04/08/2026
🚨 Quem cuida também precisa de proteção.
Ser agredido nunca deveria fazer parte da rotina de um profissional de saúde. No entanto, a violência física, verbal e psicológica contra médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, farmacêuticos, assistentes sociais e demais trabalhadores da saúde tornou-se um problema de saúde pública.
Os números são alarmantes:
📊 Até 62% dos profissionais de saúde já sofreram algum tipo de violência no ambiente de trabalho.
📊 Entre 8% e 38% sofrem agressão física ao longo da carreira.
📊 A violência verbal é a mais frequente, atingindo cerca de 58% dos trabalhadores, seguida por ameaças (33%) e assédio sexual (12%).
Além das lesões físicas e do sofrimento emocional, a violência aumenta o risco de burnout, absenteísmo, rotatividade de profissionais e compromete diretamente a segurança do paciente. Um ambiente onde os profissionais trabalham com medo dificilmente consegue oferecer um cuidado seguro e de excelência.
Criar uma cultura organizacional de respeito, investir em treinamento para prevenção e manejo de conflitos, estabelecer protocolos para notificação de incidentes e oferecer apoio às vítimas são medidas essenciais para proteger quem dedica a vida a cuidar dos outros.
Segurança do paciente e segurança do profissional caminham juntas. Não existe assistência de qualidade sem ambientes de trabalho seguros, acolhedores e livres de violência.
Referências:
* World Health Organization (WHO). Preventing Violence Against Health Workers. 2026.
* World Health Organization (WHO). Violence and Harassment – Occupational Hazards in the Health Sector.