19/03/2019
Inaugurando os posts com as
Vamos falar hoje do homem como integral, sob a perspectiva da alimentação?........
"Você precisa perder peso"
"Tem que emagrecer"
"Corte o pão, massa, açúcar"
Essas são as frases mais conhecidas. Mas, por que é tão difícil simplesmente "cortar" a comida?
Primeiro porque a comida é a nossa forma de garantir a vida, e qual corpo não luta para sobreviver? Se olharmos para os nossos mecanismos fisiológicos, todos prezam para te manter vivo.
Outro ponto: comida vai além da Nutrição. Comida representa cultura, vínculo e coletivo.
Dá para falar para um nordestino que cuscuz no café da manhã não é legal? Ou para um Paulista que média com pão na chapa é ruim?
E as datas comemorativas? Ou receber um amigo em casa sem passar um café - ou chimarrão - para recebê-lo?
Quando categorizamos a comida de forma tão negativa e ditamos regras sobre o que comer, dentro de uma esfera puramente biológica, desconsideramos a cultura de um indivíduo, seus gostos, suas lembranças, vínculos e abalamos sua estrutura social.
É claro que a dieta não vai funcionar e é claro que iremos fazer de tudo para burlar essas regras. Nosso corpo busca a sobrevivência (a restrição é uma ameaça, independente do tamanho da pessoa), nosso senso de autonomia e liberdade, mesmo que inconsciente, vai brigar para tomar as rédeas da alimentação ("escapes").
Nosso senso de coletivo e pertencimento impulsiona para participar dos eventos, nossa cultura e ancestralidade pede o que é conhecido e o que nos identif**a.
Quanto mais dieta, quanto mais restrições e quanto mais desconsiderarmos esses aspectos, mais alimentamos o efeito sanfona, mais frustrados f**amos e mais pouco confiantes permanecemos.
Por isso que dietas, durante o , estimulam o ganho de peso.
Não damos conta de uma alimentação com finalidade puramente biológica. Tentamos incansavelmente mas todas as outras esferas do comer pipocam em 2 tempos.
O problema não está com você. Você não é fracassado ou preguiçoso. O problema está no olhar puranente biológico da comida, na restrição e na mesma técnica falida - cada dia com um nome - para tentar encaixar pessoas em padrão.