25/09/2026
Na cirurgia robótica, a autonomia do cirurgião é construída de forma progressiva.
As primeiras cirurgias fazem parte de uma curva de aprendizado que envolve muito mais do que adaptação ao console. É preciso integrar técnica, posicionamento, docking, sequência cirúrgica, dinâmica da equipe e capacidade de tomar decisões diante de diferentes cenários.
É nesse contexto que a supervisão adequada e a proctoria têm um papel importante.
O objetivo não é substituir o cirurgião nem limitar sua autonomia, mas oferecer suporte técnico durante uma fase em que experiência, segurança e tomada de decisão ainda estão sendo consolidadas.
Treinamento estruturado, seleção adequada dos primeiros casos e acompanhamento de profissionais experientes ajudam a tornar essa transição mais segura para o cirurgião, para a equipe e, principalmente, para o paciente.
Na cirurgia robótica, independência não precisa signif**ar aprendizado solitário.
Formação responsável também é parte da segurança cirúrgica.
Prof. Dr. João Manzano
Urologia • Cirurgia Robótica