28/05/2026
Houve um tempo em que fachadas, ruas e carros pulsavam em tons intensos.
Cada cor era um convite ao olhar, um estímulo que falava silenciosamente ao corpo e à mente.
Hoje, o cinza se impõe.
O concreto, a poluição e a pressa cotidiana apagaram nuances, deixando apenas superfícies uniformes, destituídas de vitalidade.
E nós? Perdemos junto.
Basta olhar ao redor e perceber como a monotonia visual se infiltrou em nossos ritmos, em nossos humores, em nossa energia.
Sim, meus amigos...
A ausência de cor não é apenas um detalhe urbano!
Ela reverbera em nossos hormônios, na nossa atenção, na vitalidade que nos mantém saudáveis.
E a pergunta que f**a é: foi a perda das cores que adoeceu o homem moderno, ou foi o homem adoecido que deixou o mundo sem cor?
Se pararmos para refletir, não é difícil admitir que saúde e cor são faces inseparáveis da mesma moeda: uma reflete a outra, e quando uma se apaga, a outra inevitavelmente se fragmenta.
Por fim, que esse mundo sem cor nos desafie a enxergar além do concreto e reconhecer não apenas o que falta diante dos olhos, mas o que silenciosamente se perdeu dentro de nós.
Dr. Italo Rachid
CREMEC 4554 RQE 8626
CREMESP 114612