28/05/2026
Muita gente acredita que existe uma “dose segura” de esteroides anabolizantes. Mas a realidade é que, mesmo em doses baixas, o uso contínuo pode causar alterações importantes no organismo ao longo do tempo.
Os esteroides anabolizantes podem piorar significativamente o perfil lipídico, reduzindo o HDL (“colesterol bom”) e aumentando o LDL (“colesterol ruim”). Essas alterações favorecem o desenvolvimento de placas de gordura nas artérias e aumentam o risco cardiovascular.
Além disso, o uso desses hormônios pode elevar a pressão arterial e aumentar o hematócrito, deixando o sangue mais viscoso. Isso sobrecarrega o coração e os vasos sanguíneos, aumentando o risco de hipertensão, infarto, AVC e outros problemas cardiovasculares, principalmente quando o uso se mantém por meses ou anos.
Outro ponto importante são os hormônios orais, que costumam causar maior sobrecarga hepática. Muitos deles possuem potencial hepatotóxico e podem elevar enzimas do fígado, causar inflamações e, em casos mais graves, levar a lesões hepáticas importantes.
E vale lembrar: até mesmo TRT (terapia de reposição de testosterona) precisa de acompanhamento médico e exames frequentes. Apesar de possuir indicação clínica em alguns casos, ainda assim pode gerar alterações metabólicas prejudiciais, como mudanças no colesterol, aumento do hematócrito e elevação da pressão arterial.
Saúde não é apenas estética. O impacto do uso hormonal muitas vezes acontece de forma silenciosa e progressiva.