Psicóloga Francinéia Fabrizzio

Psicóloga Francinéia Fabrizzio Psicóloga | Neuropsicóloga | Psicopedagoga. Clínica da infância e adolescência. Avaliação e intervenção. Orientação psicanalítica. Supervisão e docência.

Estudos em neurociência. Palestrante e idealizadora do Instituto Espaço Práxis.

A ilusão da força - A cultura que valoriza suportar tudo pode favorecer o silenciamento da experiência emocional.Reprimi...
03/08/2026

A ilusão da força - A cultura que valoriza suportar tudo pode favorecer o silenciamento da experiência emocional.

Reprimir um afeto não significa resolvê-lo.
Significa apenas impedir que ele seja reconhecido em sua forma mais evidente.

Aquilo que é reprimido não desaparece; continua produzindo efeitos, ainda que de outras maneiras.

Na perspectiva psicanalítica, o sofrimento não é reduzido ao que aparece. Ele é tomado como uma formação que expressa algo da história, dos conflitos e da posição singular do sujeito diante da própria experiência.

É nesse ponto que a escuta analítica encontra sua função: não a de encobrir o sofrimento, mas a de possibilitar que aquilo que antes apenas se repetia encontre, aos poucos, representação, elaboração e novos destinos psíquicos. É nessa abertura que novas formas de existir podem emergir.

Por isso, a pergunta não se limita ao "o que dói?", mas também ao "o que essa dor comunica?".

Psicóloga Francineia Fabrizzio.

O colo que acolhe é o mesmo que ensina.Antes da escola, das ruas ou das telas, o primeiro universo de uma criança é a su...
29/07/2026

O colo que acolhe é o mesmo que ensina.

Antes da escola, das ruas ou das telas, o primeiro universo de uma criança é a sua família. É ali que ela constrói algo muito maior do que regras ou comportamentos: desenha o primeiro mapa de quem ela é, de quem é o outro e de como funciona o mundo.

"Ao nascer, o sistema nervoso infantil inicia uma história que necessita de coautoria." A criança depende do adulto para organizar emoções e impressões que ainda não consegue processar sozinha.

Por isso, a presença, a constância e a atenção do cuidador não são mero “carinho”: são parte da estrutura sobre a qual a vida psíquica começa a se organizar.

Quando essas experiências se tornam consistentes, a criança amplia sua disponibilidade para explorar, brincar, experimentar e aprender. A curiosidade encontra espaço porque o ambiente deixa de exigir dela uma atenção constante à própria proteção.

Cada nova experiência não amplia apenas uma habilidade específica. Ela passa a integrar um conjunto de recursos que sustentará formas cada vez mais complexas de pensar, sentir, aprender e relacionar-se com o mundo.

Talvez o maior equívoco seja imaginar que o desenvolvimento infantil se resume às conquistas que conseguimos observar. Antes de aparecer na linguagem, no comportamento ou na aprendizagem, ele acontece de maneira silenciosa: na construção dos recursos psicológicos que permitirão à criança compreender a si mesma, interpretar o outro e atribuir sentido às experiências que viverá.

Psicóloga Francinéia Fabrizzio.

Cada vez que alguém ensina prematuramente a uma criança algo que ela poderia ter descoberto, essa criança é impedida de ...
24/07/2026

Cada vez que alguém ensina prematuramente a uma criança algo que ela poderia ter descoberto, essa criança é impedida de inventá-la e, consequentemente, de compreendê-la completamente." Jean Piaget

Essa afirmação sintetiza um dos princípios centrais da teoria de Jean Piaget: o desenvolvimento cognitivo não acontece pela simples transmissão de conhecimentos, mas pela construção ativa do pensamento.

Para Piaget, a inteligência se desenvolve por um processo contínuo de adaptação. Diante de uma nova situação, a criança procura compreendê-la utilizando as estruturas cognitivas que já possui.

Quando essas estruturas deixam de ser suficientes para explicar a realidade, instala-se um desequilíbrio cognitivo. É justamente esse conflito que impulsiona a reorganização do pensamento e possibilita a construção de novas formas de compreender o mundo.

Sob essa perspectiva, a aprendizagem não é apenas o acúmulo de informações. Ela representa uma transformação na maneira como a criança pensa.
É por isso que Piaget alerta para os riscos de antecipar determinadas respostas.

Quando o adulto oferece uma solução antes que a criança tenha a oportunidade de elaborar hipóteses, testar possibilidades e reorganizar seu raciocínio, ela pode até memorizar uma informação, mas deixa de vivenciar o processo intelectual responsável pelo desenvolvimento de suas estruturas cognitivas.
Isso não significa que a criança deva aprender sozinha.

O adulto continua sendo indispensável para organizar o ambiente, oferecer desafios compatíveis com o estágio de desenvolvimento, sustentar emocionalmente a exploração e intervir quando necessário. O desenvolvimento não acontece pela ausência do adulto, mas pela qualidade da sua mediação.

Talvez a maior contribuição de Piaget tenha sido mostrar que desenvolver-se não significa apenas saber mais. Significa pensar de uma maneira diferente daquela que era possível antes da experiência.

Psicologa Francinéia Fabrizzio

Quando uma criança regride, o comportamento chama atenção. Mas é o sofrimento que precisa ser compreendido.Quando uma cr...
23/07/2026

Quando uma criança regride, o comportamento chama atenção. Mas é o sofrimento que precisa ser compreendido.

Quando uma criança volta a apresentar comportamentos que já não faziam mais parte da sua rotina, ela pode estar tentando lidar com emoções que ainda não consegue compreender nem expressar em palavras.

Medo, insegurança, ansiedade, perdas e mudanças importantes podem ultrapassar sua capacidade de elaboração.

Nesses momentos, a presença sensível dos adultos faz diferença. Quando a criança encontra alguém disposto a compreender o que está vivendo, ela amplia suas possibilidades de elaborar esse sofrimento e seguir seu desenvolvimento.

Os pais e cuidadores exercem um papel essencial nesse processo. Quando conseguem olhar além do comportamento, favorecem um ambiente emocional mais seguro e ajudam a criança a desenvolver formas mais saudáveis de enfrentar suas dificuldades.

Em algumas situações, esse apoio também inclui buscar uma avaliação psicológica. A psicoterapia infantil não trata apenas os sintomas: ela busca compreender o sofrimento da criança e fortalecer a participação da família no cuidado, contribuindo para um desenvolvimento emocional mais saudável.

Toda criança precisa de alguém que consiga enxergar, por trás do comportamento, aquilo que ela ainda não consegue dizer.

Psicóloga Francinéia Fabrizzio

Instituto Espaço Práxis - Núcleo de Estudo e pesquisa em psicologia social.

Texto completo no instagram

Cuidar da saúde emocional infantil também é cuidar da saúde física.Costumamos procurar febre, infecções ou outras altera...
22/07/2026

Cuidar da saúde emocional infantil também é cuidar da saúde física.

Costumamos procurar febre, infecções ou outras alterações físicas quando uma criança sente dor. No entanto, ansiedade, medo, estresse e outras dificuldades emocionais também podem se manifestar por meio do corpo.

Entre os 4 e os 10 anos, muitas crianças ainda não conseguem compreender ou expressar com clareza aquilo que estão sentindo.

Quando faltam palavras, o corpo pode falar.

Alguns sinais frequentes são:
• Dor de barriga sem uma causa médica identificada;
• Dor de cabeça recorrente;
• Enjoos ou mal-estar antes da escola ou de outras situações que geram ansiedade;
• Alterações no sono, irritabilidade ou cansaço persistente.

Esses sintomas são reais e merecem atenção. Não significam que a criança esteja inventando ou exagerando, mas podem indicar que ela esteja enfrentando um sofrimento emocional que ainda não consegue expressar.

Por isso, o primeiro passo é sempre uma avaliação médica para descartar causas orgânicas. Quando os exames não identificam alterações e os sintomas persistem, é importante ampliar o olhar e considerar também os aspectos emocionais.

Na psicoterapia infantil, a criança encontra um espaço seguro para compreender e expressar seus sentimentos.

Por meio do brincar, dos desenhos e de recursos terapêuticos adequados à sua idade, ela desenvolve formas mais saudáveis de lidar com suas emoções, favorecendo seu bem-estar emocional e, muitas vezes, reduzindo os sintomas físicos associados ao sofrimento.

Se seu filho apresenta dores recorrentes sem uma explicação médica, buscar orientação profissional pode ser um passo importante para compreender o que ele está tentando comunicar.

Psicóloga Francinéia Fabrizzio
Instituto Espaço Práxis

Terapia Psicológica O atendimento psicológico é um espaço de escuta, acolhimento e construção de novos sentidos para a e...
20/07/2026

Terapia Psicológica

O atendimento psicológico é um espaço de escuta, acolhimento e construção de novos sentidos para a experiência humana.

Por meio de uma prática ética e fundamentada, favorece o autoconhecimento, o desenvolvimento emocional e o fortalecimento dos recursos psíquicos diante dos desafios da vida.

Cada processo terapêutico respeita a singularidade da pessoa, seu tempo e sua história. Ao longo dos encontros, é possível ampliar a compreensão sobre emoções, pensamentos e comportamentos, promovendo mudanças que contribuem para relações mais saudáveis, maior autonomia e qualidade de vida.

Cuidar da saúde emocional é reconhecer que o bem-estar psiquico faz parte da saúde como um todo. A terapia psicológica oferece um espaço seguro para elaborar conflitos, desenvolver potencialidades e construir caminhos mais conscientes diante das diferentes fases da vida.

Compreender a própria história é também abrir espaço para novas possibilidades de viver, relacionar-se e seguir com mais equilíbrio, autenticidade e sentido.

Psicóloga Francinéia Fabrizzio
Atendimento - Tatuapé
Avaliação e intervenção.

Grupo de Supervisão em Psicologia e PsicanáliseA supervisão clínica é um espaço de estudo, reflexão e aprimoramento da p...
14/07/2026

Grupo de Supervisão em Psicologia e Psicanálise

A supervisão clínica é um espaço de estudo, reflexão e aprimoramento da prática profissional. Mais do que discutir casos, trata-se de um processo de construção do raciocínio clínico, no qual teoria, técnica e experiência se articulam para qualificar a escuta e a condução dos atendimentos.

O grupo de supervisão favorece a troca entre profissionais e estudantes, ampliando diferentes perspectivas de compreensão sobre os casos clínicos e fortalecendo o desenvolvimento da identidade profissional.

A partir da interlocução entre a Psicologia e a Psicanálise, cada encontro propõe uma análise cuidadosa das demandas apresentadas, respeitando os princípios éticos da profissão e o sigilo que envolve a prática clínica.

A supervisão é indicada para psicólogos, psicólogas e estudantes dos últimos anos da graduação que desejam aprofundar seus conhecimentos, desenvolver maior segurança na condução dos atendimentos e sustentar uma prática clínica cada vez mais consistente.

Modalidade: presencial (Tatuapé) e online.
Encontros: semanais.
Informações: WhatsApp (11) 96717-4294.

Terrible Twos: quando a birra dos 2 anos fala sobre desenvolvimento, não sobre pirraça.Entre o choro e a birra, existe u...
06/07/2026

Terrible Twos: quando a birra dos 2 anos fala sobre desenvolvimento, não sobre pirraça.

Entre o choro e a birra, existe uma criança tentando lidar com emoções que ela ainda não consegue explicar.

Por volta dos dois anos, muitas crianças entram em uma fase conhecida como Terrible Twos, marcada por crises de birra, oposição, frustração intensa e necessidade de afirmar a própria vontade.

Apesar do nome, essa fase não significa que a criança seja “terrível”. Pelo contrário: ela revela um momento importante do desenvolvimento infantil.

A criança começa a perceber que tem desejos próprios. Ela quer escolher, decidir, explorar, dizer “não” e testar os limites do ambiente. Essa tentativa de autonomia é esperada e faz parte da construção da identidade.

O grande desafio é que, ao mesmo tempo em que a criança começa a querer mais independência, o cérebro dela ainda está em amadurecimento.

As áreas responsáveis pelo controle dos impulsos, pela espera, pela regulação emocional e pela compreensão das consequências ainda não estão plenamente desenvolvidas.

Por isso, quando algo não acontece como ela deseja, o desconforto pode ser vivido de forma muito intensa.

A criança sente raiva, frustração, tristeza ou cansaço, mas ainda não tem maturidade emocional nem vocabulário suficiente para organizar tudo isso em palavras.

Então o corpo fala.

Ela chora, grita, se joga no chão, empurra, resiste ou se desorganiza. Não porque queira manipular os pais, mas porque ainda está aprendendo a lidar com o próprio mundo interno.

Nessa fase, o comportamento fala aquilo que as palavras ainda não conseguem dizer.

Quando os adultos compreendem esse processo, a birra deixa de ser vista apenas como desobediência e passa a ser compreendida como uma expressão de imaturidade emocional, tentativa de autonomia e pedido de ajuda para se organizar.

Isso não significa permitir tudo. A criança precisa de acolhimento, mas também precisa de limites consistentes. O limite oferece contorno. O acolhimento oferece segurança. E é nesse encontro que ela começa, pouco a pouco, a aprender a reconhecer o que sente, tolerar frustrações e encontrar formas mais organizadas de se expressar.

Como a psicoterapia infantil pode ajudar?

Nem toda birra precisa de psicoterapia. Mas toda criança precisa ser compreendida antes de ser julgada.

Na psicoterapia infantil, o brincar, o desenho e as experiências lúdicas ajudam a criança a expressar aquilo que ainda não consegue dizer com palavras. Ao mesmo tempo, os pais recebem orientação para compreender essa etapa do desenvolvimento e conduzir as crises com mais segurança, sem transformar cada birra em uma batalha.

Se as frustrações do seu filho têm gerado sofrimento intenso para ele ou para toda a família, buscar orientação profissional pode ajudar a compreender o que está acontecendo e a construir caminhos mais saudáveis para essa fase.

Psicóloga Francinéia Fabrizzio
Instituto Espaço Práxis - Núcleo de atendimento Psicológico da infância e da adolescência.

Nem sempre o impasse clínico está no caso.Às vezes, ele aparece na condução, nas dúvidas silenciosas do manejo, nos limi...
25/06/2026

Nem sempre o impasse clínico está no caso.

Às vezes, ele aparece na condução, nas dúvidas silenciosas do manejo, nos limites éticos que atravessam o trabalho com o outro.

A supervisão clínica é um espaço de elaboração do percurso profissional, construção de hipóteses e sustentação da direção do trabalho terapêutico.

Ofereço supervisão clínica em Psicologia e Psicopedagogia para profissionais formados ou em formação, com foco na construção de hipóteses, direção clínica e elaboração do trabalho analítico.

Atendimentos individuais ou em pequenos grupos., online e presencial.

📲 Agendamentos pelo WhatsApp
📍 Tatuapé • São Paulo

Psicóloga/Psicanalista Francinéia Fabrizzio

Endereço

São Paulo, SP

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Psicóloga Francinéia Fabrizzio posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com A Prática

Envie uma mensagem para Psicóloga Francinéia Fabrizzio:

Atalhos

Compartilhar