Italo Rachid

Italo Rachid Ginecologista | Professor | Palestrante Internacional
Comprometido com o humanismo e com a saúde
CREMEC 4554 RQE 8626 | CREMESP 114612

Houve um tempo em que fachadas, ruas e carros pulsavam em tons intensos.Cada cor era um convite ao olhar, um estímulo qu...
28/05/2026

Houve um tempo em que fachadas, ruas e carros pulsavam em tons intensos.

Cada cor era um convite ao olhar, um estímulo que falava silenciosamente ao corpo e à mente.

Hoje, o cinza se impõe.

O concreto, a poluição e a pressa cotidiana apagaram nuances, deixando apenas superfícies uniformes, destituídas de vitalidade.

E nós? Perdemos junto.

Basta olhar ao redor e perceber como a monotonia visual se infiltrou em nossos ritmos, em nossos humores, em nossa energia.

Sim, meus amigos...

A ausência de cor não é apenas um detalhe urbano!

Ela reverbera em nossos hormônios, na nossa atenção, na vitalidade que nos mantém saudáveis.

E a pergunta que f**a é: foi a perda das cores que adoeceu o homem moderno, ou foi o homem adoecido que deixou o mundo sem cor?

Se pararmos para refletir, não é difícil admitir que saúde e cor são faces inseparáveis da mesma moeda: uma reflete a outra, e quando uma se apaga, a outra inevitavelmente se fragmenta.

Por fim, que esse mundo sem cor nos desafie a enxergar além do concreto e reconhecer não apenas o que falta diante dos olhos, mas o que silenciosamente se perdeu dentro de nós.

Dr. Italo Rachid
CREMEC 4554 RQE 8626
CREMESP 114612

Há algo que a maturidade clínica nos ensina com o tempo...Nem sempre aquilo que parece inovador representa, de fato, uma...
19/05/2026

Há algo que a maturidade clínica nos ensina com o tempo...

Nem sempre aquilo que parece inovador representa, de fato, uma nova compreensão da fisiologia.

Muitas vezes, trata-se apenas do reconhecimento mais explícito de algo que a biologia já demonstrava; e que alguns médicos, atentos à complexidade do organismo humano, jamais deixaram de considerar.

Esse ponto, para mim, ultrapassa a discussão sobre SOP.

Porque esse nunca foi um debate sobre uma síndrome específ**a.

É sobre modelo de pensamento.

Sobre a diferença entre uma medicina treinada para responder a manifestações clínicas isoladas e uma medicina comprometida em compreender os mecanismos que as produzem.

Metabolismo, sistema neuroendócrino, inflamação, comportamento, sono, composição corporal, saúde emocional...

Nada disso opera de forma independente.

Nunca operou.

E talvez um dos grandes equívocos da prática clínica contemporânea tenha sido justamente a tentativa de interpretar sistemas biológicos complexos a partir de recortes excessivamente simplif**ados.

No Grupo Longevidade Saudável, esse olhar nunca foi uma tendência, tampouco uma adaptação oportunista ao que agora começa a ganhar novos nomes.

Sempre foi fundamento.

Não porque buscamos discursos contrários ao pensamento dominante.

Mas porque fisiologia não se curva a conveniências conceituais.

Por fim, a pergunta que f**a é:

E você, Doutor? Vai continuar tratando nomes… ou finalmente expandir a profundidade do seu raciocínio clínico?

Se a sua escolha for aprofundar esse olhar, f**a aqui meu convite para conhecer o programa educacional do Grupo Longevidade Saudável: .

Dr. Italo Rachid
CREMEC 4554 RQE 8626
CREMESP 114612

18/05/2026

Durante muito tempo, o ganho de peso foi tratado como uma equação simples.

Come mais do que gasta? Armazena.

Acontece que isso descreve apenas o resultado. Mas não explica o que sustenta o processo.

Porque o acúmulo de gordura marca um ponto específico: o momento em que o organismo perde eficiência na utilização de energia.

E, a partir daí, o tecido adiposo deixa de ser apenas reserva. Ele passa a sustentar um estado inflamatório contínuo.

O aumento de adipócitos altera o ambiente local, recruta células do sistema imune e mantém a liberação persistente de mediadores inflamatórios.

Não é uma resposta transitória. É uma linha de base elevada. E essa linha de base muda completamente o funcionamento do organismo.

A inflamação interfere na sinalização da insulina, reduz a capacidade de captação de glicose e compromete vias metabólicas responsáveis por produzir e utilizar energia.

O corpo entra em um padrão onde há disponibilidade energética, mas existe dificuldade de utilizá-la.

E, nesse cenário, o destino é previsível.

A energia que não é utilizada, é convertida e armazenada. O acúmulo mantém a inflamação. A inflamação reduz a eficiência metabólica. E a perda de eficiência favorece novo acúmulo.

Um ciclo que se sustenta biologicamente.

Com o tempo, esse estado deixa de ser apenas metabólico.

A inflamação persistente compromete a função endotelial e aumenta o risco cardiovascular. Altera o funcionamento do sistema nervoso e favorece declínio cognitivo. Afeta estruturas articulares e reduz a capacidade de reparo. Interfere na resposta hormonal e limita a adaptação do organismo.

O corpo não apenas acumula gordura. Ele passa a envelhecer em um ritmo diferente.

Por isso, reduzir gordura corporal não é apenas diminuir volume ou melhorar aparência.

É reduzir sinalização inflamatória. É restaurar sensibilidade metabólica. É recuperar eficiência energética. É desacelerar processos de desgaste. É modif**ar o ambiente em que o corpo funciona.

E é por isso que cada quilo a mais não pesa só na balança.

Ele pesa na qualidade e na quantidade de vida que ainda te resta.

Dr. Italo Rachid
CREMEC 4554 RQE 8626
CREMESP 114612

15/05/2026

O problema nunca começa no comportamento.

Ele começa no distanciamento.

Quando a pessoa perde a capacidade de perceber o próprio corpo em tempo real, ela passa a viver reagindo; e não conduzindo.

Reage ao cansaço sem reconhecer que já vinha se exigindo além do limite.

Reage ao desejo sem entender o que ele está tentando compensar.

Reage ao sintoma como se ele fosse o início, quando, na verdade, já é consequência.

E é assim que padrões se formam.

Não por falta de disciplina. Mas por falta de leitura interna.

Sim, meus amigos...

O corpo fala antes de intensif**ar.

Sinaliza antes de desorganizar.

Ajusta antes de colapsar.

Mas isso exige presença.

Porque quem não se escuta com profundidade, inevitavelmente, passa a buscar respostas fora: rápidas, acessíveis e, quase sempre, superficiais.

O ponto não está no doce.

Está na relação que você construiu com os próprios sinais.

E enquanto essa relação não muda, o comportamento só troca de forma, mas continua obedecendo à mesma lógica.

Agora me conta: há quanto tempo você não escuta o seu corpo antes dele precisar insistir?

Dr. Italo Rachid
CREMEC 4554 RQE 8626
CREMESP 114612

🎥

14/05/2026

Os exames de laboratório são, sem dúvida, uma parte importantíssima do processo diagnóstico.

Mas eles não contam a história toda.

Sim, meus amigos...

Cada paciente que entra em nosso consultório traz consigo uma história única.

Suas queixas, por mais vagas ou subjetivas que possam parecer, são peças fundamentais desse quebra-cabeça complexo que é a saúde humana.

Logo, se nós focarmos exclusivamente em números e resultados de laboratório, corremos o risco de desumanizar nosso atendimento, passando a tratar exames em vez de pessoas.

Portanto:

👉 Não se contente em interpretar simplesmente os resultados. Busque entender o contexto clínico único de cada paciente. Cada história de vida traz nuances que não podem ser capturadas apenas por exames laboratoriais.

👉 Não se limite a prescrever tratamentos. Pratique a empatia ativamente. Coloque-se no lugar do paciente para compreender suas preocupações, medos e esperanças. A empatia fortalece a conexão médico-paciente, essencial para um cuidado ef**az.

👉 Não restrinja seu diagnóstico apenas aos parâmetros físicos. Considere o impacto emocional, mental e social da condição do paciente. Um tratamento verdadeiramente ef**az aborda todas as dimensões do ser humano.

👉 Não apenas trate, mas também eduque. Capacite seus pacientes a compreenderem sua própria saúde e a participarem ativamente do seu cuidado. Uma abordagem educativa cria parcerias que promovem resultados duradouros.

Por fim, lembrem-se que SER MÉDICO é um chamado nobre.

E questionem-se diariamente se estão verdadeiramente abraçando este chamado ou apenas interpretando exames.

Dr. Italo Rachid
CREMEC 4554 RQE 8626
CREMESP 114612

13/05/2026

Mais uma vez, a literatura científ**a tenta alcançar o que a prática clínica já gritava há muito tempo:

Estradiol e progesterona não são apenas "hormônios se***is".

São eixos reguladores de múltiplas funções vitais: inclusive da dor.

Um estudo* recente publicado pela revista Science mostrou que tanto o estradiol quanto a progesterona atuam diretamente no sistema de analgesia natural do cérebro.

O que eles fazem?

Regulam a liberação de opioides endógenos: substâncias que determinam o quanto sentimos dor e o quanto conseguimos suportá-la.

Na prática, isso signif**a que quando os níveis de estradiol e progesterona despencam (na TPM, no pós-parto, na perimenopausa, na menopausa) o corpo perde parte de sua capacidade de lidar com a dor.

Não é psicológico! É fisiológico. É bioquímica pura.

Mas o fato é que, durante décadas, mulheres foram medicadas com antidepressivos.

Silenciadas com anti-inflamatórios. Acusadas de exagero.

Quando, na verdade, não faltava a elas um remédio. Faltava aquilo que o próprio corpo já soube produzir em abundância, mas com o tempo foi se perdendo.

O problema é que isso nunca foi tratado como uma deficiência. Foi banalizado, naturalizado, ignorado...

Como se o declínio hormonal não tivesse consequências.

Como se a dor, a exaustão e o colapso emocional fossem apenas parte do pacote da vida adulta.

Não são!

São sintomas de um eixo perdido, de um sistema que precisa ser restaurado.

Afinal, viver com dor não é destino. É um sinal!

E ignorá-lo... é negligência.

Dr. Ítalo Rachid
CREMEC 4554 RQE 8626
CREMESP 114612

*DOI: 10.1126/science.adq6531

A menopausa não é apenas o fim do ciclo reprodutivo.É uma transição metabólica e neuroendócrina profunda, que afeta não ...
11/05/2026

A menopausa não é apenas o fim do ciclo reprodutivo.

É uma transição metabólica e neuroendócrina profunda, que afeta não só hormônios se***is, mas neurotransmissores, termorregulação, metabolismo energético, saúde óssea, cardiovascular.

Ou seja...

De repente, uma mulher que sempre foi ativa sente um cansaço que não passa.

A mulher que sempre foi paciente se irrita com tudo.

A mulher que sempre foi carinhosa se distancia.

E pior... Em vez de acolhimento, o que ela recebe? Rótulos.

Chata, grosseira, preguiçosa, fraca, dramática, fria... e por aí vai.

E se eu te dissesse que não é chatice, mas sim o cérebro tentando lidar com a falta de estradiol que afeta o humor e o controle emocional?

E se eu te dissesse que não é grosseria, mas sim a progesterona caindo, afetando o sono, aumentando o estresse e tornando a mulher mais irritada e menos tolerante?

E se eu te dissesse que não é drama, mas sim a desregulação de neurotransmissores aumentando a ansiedade e a sensibilidade afetiva?

Resumindo: quando a menopausa chega, não é a mulher que muda, é o corpo dela.

Daí a necessidade de buscar ajuda e, principalmente, receber apoio em vez de julgamentos.

Agora é a sua vez: Se você pudesse escrever uma frase sobre a menopausa em um outdoor, qual seria?

Deixe nos comentários!

Dr. Ítalo Rachid
CREMEC 4554 RQE 8626
CREMESP 114612

07/05/2026

Eu poderia f**ar horas escrevendo. Mas, diante de tudo o que está sendo discutido agora, acredito que a minha própria trajetória já responda muita coisa.

Os vídeos acima não foram gravados ontem. Não surgiram como reação a uma reportagem. Não nasceram da necessidade de me defender de nada. Eles foram gravados ao longo de anos. E representam apenas uma pequena parte de alertas que venho fazendo há mais de 25 anos.

Anos alertando sobre a banalização das “terapias médicas”. Anos diferenciando reposição hormonal de anabolização. Anos explicando que hormônio bioidêntico não é a mesma coisa que hormônio sintético. Anos criticando o uso irresponsável. Anos falando sobre excessos, misturas sem critério, protocolos irracionais e promessas incompatíveis com a boa prática médica.

E também sempre deixei claro...

O problema nunca foi discutir hormônios com seriedade. O problema é quando farmacologia vira espetáculo midiático. Quando a dor humana vira oportunidade comercial. Quando saúde passa a ser confundida com performance. Quando pessoas começam a acreditar que o corpo humano pode ser permanentemente manipulado sem consequências.

Por outro lado, também sempre defendi que não se pode colocar tudo dentro do mesmo balaio. Que misturar tudo em um único discurso apenas aumenta a desinformação e empobrece um debate que deveria ser muito mais sério, profundo e responsável. Porque existe uma diferença gigantesca entre ‘restaurar a fisiologia’ x ‘violentar a fisiologia’. E talvez esse seja o ponto que muita gente ainda não entendeu.

Sim, meus amigos...

O corpo humano cobra. O receptor cobra. A biologia cobra. O tempo cobra... Mas a conta quase nunca chega no momento da euforia. Ela chega depois. E eu sabia que esse momento chegaria.

Por fim, meu posicionamento continua exatamente o mesmo: nem banalização, nem radicalismo, nem oportunismo.

Porque transformar tudo em negócio destrói a medicina, sim. Mas apagar as diferenças e reduzir um debate complexo a uma única narrativa também destrói a verdade.

Dr. Ítalo Rachid
Diretor Científico do Grupo Longevidade Saudável.
Presidente da Sociedade Brasileira para Estudos da Fisiologia (SOBRAF).
CREMEC 4554 RQE 8626
CREMESP 114612

Dessa vez, estamos falando da meta-análise* publicada recentemente no Annals of Medicine, que avaliou mais de 4,5 milhõe...
06/05/2026

Dessa vez, estamos falando da meta-análise* publicada recentemente no Annals of Medicine, que avaliou mais de 4,5 milhões de mulheres e reacendeu essa discussão.

Sim, o número existe. Sim, ele foi publicado. Sim, ele assusta.

Mas o que quase nunca se discute é o que, de fato, está sendo medido.

Porque quando diferentes terapias são colocadas no mesmo grupo, o resultado deixa de ser uma resposta e passa a ser uma média confusa de realidades completamente distintas.

Então vamos aos fatos:

Estradiol transdérmico não é o mesmo que estrogênios orais.

Progesterona não é equivalente a progestágenos sintéticos.

E tratar tudo como se fosse a mesma coisa é, no mínimo, uma simplif**ação grosseira.

Ou seja...

O problema não está no dado. Está na forma como ele é interpretado. E divulgado.

Quando você observa com mais atenção, percebe que o aumento de risco aparece em contextos muito específicos, com moléculas específ**as, em cenários específicos, frequentemente associados a estratégias que já não refletem a prática atual.

Ao mesmo tempo, aquilo que é mais fisiológico, mais alinhado com o que o corpo produz (e com o que defendemos) segue um caminho completamente diferente. Tanto em resposta biológica quanto em segurança.

Mas essa nuance raramente chega até quem mais precisa dela. E é aqui que nasce o medo.

Sim, meus amigos...

Um número isolado, sem contexto, tem força suficiente para afastar mulheres de uma das intervenções mais potentes que temos hoje para saúde metabólica, qualidade de vida e longevidade.

Não porque ele esteja errado. Mas porque foi simplif**ado demais.

Tão simplif**ado quanto olhar para uma mulher de 70 com aparência mais jovem e achar que existe uma única resposta… depois aplicar essa mesma lógica a um tema que exige exatamente o oposto: profundidade.

Concorda comigo?

Dr. Ítalo Rachid
CREMEC 4554 RQE 8626
CREMESP 114612

*https://doi.org/10.1080/07853890.2026.2640244

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