21/08/2026
Existe uma diferença entre a criança que fala pouco e a criança que fala bastante, mas de um jeito difícil de entender. As duas merecem atenção, por motivos diferentes.
Trocar alguns sons faz parte do desenvolvimento até certa idade. O sinal de alerta aparece quando as trocas são muitas, persistem além do esperado e fazem com que só a família consiga entender o que a criança diz. Pessoas de fora f**am perdidas.
Isso pode estar ligado à forma como a criança organiza e produz os sons da fala, uma área específ**a da fonoaudiologia. Não é manha nem preguiça.
E tem um detalhe que costuma pegar os pais de surpresa: esses mesmos sons que a criança troca ao falar tendem a reaparecer na hora de ler e escrever. Alfabetizar é, no fundo, ligar o som à letra. Quando o som não está bem organizado na cabeça da criança, a alfabetização f**a mais difícil, com trocas na escrita e esforço extra para decodif**ar as palavras.
A boa notícia é que isso responde muito bem quando trabalhado cedo. O acompanhamento da fono cuida da fala, da leitura e da escrita, preparando o terreno antes que a dificuldade chegue ao caderno.
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