08/03/2026
Somos a parte de Deus que representa o belo, o cuidado, o aconchego e uma força que se expressa com leveza.
Cada um tem uma forma de pensar sobre as mulheres ou sobre como elas deveriam ser, idealmente. Mas, em última instância, todos têm a mesma forma de sentir o feminino, independentemente das crenças e dos pontos de vista que foram implantados nas mentes das pessoas ao longo dos milênios.
Um sentimento desperta em nós a necessidade de nos conectar com tudo o que gera, cria, acolhe e expande da maneira mais linda possível.
Ser mulher é delicioso para quem escolhe Ser de verdade, mesmo conhecendo as dores inerentes às condições físicas e emocionais às quais estamos sujeitas pela própria natureza.
Mas, para quem reprimiu ou negou essas condições — para não passar pela dor do que pode surgir ou para não repetir o que já foi vivido anteriormente —, uma escolha que muitas vezes acontece é o embrutecimento do feminino.
Isso nos faz sair do nosso campo de força, que é envolto em graça, doçura e mistério, para nos tornarmos pragmáticas, “empoderadas” e fortes no sentido masculino da palavra.
E, com isso, nos perdemos da verdadeira Essência e nos tornamos pessoas incompletas, pois o feminino só existe quando honramos a pequena parte do masculino que habita nossos corpos e a grande parte do masculino representada pelos homens — sejam aqueles que nasceram assim ou os que escolheram ser homens.
Tudo isso nada mais é do que o conceito Yin Yang, onde essas duas esferas se unem e criam a energia mais poderosa que existe: a da alegria, que gera o amor e a libido e traz mais vida ao mundo.
Vida que pode vir em forma de projetos, ações, realizações, contribuições, experiências felizes e, às vezes, até gerar outra vida.
Meu desejo é que possamos voltar à nossa essência feminina nesta existência e, consequentemente, à nossa centelha divina, que sabe a sensação de que nada está separado e de que somos todos Um.