29/07/2026
Antes de apontar o dedo, vestiram as mãos de seda.
Chamaram de bondade o que era escada.
Sorriam enquanto empurravam, abraçavam enquanto feriam, subiam nos ombros das mulheres que diziam proteger.
Há quem aprenda que o poder não nasce da partilha, mas da queda da outra. E confundem aplauso com grandeza.
As mais perigosas nem sempre levantam a voz. Falam manso, oferecem colo, mas plantam desconfiança, colhem silêncio e chamam isso de paz.
Que triste destino o de quem troca a irmandade pela disputa, e a liberdade pelo lugar mais alto da mesa.
Porque nenhuma mulher se torna maior quando diminui outra.
O topo construído sobre a dor de uma irmã é apenas um chão que ainda vai ceder.
E quando a máscara da bondade cair, restará apenas a verdade: quem pisa em outra mulher jamais aprende o verdadeiro significado de caminhar juntas.
O futuro é o ontem!