnosticar melhor.

Autismo não é comportamento isolado.
Existe critério.

Pelo DSM-5, o diagnóstico envolve dois grandes eixos:

Critério A:
Dificuldades persistentes na comunicação e interação social
(em diferentes contextos)

Critério B:
Padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades

E isso precisa estar presente desde o início do desenvolvimento, mesmo que fique mais evidente depois.

Quando a gente desenvolve mais consciência,
a gente começa a perceber além do comportamento isolado,
acessar mais informação antes de concluir,
integrar o que é contexto e o que é padrão,
e sustentar um olhar mais preciso sobre cada criança.

Porque quando tudo vira “autismo”…
a gente corre o risco de não ver a criança de verdade.

Nem banalizar.
Nem negar.

Consciência muda o cuidado.

Agora eu quero te ouvir:

Você acha que aumentou o autismo…
ou aumentou o diagnóstico?

E você — já escutou ou já falou essa frase?

02/04/2026

10h30 da noite.
Consultório ainda aceso.

E eu pensando no quanto eu admiro vocês.

Não é sobre romantizar a maternidade.
É sobre reconhecer a potência real que existe em uma mãe.

E isso não aparece só quando a criança está doente.
Aparece também quando o seu filho tem um desafio de comportamento.
Quando algo não encaixa no esperado.
Ou quando ele nasce com uma condição, um diagnóstico…
quando ele não é como as outras crianças.

E, ainda assim, você está ali.

Às vezes com medo.
Às vezes insegura.
Às vezes sem saber exatamente o que fazer…

Mas presente.

Observando.
Buscando entender.
Indo além do que parece possível.

Você muda.
Você cresce.
Você acessa coisas que nem sabia que existiam em você.

Para oferecer o melhor para quem depende de você.

E eu tenho o privilégio de estar perto disso todos os dias.
De ver vocês chegarem com dúvidas, medos, lágrimas…
e, aos poucos, irem acessando mais presença, mais clareza, mais confiança.

Hoje eu convidei uma mãe a fazer um pequeno deslocamento:
sair dos olhos do medo…
e olhar para o filho com olhos de detetive.

E foi impressionante ver o que muda quando isso acontece.

Porque quando você sai do medo,
você começa a perceber.

E quando você percebe,
você pode escolher.

Eu admiro profundamente as mães que escolhem esse caminho.
Que escolhem estar presentes — inclusive quando é difícil.

Se você está aqui, fazendo isso pelo seu filho…
isso já diz muito sobre você.

E eu quero que você saiba:
eu vejo você.

Se esse vídeo te lembrou de uma mãe que você admira, envia pra ela.

25/03/2026

Ser chamada na escola pela sua criança pode ativar culpa, irritação… e uma vontade imediata de corrigir.

Mas comportamento é comunicação.

Dentro do Método P.A.I.S., a gente olha para isso de outra forma:

P — Perceber
O que essa criança está tentando comunicar através desse comportamento?

A — Acessar
Como eu me conecto com ela sem julgamento, mostrando que estou no time dela?

I — Integrar
Como eu incluo essa criança na construção da solução, fortalecendo o saber dela?

S — Sustentar
Como eu mantenho esse ambiente — em casa e junto com a escola — onde ela pode se desenvolver com segurança?

Estar no time da sua criança não é sobre acobertar.
É sobre não deixar ela sozinha no que ainda não sabe lidar.

Quando há segurança,
a criança não precisa se defender —
ela consegue aprender.

Aplica isso por aí…
e depois me conta como foi.

23/03/2026

Seu filho chora quando vai ao pediatra?
Isso não é “manha”. É falta de previsibilidade.

Quando a criança não sabe o que vai acontecer, ela se sente insegura...e o choro vem.

Aqui vão 7 formas de tornar a consulta mais leve:

1️⃣ Explique antes o que vai acontecer (de forma simples e adequada pra idade)
2️⃣ Brinque de médico em casa: isso reduz o medo do desconhecido
3️⃣ Fale do pediatra em outros momentos, não só quando está doente
4️⃣ Crie vínculo (até com pequenas interações, quando possível)
5️⃣ Evite associar consulta com dor ou injeção
6️⃣ Não leve só quando está doente, leve também quando está bem
7️⃣ Mantenha a calma: seu filho percebe tudo em você

No consultório, isso é muito claro:
não é sobre nunca chorar…
é sobre a criança se sentir segura mesmo quando não gosta do momento.

E isso muda tudo.

Coloca essas dicas em prática por aí…e depois me conta ! Vou adorar saber como foi a experiência de vocês 💛

20/03/2026

Marcos do desenvolvimento não são prova para a criança passar.
São sinais clínicos de como o cérebro está organizando funções — linguagem, memória, atenção, abstração.

E aqui entra um ponto que vejo todos os dias no consultório:

a criança “não sabe”…
ou nunca foi ensinada de forma acessível?

Saber endereço, telefone, brincar com palavras, fazer associações — tudo isso não aparece do nada.
Isso é construído.
Na rotina.
Na interação.
Na forma como o adulto conduz.

Quando eu avalio um marco, eu não estou só observando.
Eu estou ensinando o caminho.

Porque desenvolvimento não é cobrança.
É estímulo direcionado.

E quando isso é feito de forma lúdica, o cérebro aprende muito mais rápido.

Brincadeiras simples:
“o que é o que é”
“o que meus olhos estão vendo”
“começa com a letra…”

Isso trabalha linguagem, repertório, raciocínio e organização mental — sem a criança nem perceber que está “treinando”.

E tem mais uma coisa importante:

se a criança não atingiu um marco hoje,
isso não é sentença.
É dado.

E dado serve para orientar ação.

Agora me conta:
seu pediatra só observa… ou também ensina?

E sendo honesta:
você treina os marcos só na véspera da consulta ou isso já virou parte da rotina por aí?

Porque se for na véspera…
tá valendo também 😄

19/03/2026

Esse livro está nascendo!

E ele não nasceu de uma teoria.
Nasceu do que eu vejo todos os dias:
pais que amam, que se preocupam…
mas que, muitas vezes, se desconectam do próprio saber.

O Guia Imprescindível para pais com filhos doentes
está sendo construído com um propósito muito claro:
trazer mais presença no meio do adoecer, mais gentileza nas escolhas,
e mais confiança no saber que já existe em você.

Esse livro não é sobre fazer mais.
É sobre perceber melhor.
É sobre sustentar.

Ele ainda está em construção… mas já carrega exatamente aquilo que muitos pais estão buscando.

Se você sente que esse caminho faz sentido pra você,
f**a por aqui.

E se quiser receber em primeira mão quando ele estiver pronto, me escreve “LIVRO” aqui nos comentários ou no direct.

Vamos juntos?

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Rua Drive Alceu De Campos Rodrigues, 46. Edifício Visionaire Conjunto 113. Vila Nova Conceição
São Paulo, SP
04544000

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