11/08/2026
Amamentar é nutrir, proteger e cuidar. Mas, para que a amamentação seja possível e possa ser mantida, também é preciso cuidar de quem amamenta. Essa é uma das mensagens que ganham força neste mês de agosto, quando celebramos o aleitamento materno.
Promovida mundialmente com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS), do UNICEF e de parceiros, a campanha de aleitamento materno deste ano chama a atenção para a necessidade de identificar, avaliar e ampliar estratégias que comprovadamente melhoram os indicadores de amamentação. A proposta é fortalecer uma rede de apoio que envolva sistemas de saúde, locais de trabalho, comunidades, famílias, sociedade civil e governos.
Entre as principais recomendações está a proteção da amamentação exclusiva até os seis meses de vida, seguida da introdução de alimentos complementares adequados e saudáveis, mantendo-se o aleitamento até os dois anos ou mais. A continuidade da amamentação, associada a uma alimentação complementar adequada, contribui para o crescimento, o desenvolvimento e a proteção da saúde da criança. Mas não podemos esquecer do cuidado da mulher que amamenta, pois há desafios físicos e emocionais, além de mudanças importantes na rotina. Dor, dificuldades na pega, dúvidas, cansaço, privação de sono, retorno ao trabalho e falta de apoio são situações que podem dificultar a continuidade da prática.
Informação e orientação são importantes, mas não suficientes. Quem amamenta também precisa ser cuidado, acolhido e protegido. Famílias, comunidades, empregadores e poder público têm responsabilidades na criação de ambientes favoráveis à amamentação. Licença-maternidade, condições adequadas nos locais de trabalho, espaços para amamentar ou retirar leite e a divisão dos cuidados com o bebê são exemplos de medidas que podem contribuir para que a mulher consiga manter o aleitamento. Assim, defender a amamentação é mais do que incentivar uma prática individual. É fortalecer políticas, serviços e redes de apoio que permitam que mulheres e crianças tenham melhores condições para vivenciá-la.