Consultório de Psicologia Fernanda Gregório-Psicóloga Clínica CRP 06/59554

Consultório de Psicologia Fernanda Gregório-Psicóloga Clínica CRP 06/59554 Atendimento Psicológico online a adolescentes e adultos. Abordagem Psicanalítica.

22/05/2026

Tem gente que chama de exagero, de estranho, de loucura, mas talvez a vida só fique suportável quando a gente encontra coragem para viver um pouco fora do roteiro.
Duas pessoas pulando no parque, dançando com seus cachorros, rindo sem motivo importante, ocupando o espaço com leveza e eu penso no quanto o mundo tenta nos ensinar a endurecer, a caber em padrões, a agir como se deve ser, se é que isso tem algum significado.
E talvez por isso a frase do vídeo faça tanto sentido; “Eu gosto mesmo é dos doidos. Tenho medo é dos normais.”
Os “normais”, muitas vezes, são os que desaprenderam a brincar, a sentir, a se emocionar sem vergonha, são os que vivem seguindo regras tão rígidas que já não conseguem escutar o próprio desejo e os tais “doidos”, esses que riem alto, dançam no parque, se permitem afetos, inventam pequenos instantes de felicidade em meio ao caos e talvez sejam apenas pessoas tentando continuar humanas. Aqui não é uma crítica, é um pensar como estamos vivendo a vida e como equilibrar.
A vida não precisa ser perfeita para ter beleza, nem organizada o tempo inteiro para ter sentido.
E saúde mental também mora nisso, na possibilidade de existir com autenticidade, sem pedir desculpas por aquilo que nos faz vivos, e simplesmente, ou não tão simplesmente, poder ser.
Que nunca percamos a capacidade de sorrir pelo simples fato de estar aqui, mesmo quando o mundo insiste em endurecer tudo.
Sejamos, na medida do possível.
Bom fim de semana.
*(lembrando que nenhum texto substitui a psicoterapia)
***vídeo
Texto: Fernanda Candida Gregório- Psicóloga Clínica- CRP: 06/59554

Vivemos em um mundo que tenta, o tempo todo, nos encaixar em padrões, em expectativas, em silêncios, como se existir fos...
21/05/2026

Vivemos em um mundo que tenta, o tempo todo, nos encaixar em padrões, em expectativas, em silêncios, como se existir fosse caber no que esperam de nós, mas há um preço alto em passar a vida inteira tentando não desagradar.
Há um adoecimento silencioso em engolir desconfortos, sufocar vontades, dizer sim quando o corpo inteiro pede não.
Se impor não é egoísmo, se colocar não é excesso, dizer não, não é falta de amor, é exatamente o contrário, é cuidado conosco, é preservação da nossa própria saúde mental, é respeito por nossos limites e sim, é difícil.
Fomos ensinados a suportar tudo, a ceder sempre, a ocupar menos espaço para sermos aceitos, mas nenhum de nós permanece inteiro vivendo apenas para corresponder às expectativas dos outros.
Existe coragem em sustentar nossa própria verdade, existe força em reconhecer nossos próprios limites, existe resistência em não se abandonar para caber no que o outro espera de nós.
Nem sempre será confortável, nem sempre seremos compreendidos, mas é uma luta necessária, porque adoecer para manter relações, padrões ou aparências nunca deveria ser o preço de nos sentir aceitos.
Às vezes, a maior forma de sobrevivência emocional é justamente aprender a dizer o que não queremos, o que nos machuca e entender até onde podemos e conseguimos ir.
E talvez a liberdade comece exatamente aí nesse limite, nesse respeito a quem realmente somos.
Linda quinta feira.
*(lembrando que nenhum texto substitui a psicoterapia)
Texto: Fernanda Candida Gregório- Psicóloga Clínica- CRP: 06/59554

Nem todo conteúdo sobre saúde produz saúde. Vamos falar disso?Vivemos um tempo em que somos atravessados, o tempo inteir...
20/05/2026

Nem todo conteúdo sobre saúde produz saúde. Vamos falar disso?
Vivemos um tempo em que somos atravessados, o tempo inteiro, por informações, dicas, alertas, diagnósticos, regras, hábitos, protocolos e opiniões. Há sempre alguém ensinando como dormir melhor, comer melhor, produzir mais, sentir menos ansiedade, controlar emoções, envelhecer bem, viver corretamente e, muitas vezes, tudo isso chega com aparência de cuidado, mas nem todo conteúdo que fala de saúde produz saúde emocional.
Existe uma diferença importante entre cuidado e vigilância constante, entre informação e excesso, entre orientação e medo.
A Psicologia nos ajuda a pensar que a pessoa não se constitui apenas pelo que consome de informação, mas também pelo modo como é afetado por ela e uma das perguntas mais importantes que devemos fazer é o que esse conteúdo provoca em cada um de nós.
Há conteúdos que informam e acolhem, mas há também conteúdos que angustiam, culpabilizam, aterrorizam e fazem o sujeito acreditar que está sempre falhando em como vive.
Quando tudo vira risco, ameaça ou obrigação, o corpo entra em estado permanente de alerta e não há saúde possível onde existe apenas medo.
O excesso de discursos sobre autocontrole, desempenho e prevenção pode produzir exatamente aquilo que promete combater, ansiedade, culpa, hipervigilância, sensação de inadequação e esgotamento emocional.
Cuidar da saúde mental também envolve preservar espaços de respiro, silenciar excessos, filtrar o que consumimos, perceber quando a informação deixa de ser apoio e passa a ser invasão.
Nem toda fala sobre bem estar produz bem estar, nem toda orientação produz cuidado e nem toda preocupação com saúde nasce do amor à vida, às vezes nasce do medo de adoecer, do medo de errar, do medo de não corresponder.
Talvez saúde também seja poder existir sem estar o tempo inteiro em estado de ameaça e talvez um cuidado verdadeiramente humano não seja aquele que nos paralisa pelo susto, mas aquele que nos oferece consciência sem terror, responsabilidade sem culpa e informação sem perder a delicadeza da escuta.
Cuide do que você consome.
Bom dia.

Há uma diferença importante entre viver aprisionado pelo medo e ter cuidado consigo mesmo.Nem todo cuidado nasce do pâni...
19/05/2026

Há uma diferença importante entre viver aprisionado pelo medo e ter cuidado consigo mesmo.
Nem todo cuidado nasce do pânico, nem toda mudança precisa vir depois de um susto, de uma perda ou de um colapso, pois as vezes, o cuidado nasce de algo mais silencioso e profundo, do respeito pelos próprios limites,
da escuta do nosso corpo quando ele pede pausa, da presença diante da nossa própria vida e do desejo real de viver melhor.
Cuidar de si não deveria ser apenas uma tentativa desesperada de evitar a dor, mas sim uma forma de reconhecer valor na nossa própria existência.
No espaço terapêutico encontramos pessoas que aprenderam a só olhar para si quando algo já está insuportável, como se o sofrimento precisasse atingir um limite extremo para merecer atenção, mas existe outro caminho possível, um cuidado que não nasce apenas da urgência, mas do vínculo consigo mesmo.
Um cuidado que não é controle absoluto da vida, porque isso não existe, e sim construção de presença, respeitando nossos próprios limites, dormindo melhor, pedindo ajuda se necessário, fazendo pausas, dizendo não quando necessário, reconhecendo o que dói antes que transbordemos.
E tudo isso também é saúde mental e talvez viver melhor não tenha relação com eliminar nossa vulnerabilidade frente a vida, mas com aprender a se escutar enquanto a vida acontece e ela acontece, segue e prossegue.
Cuide-se !
*(lembrando que nenhum texto substitui a psicoterapia)
Texto: Fernanda Candida Gregório- Psicóloga Clínica- CRP: 06/59554

Existe uma diferença importante entre estar consciente da vulnerabilidade da vidae viver permanentemente aterrorizada po...
18/05/2026

Existe uma diferença importante entre estar consciente da vulnerabilidade da vida
e viver permanentemente aterrorizada por ela.
Reconhecer que a vida é frágil pode nos tornar mais humanos, mais sensíveis, mais presentes, pode nos aproximar do cuidado, dos afetos, do valor do tempo e dos encontros, mas há momentos em que essa consciência deixa de ser elaboração e passa a ocupar noso corpo como estado constante de alerta, como se fosse preciso prever tudo, controlar tudo, evitar qualquer risco, impedir qualquer perda e então já não vivemos, apenas tentamos sobreviver ao medo.
A psicologia nos ajuda a compreender que o desamparo faz parte da experiência humana, pois não temos garantias absolutas, não temos controle pleno sobre a vida, sobre o tempo, sobre o outro e sobre o amanhã, mas viver sob a exigência impossível de segurança total pode nos aprisionar justamente naquilo que estamos tentando preservar, nossa própria vida.
Talvez a questão não seja eliminar a vulnerabilidade, mas construir recursos emocionais para atravessá-la sem sermos consumidos por ela.
Entre a negação dos riscos e o terror permanente, existe um espaço possível de existência, um espaço onde ainda se pode respirar, desejar, amar, criar, descansar e seguir.
Porque autocuidado não é viver sem medo, é não permitir que o medo ocupe todos os nossos espaços da vida.
Boa semana.
*(lembrando que nenhum texto substitui a psicoterapia)
Texto: Fernanda Candida Gregório- Psicóloga Clínica- CRP: 06/59554


Chamam de “surto”, mas, muitas vezes, o que explode não começou ali, começou no excesso de silêncio, no acúmulo, na sobr...
15/05/2026

Chamam de “surto”, mas, muitas vezes, o que explode não começou ali, começou no excesso de silêncio, no acúmulo, na sobrecarga, nas vezes em que a pessoa engoliu o que sentia para continuar funcionando.
Claro que nem toda explosão é saudável e sofrimento psíquico precisa ser levado a sério, com cuidado e acolhimento, mas talvez seja importante pensar que, às vezes, o chamado “surto” também é linguagem, porque ninguém suporta tudo o tempo inteiro, ninguém consegue permanecer sempre equilibrado, forte, consciente e calmo diante de todas as dores da vida.
Às vezes, o estouro acontece quando algo dentro já vinha pedindo escuta há muito tempo, não para romantizar o excesso, nem transformar a dor em identidade, mas para lembrar que nós humano também transbordamos, apresentamos angústia, sofrimento e dores únicas a cada um de nós.
Precisamos reconhecer os próprios limites antes que eles precisem virar incêndio e a psicoterapia nos auxilia nesse caminhar.
No espaço terapêutico, a gente aprende algo importante, o sofrimento humano raramente aparece de repente, ele vai se formando nessas pequenas renúncias de si mesmo que nos acometem.
E talvez saúde mental não seja nunca explodir, talvez seja poder existir com verdade suficiente para não precisar adoecer sozinho em silêncio.
Não passe por isso sozinho. Busque ajuda profissional.
Bom fim de semana.
*(lembrando que nenhum texto substitui a psicoterapia)
Texto: Fernanda Candida Gregório- Psicóloga Clínica- CRP: 06/59554

É assustador pensar que, em 2026, existam homens pagando para aprender aquilo que deveria ser o mínimo de humanidade, re...
14/05/2026

É assustador pensar que, em 2026, existam homens pagando para aprender aquilo que deveria ser o mínimo de humanidade, respeito.
Cursos que prometem ensinar “como ser homem”, “como tratar uma mulher”, “como se comportar numa relação” e talvez a pergunta mais inquietante não seja sobre quem oferece esses cursos, mas sobre o que isso revela da sociedade que os consome.
A que ponto chegamos para que seja necessário transformar em produto algo tão básico quanto reconhecer a humanidade do outro?
Enquanto os índices de feminicídio aumentam, enquanto mulheres seguem sendo perseguidas, violentadas, silenciadas e mortas por quererem existir com liberdade, parte da sociedade ainda parece tratar o respeito como técnica, performance ou diferencial e não estamos falando, muitas vezes, de falta de acesso à informação, estamos falando de homens instruídos, privilegiados, economicamente confortáveis e ainda assim atravessados por uma lógica de posse, controle e domínio.
É devastador perceber que ainda precisamos repetir o óbvio, mulheres têm direito à vida, direito de ir e vir, direito de dizer não, direito de terminar relações, direito de existir sem medo.
A violência contra a mulher não nasce apenas da ignorância, ela nasce também de uma cultura que adoece afetos, transforma poder em masculinidade e naturaliza o controle como expressão de amor e isso nos atravessa coletivamente.
Falar de saúde mental não é apenas falar do indivíduo isolado, é também falar das violências que organizam os vínculos, das estruturas que silenciam, do medo que se instala no dia a dia e da urgência de construir relações mais humanas.
Não existe saúde mental possível numa sociedade onde mulheres vivem sob medo, onde precisam calcular rotas, medir palavras, avisar que chegaram, sustentar relações por ameaça, culpa ou risco.
Para ser homem não se deve exigir curso, mas sim deveria exigir algo que anda cada vez mais raro, escuta, responsabilização, empatia e reconhecimento da humanidade do outro.
E o fato de precisarmos lembrar disso em voz alta já diz muito sobre o mundo em que estamos vivendo.
Precisamos falar sobre isso, porque aquilo que deveria ser óbvio ainda não é, infelizmente.

Tem dias em que o frio parece entrar além da pele, o céu está bonito, o outono desenha luzes delicadas, o vento toca dev...
13/05/2026

Tem dias em que o frio parece entrar além da pele, o céu está bonito, o outono desenha luzes delicadas, o vento toca devagar as árvores, mas dentro da gente nem sempre existe a mesma calma da paisagem.
Há pesquisas que mostram o quanto o tempo influencia nosso humor, nosso corpo, nosso bem estar emocional. Dias frios podem trazera algumas pessoas mais cansaço, mais recolhimento, mais melancolia e é importante lembrar disso para não exigirmos de nós uma produtividade impossível, um entusiasmo constante, uma força que naquele dia simplesmente não consegue aparecer.
Nem todo dia será leve, nem todo amanhecer virá cheio de ânimo, mas todo dia é um recomeço.
Às vezes recomeçar é só levantar, tomar um café quente, abrir a janela, respirar fundo diante de um céu bonito e continuar mesmo devagar.
A vida também acontece nos dias frios e talvez exista algo profundamente humano em perceber que, assim como as estações mudam, nós também mudamos por dentro. Há fases de expansão, há fases de recolhimento, há dias de sol e há dias em que a alma pede silêncio.
O importante é não esquecer o inverno seja externo ou mesmo emocional não é eterno e recomeçar não exige pressa, exige presença.
Respeite seu tempo e caminhar.
Um lindo dia.
*(lembrando que nenhum texto substitui a psicoterapia)
Texto: Fernanda Candida Gregório- Psicóloga Clínica- CRP: 06/59554

Ninguém está realmente imune ao caos do mundo em que vivemos e a sensação, muitas vezes, é de que ninguém está verdadeir...
12/05/2026

Ninguém está realmente imune ao caos do mundo em que vivemos e a sensação, muitas vezes, é de que ninguém está verdadeiramente bem.
Vivemos atravessados por cobranças, excesso de informação, pressa, medo, ansiedade, inseguranças e pela exigência constante de produtividade, como se descansar fosse perda de tempo, como se parar fosse fracassar e por isso, cuidar da saúde mental não é luxo, é necessidade.
A psicoterapia, a análise e os espaços de escuta são fundamentais, mas também existem coisas que não são terapia e, ainda assim, são profundamente terapêuticas. Temos o exercício físico que ajuda o corpo a respirar melhor, a yoga, a meditação, o contato com a arte, uma conversa boa, o silêncio que diz tanto, o prazer nas pequenas coisas do dia a dia, o tempo de qualidade consigo mesmo e, às vezes, o mais importante, se permitir não fazer nada.
Num mundo que exige produção o tempo inteiro, permitir-se descansar também é uma forma de cuidado, é poder ficar conosco,desacelerar, silenciar um pouco o excesso, respirar sem culpa.
Nem todo vazio precisa ser preenchido com tarefas, nem todo tempo livre precisa virar desempenho e, as vezes, o que o corpo e a mente precisam é justamente de pausa e pausa também é saúde.
Se permita pausar, descansar, se escutar, se perceber.
Cuide-se.
Ótima terça.
*(lembrando que nenhum texto substitui a psicoterapia)
Texto: Fernanda Candida Gregório- Psicóloga Clínica- CRP: 06/59554

11/05/2026

Sexta fui ao show de Djavan e saí de lá profundamente emocionada.
Há artistas que entretêm, há artistas que impressionam e há aqueles que nos atravessam.
Escutar Djavan é como ser conduzida, com delicadeza, para dentro das nossas próprias emoções. Suas músicas parecem tocar aquilo que, muitas vezes, não conseguimos dizer, apenas sentir.
“Você deságua em mim e eu oceano…” é uma delas e talvez seja isso que a arte faça conosco, nos devolva profundidade.
Em tempos tão acelerados, ouvir poesia cantada é quase um ato de resistência afetiva. Djavan canta o amor, a ausência, o desejo, a beleza dos encontros humanos, de uma forma tão simbólica e sensível que algo em nós é tocado profundamente.
Enquanto o escutava, pensei em como certos artistas conseguem nos acolher sem nos conhecer e a música cria esse espaço raro, um lugar interno onde podemos existir com mais verdade.
Outro trecho, “Teus sinais me confundem da cabeça aos pés…” e não é isso também sentir, ser atravessado pelo outro, pela memória, pela beleza, por aquilo que não se explica completamente.
No espaço terapêutico, vemos o quanto a vida endurecida, sem arte, sem poesia, sem escuta, vai aos poucos empobrecendo nossos afetos e talvez por isso algumas canções emocionem tanto, porque elas nos lembram que ainda existe delicadeza dentro de nós.
Acho cada vez mais importante falar sobre arte e poesia quando falamos de saúde mental, porque saúde emocional não é apenas sobreviver aos dias, é também conseguir se emocionar, sentir a beleza da vida, ser tocado pela música, pela literatura, pelo teatro e pelos encontros humanos.
A arte nos ajuda a simbolizar afetos e a poesia alcança lugares internos que, muitas vezes, a linguagem comum não alcança.
Saí do show pensando que alguns artistas não apenas cantam, eles oferecem abrigo e talvez seja por isso que Djavan permaneça há tantos anos tocando tanta gente, porque sua música fala diretamente com aquilo que ainda pulsa, mesmo depois de tudo.
“Um amor puro não sabe a força que tem"🎶 Amemos.
Linda semana 🙌
*(lembrando que nenhum texto substitui a psicoterapia)
Texto: Fernanda Candida Gregório- Ps

Dia das Mães. Para algumas, é um dia de celebração, para outras, é um dia atravessado por silêncios, faltas e perguntas ...
08/05/2026

Dia das Mães. Para algumas, é um dia de celebração, para outras, é um dia atravessado por silêncios, faltas e perguntas que não cessam.
Eu sou mãe por escolha e amo ser, mas é preciso dizer, com a delicadeza e a firmeza que o tema pede, que a maternidade não define o que é ser mulher. Há mulheres que não desejam ser mães, há mulheres que não puderam, há mulheres que ainda não sabem e está tudo bem.
Transformar a maternidade em destino é também produzir culpa, inadequação e dor.
Ser mulher é muito maior do que qualquer papel único.
Hoje, também penso naquelas e naqueles que vivem esse dia com ausência, a saudade de uma mãe que já não está, a relação que foi difícil, o vínculo que nunca pôde existir como se desejava.
Eu também conheço essa falta e ela não se resolve com flores ou frases prontas, por isso, que este dia possa ser, antes de tudo, verdadeiro, que seja feliz para quem puder sorrir, mas que também seja um dia possível para quem só consegue sentir.
Que haja espaço para o amor, em todas as suas formas, mas também espaço e acolhimento para a dor, para a ausência, para o não dito.
Que cada história encontre respeito, que cada escolha encontre legitimidade, que cada pessoa se sinta, ao menos um pouco, acolhida, porque há muitas formas de ser, de amar, de existir e todas merecem lugar.
Feliz Dia das Mães com tudo o que esse dia carrega. Recebam meu abraço.
Bom fim de semana.
*(lembrando que nenhum texto substitui a psicoterapia)
Texto: Fernanda Candida Gregório- Psicóloga Clínica- CRP: 06/59554

Endereço

São Paulo, SP

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 07:30 - 18:00
Terça-feira 07:30 - 18:00
Quarta-feira 07:30 - 18:00
Quinta-feira 07:30 - 18:00
Sexta-feira 07:30 - 18:00

Telefone

+5511971952406

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Consultório de Psicologia Fernanda Gregório-Psicóloga Clínica CRP 06/59554 posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com A Prática

Envie uma mensagem para Consultório de Psicologia Fernanda Gregório-Psicóloga Clínica CRP 06/59554:

Atalhos

Compartilhar

Categoria