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Dr. Fábio Cabral - Neurologista Dr. Fábio Barreto Cabral, médico graduado na Escola Paulista de Medicina, especialização em Neur

Por que a cafeína tira o sono?Ao longo do período em que permanecemos acordados, uma substância chamada adenosina vai se...
07/10/2026

Por que a cafeína tira o sono?

Ao longo do período em que permanecemos acordados, uma substância chamada adenosina vai se acumulando no cérebro. Ela participa do mecanismo que aumenta a sensação de cansaço e a necessidade de dormir. Quanto mais tempo acordados, maior tende a ser essa pressão pelo sono.

É justamente nesse sistema que a cafeína atua.
A cafeína bloqueia principalmente os receptores de adenosina A1 e A2A, impedindo que a adenosina exerça normalmente seus efeitos sobre o cérebro. Em outras palavras, ela não elimina o cansaço: reduz temporariamente a percepção de sono ao interferir no mecanismo que sinaliza essa necessidade.

Por isso, mesmo quando a pessoa não se sente tão cansada, o organismo continua acumulando a necessidade de dormir.

E existe outro detalhe importante: a cafeína permanece no organismo por várias horas. Sua meia-vida costuma ficar em torno de 4 a 5 horas, embora possa variar bastante entre as pessoas. Idade, genética, metabolismo e outros fatores podem modificar esse tempo.

Uma revisão sistemática com 24 estudos mostrou que o consumo de cafeína pode reduzir o tempo total de sono, aumentar o tempo necessário para adormecer e diminuir a quantidade de sono profundo.

Por isso, aquela sensação de que “eu tomo café à noite e mesmo assim durmo” não significa necessariamente que o sono não tenha sido afetado.

A questão não é apenas conseguir dormir. É também saber como a qualidade e a arquitetura desse sono foram modificadas.
O cérebro continua funcionando enquanto dormimos — e um bom sono é fundamental para a memória, a atenção e diversos processos neurológicos.

O Outubro Rosa é um movimento internacional que nasceu para unir esforços na conscientização sobre a importância da prev...
01/10/2026

O Outubro Rosa é um movimento internacional que nasceu para unir esforços na conscientização sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama.

Mais do que vestir a cor da campanha, o mês nos convida a refletir sobre o autocuidado contínuo.

Na medicina, a lição mais preciosa que compartilhamos é que o diagnóstico precoce é a ferramenta mais poderosa que temos. Quando descoberto no início, o câncer de mama apresenta chances de cura significativamente altas, além de tratamentos menos invasivos.

Prevenir-se é um ato de inteligência, de respeito à própria história e de amor à vida. Não deixe para depois: consulte seu médico regularmente e mantenha seus exames em dia.

Nem todo esquecimento, dor de cabeça ou tontura significa uma doença neurológica. Mas sintomas novos, persistentes, reco...
23/09/2026

Nem todo esquecimento, dor de cabeça ou tontura significa uma doença neurológica. Mas sintomas novos, persistentes, recorrentes ou que começam a interferir na rotina merecem atenção.

O neurologista é o especialista que investiga alterações relacionadas ao cérebro, à medula espinhal e aos nervos. A avaliação pode ser indicada diante de sintomas como dores de cabeça frequentes ou diferentes do habitual, alterações de memória, convulsões, tonturas, tremores, formigamentos, perda de força, alterações da fala, visão ou coordenação.

Alterações de memória que começam a comprometer atividades do dia a dia, por exemplo, não devem ser simplesmente atribuídas ao envelhecimento sem uma investigação adequada.

É importante lembrar que um sintoma, isoladamente, não define uma doença. Diferentes condições podem produzir manifestações semelhantes, e a avaliação clínica é fundamental para entender a causa e decidir se são necessários exames complementares.

Já alterações neurológicas que surgem de forma súbita, como perda de força ou sensibilidade, dificuldade para falar ou enxergar e alterações importantes do equilíbrio, podem indicar uma emergência, como um AVC, e exigem atendimento imediato.

Nem todo sintoma significa uma doença neurológica. Mas todo sintoma novo, persistente ou inexplicado merece ser compreendido.

Do ponto de vista neurológico, a ansiedade faz parte de um mecanismo natural de proteção. Diante de uma possível ameaça,...
16/09/2026

Do ponto de vista neurológico, a ansiedade faz parte de um mecanismo natural de proteção. Diante de uma possível ameaça, o cérebro se prepara para reagir: aumenta a atenção, acelera o coração, modifica a respiração e coloca o organismo em estado de prontidão.

O problema aparece quando esse sistema de alerta permanece ativado mesmo quando não existe um perigo proporcional à reação.

É como se o cérebro passasse a interpretar situações do cotidiano como possíveis ameaças, antecipando problemas que ainda nem aconteceram. E, nesse processo, a ansiedade pode deixar de ser uma resposta útil para se tornar um estado que interfere no sono, na concentração, na memória, nas relações e na própria qualidade de vida.

Por isso, compreender a ansiedade também significa compreender o funcionamento do cérebro. Não se trata simplesmente de “falta de controle” ou de “pensar demais”. Existe uma complexa interação entre cérebro, corpo, experiências, emoções e ambiente.

Ansiedade é uma resposta humana. Quando ela se torna persistente, intensa ou desproporcional, merece ser compreendida — e, quando necessário, tratada.

Setembro Amarelo | Prevenção também é cuidado.Falar sobre saúde mental é falar sobre saúde. E, muitas vezes, perceber qu...
10/09/2026

Setembro Amarelo | Prevenção também é cuidado.

Falar sobre saúde mental é falar sobre saúde. E, muitas vezes, perceber que alguém próximo não está bem pode ser o primeiro passo para que essa pessoa receba ajuda.

Escutar sem julgamentos, acolher e incentivar a busca por apoio profissional são atitudes que podem fazer diferença.

A prevenção não depende de uma única área da medicina. Ela envolve informação, atenção, cuidado e uma rede de apoio capaz de reconhecer o sofrimento e encaminhar para a ajuda adequada.

Neste Setembro Amarelo, o convite é simples: esteja atento às pessoas ao seu redor e não tenha medo de conversar sobre saúde mental.

Cuidar também é perceber quando alguém precisa de ajuda.

Nas últimas semanas, muita gente ouviu falar pela primeira vez em Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), após o diagnóstico ...
04/09/2026

Nas últimas semanas, muita gente ouviu falar pela primeira vez em Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), após o diagnóstico divulgado pelo Lito, do canal Aviões e Músicas.

Não pretendo aqui comentar o caso dele. Além de não ter acesso às informações clínicas necessárias para isso, acredito que a história de um paciente não deve se transformar em diagnóstico à distância.

Mas a repercussão nos faz pensar em outra questão.

Também na neurologia, existem doenças que, felizmente, são muito raras e que, justamente por isso, permanecem desconhecidas da maioria das pessoas. Quando um caso ganha visibilidade, é natural que surjam perguntas, preocupações e até comparações com sintomas que alguém esteja vivendo.

E aqui existe um cuidado importante: conhecer uma doença não significa reconhecê-la em si mesmo.

Sintomas neurológicos podem ter inúmeras causas. Alguns são frequentes e benignos; outros merecem investigação. O papel do médico é justamente separar essas possibilidades, considerando a história de cada pessoa, o exame clínico e, quando necessário, os exames complementares.

Talvez essa seja uma das contribuições mais importantes que um caso como esse pode trazer: não o medo de uma doença rara, mas a oportunidade de lembrar que informação médica precisa vir acompanhada de contexto.

Cuidar do cérebro não começa apenas quando surgem os primeiros sinais de esquecimento ou alguma alteração neurológica. A...
01/09/2026

Cuidar do cérebro não começa apenas quando surgem os primeiros sinais de esquecimento ou alguma alteração neurológica. A saúde cerebral é construída, também, pelas escolhas que fazemos todos os dias.

🏃♂️ Movimente-se: a prática regular de exercícios físicos favorece a circulação sanguínea e está associada à manutenção da função cognitiva ao longo da vida.

😴 Durma bem: durante o sono, o cérebro realiza processos importantes para a consolidação das memórias e para o equilíbrio de diversas funções.

🥗 Alimente-se de forma equilibrada: uma alimentação variada fornece nutrientes essenciais para o funcionamento adequado das células nervosas.

📚 Continue aprendendo: ler, estudar, aprender novas habilidades e manter o cérebro intelectualmente ativo são formas de estimular diferentes funções cognitivas.

🧘 Cuide do estresse: encontrar maneiras saudáveis de lidar com o estresse também faz parte dos cuidados com a saúde cerebral.

🤝 Mantenha vínculos sociais: conviver, conversar, trocar experiências e participar de atividades sociais são estímulos importantes para o cérebro.

Nenhum desses hábitos funciona como uma “fórmula” para evitar doenças neurológicas. Mas, juntos, eles fazem parte de um estilo de vida que pode contribuir para preservar a saúde e a funcionalidade do cérebro ao longo dos anos.

Cuidar do cérebro é um investimento que começa hoje.

Essa é uma dúvida muito comum entre pacientes, familiares e até mesmo entre pessoas que nunca tiveram contato com a doen...
26/08/2026

Essa é uma dúvida muito comum entre pacientes, familiares e até mesmo entre pessoas que nunca tiveram contato com a doença.

A resposta é: depende da causa da epilepsia e do tipo de síndrome epiléptica. Nem todos os casos são iguais.

Hoje, dispomos de diversos tratamentos capazes de controlar completamente as crises em grande parte dos pacientes. Em algumas situações, após um período prolongado sem crises e com critérios bem estabelecidos, pode ser possível reduzir ou até suspender a medicação sob acompanhamento médico.

Quando as crises persistem apesar do uso correto dos medicamentos, também existem outras alternativas terapêuticas, como cirurgia para epilepsia e técnicas de neuromodulação, indicadas para casos selecionados.

O mais importante é saber que o diagnóstico precoce e o tratamento adequado fazem toda a diferença na qualidade de vida.

Se você ou alguém da sua família apresenta crises convulsivas ou episódios suspeitos, procure avaliação com um neurologista. Quanto mais cedo a investigação é realizada, maiores são as chances de alcançar um bom controle da doença.

18/08/2026

Participar de um congresso é muito mais do que acompanhar palestras e conhecer novidades. É uma oportunidade de rever conceitos, atualizar conhecimentos, trocar experiências e estar em contato com profissionais que também vivem, estudam e pesquisam os desafios da Neurologia.

No mês passado, participei do Congresso LBE 2026, promovido pela Liga Brasileira de Epilepsia, que reuniu especialistas nacionais e internacionais para discutir avanços em diagnóstico, tratamento, novas terapias, EEG, cirurgia e neuromodulação, entre tantos outros temas relevantes.

Neste vídeo, compartilho um pouco do que chamou minha atenção durante o evento e, principalmente, por que considero tão importante estar presente em encontros como este.

Pai é presença que ensina,palavra que orienta,exemplo que permanece.Neste Dia dos Pais, celebramos aqueles que, de difer...
09/08/2026

Pai é presença que ensina,
palavra que orienta,
exemplo que permanece.

Neste Dia dos Pais, celebramos aqueles que, de diferentes formas, ajudam a construir caminhos, transmitir valores e deixar marcas que o tempo não apaga.

Aos meus queridos filhos um eterno agradecimento por serem quem são!

Um Feliz Dia dos Pais!

Dr. Fábio Cabral
AmorEterno

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