29/07/2026
Chamar açúcar de veneno é sensacionalismo. Em pequena quantidade ele não faz mal. O problema aparece quando o consumo é alto e constante, dia após dia.
E é exatamente isso que costuma acontecer sem a pessoa perceber: um pouco no cafezinho da manhã, um pouco no biscoito da tarde, um pouco no suco de caixinha, um pouco no molho pronto do jantar. Isoladamente, nada disso assusta. Somado ao longo do dia, é outra história.
Boa parte dos ultraprocessados carrega açúcar escondido na fórmula, por isso reduzir esse grupo de alimentos já resolve grande parte do problema, quase sem esforço consciente. Guarde o açúcar “de verdade” para quando bater vontade de um doce, não para adoçar tudo o que você come no automático.
O contexto também importa: comer um pouco de açúcar antes do treino tende a ser bem tolerado, porque a musculatura capta boa parte dessa glicose como energia. Já em jejum, sem esse gasto energético logo em seguida, o corpo lida com esse açúcar de outra forma. O que mostra que o “quando” pode pesar tanto quanto o “quanto”.
Não existe tolerância zero, mas também não dá pra comer açúcar em grande quantidade, todos os dias, sem consequência. Quando decidir comer algo doce, escolha com consciência, algo que você realmente goste, e coma devagar, prestando atenção ao sabor. É a diferença entre saborear e consumir no piloto automático.
Se mesmo assim você sente que não consegue parar numa quantidade pequena, vale investigar: pode ser alimentação desregulada ao longo do dia, deficiência nutricional e/ou desequilíbrio hormonal por trás disso. Mas isso é assunto para o próximo post.