Associação Brasileira de Nutrição

Associação Brasileira de Nutrição ASBRAN - Sociedade sem fins lucrativos de caráter técnico- científico, cultural e social, de âmbito nacional.
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A Associação Brasileira de Nutrição é uma sociedade sem fins lucrativos de caráter técnico- científico – cultural e social, de âmbito nacional. Compõe-se de sócios filiados às Associações de Nutrição nos estados e promove o fortalecimento da formação e da especialização do nutricionista, incentivando a pesquisa e contribuindo com a divulgação da Nutrição no Brasil.

Amamentar é nutrir, proteger e cuidar. Mas, para que a amamentação seja possível e possa ser mantida, também é preciso c...
11/08/2026

Amamentar é nutrir, proteger e cuidar. Mas, para que a amamentação seja possível e possa ser mantida, também é preciso cuidar de quem amamenta. Essa é uma das mensagens que ganham força neste mês de agosto, quando celebramos o aleitamento materno.

Promovida mundialmente com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS), do UNICEF e de parceiros, a campanha de aleitamento materno deste ano chama a atenção para a necessidade de identificar, avaliar e ampliar estratégias que comprovadamente melhoram os indicadores de amamentação. A proposta é fortalecer uma rede de apoio que envolva sistemas de saúde, locais de trabalho, comunidades, famílias, sociedade civil e governos.

Entre as principais recomendações está a proteção da amamentação exclusiva até os seis meses de vida, seguida da introdução de alimentos complementares adequados e saudáveis, mantendo-se o aleitamento até os dois anos ou mais. A continuidade da amamentação, associada a uma alimentação complementar adequada, contribui para o crescimento, o desenvolvimento e a proteção da saúde da criança. Mas não podemos esquecer do cuidado da mulher que amamenta, pois há desafios físicos e emocionais, além de mudanças importantes na rotina. Dor, dificuldades na pega, dúvidas, cansaço, privação de sono, retorno ao trabalho e falta de apoio são situações que podem dificultar a continuidade da prática.

Informação e orientação são importantes, mas não suficientes. Quem amamenta também precisa ser cuidado, acolhido e protegido. Famílias, comunidades, empregadores e poder público têm responsabilidades na criação de ambientes favoráveis à amamentação. Licença-maternidade, condições adequadas nos locais de trabalho, espaços para amamentar ou retirar leite e a divisão dos cuidados com o bebê são exemplos de medidas que podem contribuir para que a mulher consiga manter o aleitamento. Assim, defender a amamentação é mais do que incentivar uma prática individual. É fortalecer políticas, serviços e redes de apoio que permitam que mulheres e crianças tenham melhores condições para vivenciá-la.

Pesquisa da Universidade de São Paulo (USP), conduzida pela psicóloga e psicanalista Júlia Louzada, revela que a fome de...
04/08/2026

Pesquisa da Universidade de São Paulo (USP), conduzida pela psicóloga e psicanalista Júlia Louzada, revela que a fome deve ser compreendida como resultado de processos históricos, políticos e sociais, afetando a vida das pessoas muito além da privação de alimentos. O estudo, publicado no Jornal da USP, foi inspirado, também, na experiência da pesquisadora como voluntária em cozinhas populares e solidárias de São Paulo durante a pandemia de Covid-19, quando acompanhou de perto os efeitos da insegurança alimentar sobre a população.

Segundo a pesquisa, orientada pela professora Miriam Debieux Rosa, sentimentos como angústia, vergonha, culpa e medo fazem parte da realidade de quem enfrenta a fome, restringindo a vida à busca pela sobrevivência.

O estudo analisou a experiência de brasileiros entre 2022, quando o País voltou ao Mapa da Fome, e 2024, quando deixou a lista. Nesse período, cerca de 33,1 milhões de pessoas passaram fome e aproximadamente 125 milhões viveram algum grau de insegurança alimentar. Para a orientadora Miriam, “reconhecer os impactos subjetivos da insegurança alimentar é fundamental para compreender a dimensão humana desse problema e contribuir para políticas públicas que articulem o direito à alimentação com ações de cuidado, acolhimento e proteção social”, diz.

Os resultados da pesquisa reforçam que o combate à fome exige mais do que garantir alimentos: é necessário enfrentar as desigualdades e fortalecer políticas públicas que assegurem o direito humano à alimentação adequada, à dignidade e à saúde. Leia mais sobre a pesquisa no site da ASBRAN.

As agências das Nações Unidas vêm adotando um posicionamento cada vez mais firme sobre os impactos do consumo excessivo ...
04/08/2026

As agências das Nações Unidas vêm adotando um posicionamento cada vez mais firme sobre os impactos do consumo excessivo de alimentos ultraprocessados na saúde e na qualidade da alimentação. O tom das críticas ganhou força recentemente com declarações do diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus. Segundo ele, grandes empresas do setor de alimentos ultraprocessados vêm recorrendo à Justiça para contestar medidas adotadas por governos com o objetivo de reduzir a obesidade e melhorar a alimentação da população.

Para Tedros, essas ações dificultam a implementação de políticas públicas baseadas em evidências científicas e representam um obstáculo ao enfrentamento da epidemia global de doenças crônicas.

A OMS destaca que dietas com alta participação de alimentos ultraprocessados estão relacionadas ao maior risco de obesidade, diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer. Diante do avanço das evidências científicas, o tema passou a ocupar espaço crescente nas discussões internacionais sobre prevenção das doenças crônicas não transmissíveis.

O alerta também é reforçado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), que aponta a expansão global dos ultraprocessados, especialmente em países de baixa e média renda, onde esses produtos vêm substituindo alimentos tradicionais e reduzindo a qualidade das dietas.

Em seus relatórios mais recentes, as agências da ONU reiteram que uma alimentação saudável deve priorizar alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, verduras, legumes, grãos, feijões e outras leguminosas. Ao mesmo tempo, defendem a adoção de políticas públicas capazes de ampliar o acesso a esses alimentos, incluindo ações como rotulagem nutricional frontal, regulamentação da publicidade dirigida ao público infantil, restrições ao marketing de alimentos não saudáveis e medidas para reduzir o consumo de produtos com elevados teores de açúcares, sódio e gorduras.

O Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST) lançou, como parte do projeto Conexão Memória, um minidocumentário sobre a...
03/08/2026

O Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST) lançou, como parte do projeto Conexão Memória, um minidocumentário sobre a trajetória de Josué de Castro, um dos mais importantes intelectuais brasileiros do século XX e referência mundial nos estudos sobre fome e segurança alimentar.

A produção resgata sua contribuição científica, política e humanitária, destacando sua defesa de que a fome é consequência de desigualdades sociais e econômicas, e não da escassez de alimentos. Confira no link abaixo:
https://www.youtube.com/watch?reload=9&v=ooZGFV1zXaM

No marco das celebrações do Día del Nutricionista Peruano, a Associação de Nutricionistas do Instituto Nacional de Saúde...
28/07/2026

No marco das celebrações do Día del Nutricionista Peruano, a Associação de Nutricionistas do Instituto Nacional de Saúde ANUTRINS irá realizar a IX JORNADA CIENTÍFICA INTERNACIONAL: ALIMENTAÇÃO SALUDÁVEL E SOSTENÍVEL.

🗓️ Data: 05 de agosto
⏰ Horário: 9h00 às 12h00.
💻 Modalidade: Virtual
✍️ Inscrição: https://sl1nk.com/ywrkz9u
👀 Após a inscrição, será enviado e-mail de confirmação com informações para o encontro online.

27/07/2026

Rumo ao XXI Congresso Confelanyd - Recife 2028

A Associação Brasileira de Nutrição (ASBRAN) participou nesta terça-feira (22), por meio de sua diretora Ruth Guilherme,...
22/07/2026

A Associação Brasileira de Nutrição (ASBRAN) participou nesta terça-feira (22), por meio de sua diretora Ruth Guilherme, da Assembleia Geral da Confederação Latino-Americana de Nutricionistas e Dietistas (Confelanyd), realizada em Guayaquil, no Equador. O encontro, que faz parte da programação do XX Congresso da Confelanyd, e reuniu representantes de entidades de nutricionistas e dietistas da Argentina, Bolívia, Brasil, Costa Rica, Equador, Guatemala, México, Panamá e Paraguai. Na reunião foi definida a agenda da próxima edição que será realizada no Brasil, em 2028, em conjunto com o Congresso Brasileiro de Nutrição (CONBRAN).

A realização do congresso no Brasil reforça o protagonismo do país no cenário latino-americano da Nutrição e amplia as oportunidades de intercâmbio técnico-científico entre profissionais, pesquisadores, docentes e estudantes de toda a região. Durante a assembleia, os delegados também definiram o Panamá como sede da edição de 2030.

Além das definições sobre o congresso, a assembleia aprovou encaminhamento de pesquisa entre as entidades que integram a Confelanyd para traçar um panorama de políticas públicas de alimentação e nutrição nos países membros. O questionário irá mapear a situação de três temas considerados prioritários:

❗Rotulagem frontal de alimentos e regulamentação dos ambientes alimentares;
❗Implementação do Código Internacional de Comercialização de Substitutos do Leite Materno;
❗Diretrizes Alimentares para a População.

Os dados coletados servirão de base para as discussões da Confelanyd, fortalecendo a atuação em defesa de políticas públicas que promovam a alimentação adequada e saudável. Paralelamente, a assembleia também aprovou documento de apoio à Federación Argentina de Graduados en Nutrición, em defesa da manutenção da rotulagem nutricional frontal de alimentos na Argentina, uma vez que a proposta do atual governo é extinguir esse modelo de informação ao consumidor.

O XX Congresso da Confederação Latino-Americana e do Caribe de Nutricionistas e Dietistas (Confelanyd) prossegue até o dia 25 de julho.

22/07/2026

A ASBRAN está presente no 40º Encontro Nacional de Estudantes de Nutrição - ENENUT, que teve início no último dia 21 de julho no Rio de Janeiro e vai até o dia 25. A diretora da ASBRAN Fabiana Poltronieri proferiu palestra no encontro sobre “A produção científica e o fortalecimento técnico da Nutrição”. Fabiana ainda falou sobre o papel da ASBRAN no desenvolvimento científico da área, a contribuição das sociedades científicas para a profissão e a importância da educação continuada e atualização profissional.

Nativa da Mata Atlântica e rica em compostos antioxidantes, a jabuticaba acaba de ganhar uma nova aplicação voltada à sa...
21/07/2026

Nativa da Mata Atlântica e rica em compostos antioxidantes, a jabuticaba acaba de ganhar uma nova aplicação voltada à saúde intestinal. Pesquisadores da Unicamp desenvolveram uma tecnologia baseada nos compostos fenólicos da casca da fruta, capazes de atuar como prebióticos, favorecendo o crescimento de microrganismos benéficos da microbiota intestinal.

A inovação é resultado de estudos coordenados pelo professor Mário Roberto Maróstica Junior, da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA), que já haviam demonstrado o potencial da jabuticaba no controle do sobrepeso e da saúde metabólica. As duas tecnologias foram patenteadas e licenciadas para a Rubian Extratos, empresa-filha da Unicamp.

Os compostos fenólicos, concentrados na casca — que representa até 45% do peso da fruta e normalmente é descartada — foram obtidos a partir de resíduos agroindustriais, transformando um subproduto em ingrediente de alto valor agregado e contribuindo para uma cadeia mais sustentável.

Nos te**es, o extrato promoveu o aumento de bactérias benéficas e a redução de microrganismos associados a desequilíbrios da microbiota, além de apresentar indícios de proteção da barreira intestinal. Parte dos experimentos foi realizada com o SHIME, sistema que simula o trato gastrointestinal humano e permite avaliar os efeitos dos compostos durante a digestão.

Os resultados reforçam o potencial da casca da jabuticaba como ingrediente funcional para a promoção da saúde intestinal e ampliam as possibilidades de aproveitamento sustentável da fruta. Fonte: UNICAMP


Parte dos estudos foi realizada com o auxílio do SHIME (Simulator of the Human Intestinal Microbial Ecosystem), um sistema que reproduz em laboratório as condições do trato gastrointestinal humano, simulando as etapas de digestão. A ferramenta permitiu que os pesquisadores acompanhassem o comportamento dos compostos presentes na jabuticaba ao longo do processo digestivo e avaliassem seus efeitos sobre a microbiota intestinal em condições controladas.

Uma pesquisa desenvolvida em parceria entre a Unesp e o curso de Nutrição da USP de Ribeirão Preto criou protótipos de u...
13/07/2026

Uma pesquisa desenvolvida em parceria entre a Unesp e o curso de Nutrição da USP de Ribeirão Preto criou protótipos de utensílios que podem aumentar a precisão no porcionamento das refeições servidas a pacientes hospitalizados.

O projeto surgiu a partir de uma demanda do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, onde a falta de padronização dos utensílios utilizados na cozinha dificultava o cumprimento rigoroso das dietas prescritas e contribuía para o desperdício de alimentos.

A pesquisadora Maisa da Silva Julio desenvolveu protótipos específicos para arroz, feijão, carnes e guarnições, dimensionados para servir as porções adequadas de cada alimento. Os utensílios foram modelados em 3D e passaram por te**es controlados no hospital, recebendo avaliações positivas da equipe responsável pela produção das refeições.

O trabalho, orientado pelo professor Fauto Orsi Medola e realizado em parceria com o curso de Nutrição da USP de Ribeirão Preto, foi reconhecido com o "Prêmio Destaque na Iniciação Científica e Tecnológica 2026", na categoria Bolsista de Iniciação Tecnológica. A premiação ocorre no dia 10 de agosto, na abertura da 8ª Reunião de Trabalho dos RICs e Coordenadores(as) de Iniciação Científica e Tecnológica - Edição 2026, a ser realizada na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), nos dias 10 e 11.

A pesquisa continua em desenvolvimento para que os utensílios possam ser produzidos com materiais compatíveis com as normas sanitárias e, futuramente, integrem a rotina hospitalar, contribuindo para maior segurança, precisão das dietas e redução do desperdício de alimentos. (fonte: CNPQ)

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