Dra. Ana Lahis

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Dra. Ana Lahis Medicina Integrativa
Integrando práticas alternativas/complementares à medicina convencional.

Uma escuta atenta e compassiva, auxiliando no despertar do Curador Interno.

20/09/2026

Mounjaro causa flacidez?

A resposta passa por entender o que acontece com o corpo durante uma perda de peso importante.

Quando há redução significativa de volume, a pele precisa se adaptar. Essa retração varia de pessoa para pessoa e pode ser influenciada pela idade, genética, histórico de peso, exposição solar, tabagismo e pelo próprio processo de emagrecimento.

Durante o emagrecimento, o objetivo é favorecer a perda de gordura e reduzir, tanto quanto possível, a perda de massa magra.

Cada paciente precisa ser avaliado individualmente, inclusive para definir alimentação, exercício e acompanhamento adequados durante o uso de medicamentos para obesidade.

19/09/2026

“Se eu parar o Mounjaro, vou engordar tudo de novo?”

É possível recuperar parte do peso após a suspensão da tirzepatida. E isso não significa que o medicamento tenha causado dependência ou “estragado” o metabolismo.

A obesidade é uma doença crônica e o organismo possui mecanismos que favorecem a recuperação do peso perdido. Depois de um emagrecimento importante, podem ocorrer mudanças no gasto energético e nos sinais relacionados à fome e à saciedade.

Durante o uso da tirzepatida, esses mecanismos são modulados pelo tratamento. Quando o medicamento é suspenso, seu efeito sobre fome e saciedade diminui progressivamente, e a resposta varia de pessoa para pessoa.

Por isso, eu já penso na manutenção desde o início do tratamento.

Alimentação, atividade física, preservação de massa muscular, sono, comportamento alimentar e controle das alterações metabólicas fazem parte dessa estratégia.

Para alguns pacientes, a manutenção também pode incluir o uso continuado da medicação, sempre de forma individualizada.

A pergunta mais importante, portanto, é: qual será a estratégia para sustentar o resultado ao longo do tempo?

18/09/2026

“Doutora, preciso suplementar NAC?”

A resposta depende do motivo pelo qual ele está sendo considerado.

O NAC, ou N-acetilcisteína, fornece cisteína, um aminoácido que o organismo utiliza para produzir glutationa, uma das moléculas importantes do nosso sistema antioxidante.

É por essa relação que ele costuma ser associado ao combate ao estresse oxidativo.

Mas antioxidantes não funcionam como uma disputa para descobrir qual é o “mais potente”. Cada substância participa de processos diferentes, e o próprio organismo possui mecanismos naturais de defesa antioxidante.

Além disso, alguma produção de espécies reativas de oxigênio faz parte da fisiologia normal e participa de funções importantes do corpo.

Por isso, antes de pensar em suplementar NAC, eu avalio o objetivo, o contexto clínico e se existe indicação naquele caso.

Tomar um suplemento porque ele ficou popular pode não ser suficiente para justificar o uso.

Dra. Ana Lahis Tano
CRM-SP 113.809

16/09/2026

da comum de quem começa o tratamento com as canetas é tentar definir, já no início, quando poderá suspender a medicação.

Só que essa decisão costuma fazer mais sentido depois de observar a resposta ao tratamento e, principalmente, o que acontece na fase de manutenção.

Estudos com semaglutida e tirzepatida mostram que, após a retirada do medicamento, algumas pessoas voltam a apresentar aumento do apetite e recuperação de parte do peso perdido. Isso acontece porque os mecanismos que favorecem a obesidade podem continuar presentes mesmo depois do emagrecimento.

Por isso, durante o acompanhamento, eu avalio muito além do número na balança: composição corporal, preservação de massa muscular, alimentação, atividade física, sono, saúde metabólica, resposta à medicação e capacidade de manter o peso alcançado.

A partir daí, a estratégia pode mudar ao longo do tempo. Para algumas pessoas, pode fazer sentido continuar o tratamento medicamentoso. Para outras, pode ser possível reduzir ou retirar a medicação, sempre com acompanhamento e de acordo com a evolução clínica.

O objetivo é construir uma manutenção que seja possível para aquela pessoa no longo prazo.

Dra. Ana Lahis
CRM-SP 113.809

Se você sente dor e percebe que também não dorme bem, esses dois sintomas podem estar relacionados.Hoje, o C*D é estudad...
14/09/2026

Se você sente dor e percebe que também não dorme bem, esses dois sintomas podem estar relacionados.

Hoje, o C*D é estudado pelo seu potencial de ajudar no controle da dor e na qualidade do sono em alguns pacientes. Esse interesse existe porque o sistema endocanabinoide participa de mecanismos envolvidos na percepção da dor, no sono e em outras funções do organismo.

Na prática, o canabidiol pode ser uma ferramenta útil quando esses sintomas aparecem juntos. E, para a indicação, eu considero o tipo de dor, o padrão do sono, os medicamentos em uso e o quadro clínico de cada pessoa.

Para muitos pacientes, melhorar o descanso e reduzir a dor representa um ganho importante de qualidade de vida.

Dra. Ana Lahis
CRM-SP 113.809

*D

11/09/2026

A transição para a menopausa pode começar bem antes da última menstruação.

Por isso, ainda ter ciclos menstruais não exclui a possibilidade de já existirem mudanças hormonais importantes. Em algumas mulheres, os primeiros sinais aparecem justamente nessa fase: o ciclo muda de duração ou intensidade, o sono piora, surgem fogachos, alterações de humor, dificuldade de concentração, queda da libido ou sintomas geniturinários.

Também existe muita variação entre mulheres. Algumas atravessam esse período com poucos sintomas, enquanto outras sentem um impacto importante na qualidade de vida, no trabalho, na atividade física, na sexualidade e no bem-estar.

A avaliação médica ajuda a entender em que momento dessa transição a mulher está, investigar outras possíveis causas para os sintomas e discutir as opções de tratamento mais adequadas para aquele caso.

Esperar completar 12 meses sem menstruar para só então falar sobre esses sintomas pode significar conviver com eles por anos sem necessidade.

Dra. Ana Lahis
CRM-SP 113.809

05/09/2026

Os exames de rastreamento podem ajudar a identificar alguns tipos de câncer em fases iniciais, mas isso não significa que qualquer exame deva ser feito de forma rotineira.

Todo rastreamento precisa ter uma indicação bem definida.

Dra. Ana Lahis
CRM-SP 113.809

03/09/2026

A relação entre alimentação e câncer costuma gerar interpretações simplificadas. Uma delas é a ideia de que, se algumas células tumorais utilizam bastante glicose, basta retirar carboidratos da alimentação.

O metabolismo tumoral é mais complexo do que essa lógica.

Também é importante diferenciar as fontes de carboidrato. Frutas, legumes, feijões, raízes e grãos integrais têm papel nutricional muito diferente de alimentos ricos em açúcar adicionado e ultraprocessados.

Durante o tratamento, apetite, peso, massa muscular, paladar, trânsito intestinal e tolerância alimentar também podem mudar. Isso interfere diretamente na forma como a alimentação deve ser conduzida.

Por isso, antes de adotar uma dieta muito restritiva, é importante entender qual é o objetivo daquela mudança e se ela faz sentido para aquele momento clínico.

Dra. Ana Lahis | Médica
CRM-SP 113.809

A fibromialgia pode variar bastante ao longo do tempo.Há dias melhores, outros mais difíceis, períodos em que o sono pio...
29/08/2026

A fibromialgia pode variar bastante ao longo do tempo.

Há dias melhores, outros mais difíceis, períodos em que o sono piora, a fadiga aumenta ou a rotina pesa mais. Tudo isso pode interferir na intensidade dos sintomas e na forma como a paciente se sente.

Na consulta, eu avalio como essa dor aparece no dia a dia, o que costuma piorá-la e quais fatores podem estar contribuindo para aquele quadro.

A partir disso, o tratamento vai sendo construído em etapas, com ajustes conforme a resposta clínica e as necessidades de cada paciente.

O objetivo é buscar mais conforto, funcionalidade e qualidade de vida ao longo do acompanhamento.

Dra. Ana Lahis
CRM-SP 113.809

28/08/2026

Mounjaro pode causar pancreatite?

A pancreatite está entre os riscos descritos durante o uso da tirzepatida.

Obesidade, diabetes, perda rápida de peso e cálculos biliares também podem estar envolvidos no risco de pancreatite. Por isso, um episódio durante o uso da tirzepatida não significa automaticamente que a medicação foi a causa direta.

O mais importante é reconhecer os sinais de alerta, especialmente dor abdominal forte e persistente, que pode irradiar para as costas e vir acompanhada de náuseas ou vômitos.

Outro ponto importante: alterações isoladas de amilase e lipase, principalmente em pessoas sem sintomas, não fecham diagnóstico de pancreatite.

Na prática, segurança no tratamento envolve avaliar sintomas, exames e contexto clínico em conjunto.

As canetas podem ser ferramentas muito eficazes, mas precisam ser usadas com indicação, acompanhamento e atenção aos possíveis efeitos adversos.

Dra. Ana Lahis
CRM-SP 113.809

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