22/05/2026
Tem gente que chama de exagero, de estranho, de loucura, mas talvez a vida só fique suportável quando a gente encontra coragem para viver um pouco fora do roteiro.
Duas pessoas pulando no parque, dançando com seus cachorros, rindo sem motivo importante, ocupando o espaço com leveza e eu penso no quanto o mundo tenta nos ensinar a endurecer, a caber em padrões, a agir como se deve ser, se é que isso tem algum significado.
E talvez por isso a frase do vídeo faça tanto sentido; “Eu gosto mesmo é dos doidos. Tenho medo é dos normais.”
Os “normais”, muitas vezes, são os que desaprenderam a brincar, a sentir, a se emocionar sem vergonha, são os que vivem seguindo regras tão rígidas que já não conseguem escutar o próprio desejo e os tais “doidos”, esses que riem alto, dançam no parque, se permitem afetos, inventam pequenos instantes de felicidade em meio ao caos e talvez sejam apenas pessoas tentando continuar humanas. Aqui não é uma crítica, é um pensar como estamos vivendo a vida e como equilibrar.
A vida não precisa ser perfeita para ter beleza, nem organizada o tempo inteiro para ter sentido.
E saúde mental também mora nisso, na possibilidade de existir com autenticidade, sem pedir desculpas por aquilo que nos faz vivos, e simplesmente, ou não tão simplesmente, poder ser.
Que nunca percamos a capacidade de sorrir pelo simples fato de estar aqui, mesmo quando o mundo insiste em endurecer tudo.
Sejamos, na medida do possível.
Bom fim de semana.
*(lembrando que nenhum texto substitui a psicoterapia)
***vídeo
Texto: Fernanda Candida Gregório- Psicóloga Clínica- CRP: 06/59554