20/05/2026
Essa bebê sorridente da foto sou eu.
Ontem ao fazer a retrospectiva desse ultimo ano, fui buscar uma foto minha qdo criança e me deparei com essa escolha. Aos oito meses de vida, no auge das pequenas descobertas, eu já sorria docemente para a vida!
Será que a bebê engraçadinha da foto já tinha trilhado nas obras de Deus os caminhos que pisaria? As perdas, os recomeços, as travessias silenciosas e as tempestades que atravessaria?
Será que ela imaginava que um dia teria dois filhos lindos e que encontraria neles a obra mais bonita que já construiu?
Será que imaginava que se tornaria uma mulher que escolheria viver escutando dores, acolhendo histórias, estendendo a mão para ajudar outras pessoas a reencontrarem pedaços perdidos de si mesmas?
Será que imaginava tudo o que viria?
Com certeza, não! Mas nos planos espirituais alguns caminhos já estavam traçados.
Hoje, olhando para ela, percebi algo que não tinha visto antes: eu sempre fui muito alegre, terna e amorosa.
Sim, eu já sorria para a vida e já carregava algo que o tempo não levou.
Porque, entre tantas mudanças, dores, perdas e versões minhas que ficaram pelo caminho, existe algo que permaneceu: minha alegria de viver! Com esse meu jeito espontâneo de acreditar, de rir alto, gargalhar forte e de encontrar beleza onde muita gente passa sem enxergar.
Talvez a minha criança interior nunca tenha ido embora e eu quero mantê-la sempre com esse olhar amoroso e generoso sobre a vida, sobre acreditar no amor, na ajuda mútua, nas construções de vida!
Talvez ela ainda esteja aqui, segurando a minha mão, me lembrando de continuar olhando o mundo com esse encantamento.
E hoje eu não olho para ela com saudade.
Olho com gratidão.
Porque percebo que eu não me tornei alguém diferente daquela bebê. Eu apenas cresci em volta dela.