15/07/2026
Quando falamos em metástases cerebrais tratadas com radiocirurgia estereotática (SRS), o controle local não é uniforme e a identificação de fatores prognósticos pode nos ajudar a selecionar melhor os pacientes e individualizar nossa conduta.
O edema perilesional já foi associado a piores desfechos em tumores intracranianos e pode refletir maior agressividade biológica, além de um microambiente menos favorável à radiossensibilidade.
O estudo é uma revisão sistemática com metanálise que reuniu 8 estudos, totalizando 650 pacientes e 1.455 metástases intracranianas tratadas com SRS.
O principal achado foi a associação entre edema perilesional pré-SRS e maior risco de falha local, com HR de 1,84 (IC95% 1,39–2,44), indicando aumento de 84% nesse risco.
Na subanálise que comparou apenas presença e ausência de edema, o efeito foi mais expressivo, com HR de 2,78 (IC95% 1,65–4,69), sugerindo quase triplicar o risco de recorrência local.
A heterogeneidade foi baixa (I²=13,8%), o que evidencia a consistência dos resultados, embora os estudos tenham usado definições diferentes de edema, seja por presença/ausência, seja por pontos de corte volumétricos.
Esse trabalho sugere que o edema perilesional não deve ser visto apenas como achado radiológico, mas como marcador prognóstico útil para estratificação de risco, avaliação clínica e definição terapêutica.
Ainda assim, os autores destacam que são necessários novos estudos para definir um “cutoff” com real aplicabilidade clínica.