Espaço Adolescer

Espaço Adolescer O Espaço ADOLESCER é a 1 comun. psicanalítica do Brasil voltada p/ adolescentes, jovens e famílias

18/05/2026
18/05/2026

Tem uma coisa muito séria acontecendo no Brasil — e nós precisamos falar sobre isso.

Quando um homem famoso propõe um “curso para ensinar homens a serem homens”, isso pode até parecer inofensivo para algumas pessoas. Mas, do ponto de vista da psicanálise e da história das mulheres brasileiras… isso é profundamente preocupante.

Porque a mulher brasileira — especialmente a mulher afro-indígena — nunca precisou de um curso para sobreviver.

Ela aprendeu a trabalhar cedo.
A suportar abandono.
A criar filhos sozinha.
A resistir à violência.
A cuidar da casa, do corpo, da alma e ainda sorrir enquanto sangrava.

Enquanto muitas mulheres lutavam para existir, estudar, votar, não apanhar, não morrer… agora aparecem discursos romantizando uma ideia de masculinidade que frequentemente ignora séculos de dor feminina.

E aqui existe uma armadilha psíquica perigosa:
transformar privilégios históricos em narrativa de vítima.

A psicanálise nos ensina que homens também sofrem.
Claro que sofrem.
Mas sofrimento não pode virar desculpa para negar estruturas de poder.

Quando um discurso masculino começa a vender a ideia de que os homens estão “perdendo espaço” porque as mulheres conquistaram voz…
isso não é cura emocional.
Isso é reação narcísica diante da perda do lugar de domínio.

E o mais grave:
essas ideias chegam aos meninos.
A adolescentes frágeis.
A homens perdidos emocionalmente.
Muitos deles buscando pertencimento.

O problema é que pertencimento sem reflexão vira massa.
E massa sem pensamento crítico vira violência.

A mulher brasileira não precisa de homens “protetores”.
Precisa de homens capazes de elaborar frustração.
Capazes de ouvir “não”.
Capazes de conviver com mulheres fortes sem sentir que estão diminuídos.

Porque masculinidade saudável não nasce do medo da emancipação feminina.
Nasce da maturidade emocional.

Como psicanalista, como mulher, como brasileira…
eu digo com muita clareza:
não existe evolução possível quando a dor histórica das mulheres é apagada para massagear o ego masculino.

E talvez esteja aí a pergunta mais importante:
por que alguns homens sentem tanto medo q

Tem mães que estão tão ocupadas tentando “dar conta de tudo” que esquecem de perguntar a si mesmas:“Eu estou viva dentro...
12/05/2026

Tem mães que estão tão ocupadas tentando “dar conta de tudo” que esquecem de perguntar a si mesmas:
“Eu estou viva dentro da minha própria vida?”

A maternidade não precisa ser um lugar de apagamento.
Os filhos não precisam de mulheres perfeitas, silenciosas ou exaustas.
Precisam de mães que possam rir. Respirar. Dançar. Sentir prazer em existir.

Uma mãe que busca a própria felicidade ensina, sem perceber, algo profundamente importante aos filhos:
que o amor não precisa acontecer junto do abandono de si mesma.

Na clínica, vejo muitas mulheres carregando culpa por desejarem descanso, liberdade, beleza, afeto, tempo, desejo, vida.
Mas filhos não precisam de heroínas adoecidas.
Precisam de presença emocional.
Precisam de verdade.
Precisam olhar para a mãe e sentir que ainda existe uma mulher ali. 🌻

Talvez cuidar de você também seja uma forma de cuidar deles.

Com carinho,
Alessandra Mazzotta
Espaço Adolescer ✨

06/05/2026
04/05/2026

“Não é só vício em tela. É falta de vínculo.”

A pesquisa aponta um tema muito atual: adolescentes estão mais tristes, irritados, solitários e expostos a redes sociais, bullying e comparação. No Brasil, a PeNSE/IBGE mostrou que 3 em cada 10 estudantes de 13 a 17 anos se sentem tristes sempre ou quase sempre, e 42,9% se sentem irritados, nervosos ou mal-humorados por qualquer coisa. Também há alerta forte sobre bullying: 4 em cada 10 adolescentes brasileiros dizem já ter sofrido bullying. Alessandra Mazzotta e Equipe Adolescer





Tem filhos que não são “difíceis”.Eles estão sozinhos dentro do que sentem.E isso muda tudo.Porque quando um adolescente...
03/05/2026

Tem filhos que não são “difíceis”.

Eles estão sozinhos dentro do que sentem.

E isso muda tudo.

Porque quando um adolescente grita, se fecha, desafia ou parece “demais”…
não é excesso.

É falta de tradução emocional.

É um psiquismo que ainda não encontrou onde colocar o que vive.

E aí, muitas vezes, o que acontece?

Pais e educadores tentam:
corrigir, ajustar, acelerar, explicar…

quando, na verdade, o que esse jovem precisa é de algo muito mais difícil:

👉 alguém que sustente
👉 alguém que não reduza
👉 alguém que consiga escutar sem invadir

Porque quando não há escuta…

o sofrimento vira comportamento.
E o comportamento vira problema.

Mas não começou ali.

Nunca começa.

Começa no lugar onde ele não conseguiu existir do jeito que é.



Se esse post te atravessou, talvez seja porque você já percebeu:

👉 não é sobre controlar mais
👉 é sobre compreender melhor

E isso não é fácil.

Mas é transformador.



💬 Me conta:
o que mais te desafia hoje ao lidar com um adolescente?

💾 Salve para reler com calma
📤 Compartilhe com quem precisa disso hoje

Alessandra Mazzotta
Psicanalista | Espaço Adolescer





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19/04/2026

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