Dra Paula Dall Stella

Dra Paula Dall Stella Coordinator of the Medicinal Cannabis Meeting of Snola 2016. Member of the International Cannabinoid

Dra Paula Dall'Stella
Radiologia-Ultrassom - Hospital das Clinicas de São Paulo - HCFMUSP
Pós-graduação em Neuro-oncologia -Hospital Sirio Libanes
Coordenadora do Encontro Internacional sobre Canabinoides na Neuro-Oncologia - Snola 2016. Diretora Cientif**a da Associação Brasileira de Pacientes de Cannabis Medicinal - AMA+ME
Membro da Sociedade Internacional de Pesquisa com Canabinoides. Membro da

Sociedade Internacional de Cannabis como Medicina"
Membro do The Institute for Functional Medicine - IFM

07/08/2026

Talvez não exista nada mais valioso nesta vida do que ter coragem de ser você mesmo.

E isso tem um preço.

Às vezes, ser você signif**a decepcionar pessoas, terminar ciclos, mudar de trabalho, sair de relações, escolher outro caminho e abandonar versões suas que foram construídas para caber na expectativa dos outros.

E o cérebro não gosta disso.
A incerteza é interpretada como ameaça. Por isso, muitas vezes, preferimos um sofrimento conhecido à insegurança de uma mudança, a “zona de conforto”.

Mas existe uma pergunta ainda maior:
O que vale mais nesta vida do que poder vivê-la sendo verdadeiramente você?

Porque talvez o maior risco não seja mudar e descobrir o que existe do outro lado.
Talvez seja chegar ao final da vida e perceber que você teve coragem para tantas coisas — menos para viver a sua própria verdade.

Ser feliz exige muita coragem.
E coragem, às vezes, é simplesmente parar de abandonar a si mesmo para continuar pertencendo a uma sociedade que no fundo, não está nem aí pra você.

Me conta aqui: quantas pessoas você admira e conhece que de fato, está vivendo a própria verdade? E você, está?

Julho me desconectei do uso habitual do celular.Sai das postagens semanais para f**ar um pouco em silêncio e aproveitar ...
16/07/2026

Julho me desconectei do uso habitual do celular.
Sai das postagens semanais para f**ar um pouco em silêncio e aproveitar a vida de outra forma.
Não é uma crítica ao convencional. Mas confesso que é uma delícia estar com pessoas onde o celular não f**a em cima da mesa, o WhatsApp não faz barulho e a intenção principal é estar presente.
Me lembrou os tempos em que quando estávamos juntos com alguém, olhávamos nos olhos e nos conectávamos com “o ser humano”, sem conversas que parecem entrevistas e mais sobre o que nos move na vida…

Tem bem mais fotos desses dias inesquecíveis, mas os momentos mais íntimos vão f**ar só para mim…😉

Me conta se você já passou por isso…

08/07/2026

Uma reflexão que me surgiu e quero saber se faz sentido para vocês.

Fui a uma festa infantil onde a comida das crianças era totalmente sem sal. Sinceramente? Era uma comida completamente sem graça.

Enquanto isso, a mesa de doces estava liberada.

E aí eu me perguntei…
A alimentação também precisa ser prazer.

Se tiramos completamente o sabor da comida de verdade, será que não estamos ensinando a criança, desde cedo, que o prazer da alimentação está no açúcar?

Será que uma criança vai pedir mais legumes, arroz, carne e verduras sem nenhum tempero… ou vai correr para o brigadeiro, o bolo e o refrigerante?

Parece que estamos preocupados em retirar uma pitada de sal da comida caseira, mas pouco incomodados com a enorme quantidade de açúcar e ultraprocessados que fazem parte da infância.

Talvez a pergunta não seja “quanto sal devemos colocar?”, mas sim: por que a comida de verdade precisa ser sem sabor, enquanto o doce continua sendo a principal fonte de prazer alimentar das nossas crianças?

O que vocês pensam sobre isso? Me ajudem…

06/07/2026

O mais curioso é que aquilo que hoje é tratado como uma “novidade” por causa da rotina de um atleta de elite, durante muito tempo foi simplesmente… o básico.

Priorizar proteínas de boa qualidade, alimentos minimamente processados, gorduras naturais, sono adequado, exposição à luz solar e atividade física sempre fizeram parte dos pilares da saúde humana.

Não é porque um atleta de alto rendimento faz que isso automaticamente serve para todo mundo. Mas também vale a reflexão: por que hábitos tão fundamentais passaram a parecer revolucionários?

Talvez estejamos tão acostumados com alimentos ultraprocessados, privação de sono e excesso de estímulos que o simples passou a parecer extraordinário.

A ciência da longevidade e da medicina preventiva aponta repetidamente para os mesmos fundamentos: alimentação de qualidade, sono, movimento, controle do estresse e relações saudáveis.

A pergunta que f**a é: estamos procurando e esperando a próxima novidade ou voltando a entender o que sempre foi essencial?

Conta para mim nos comentários: quando você acha que a gente se perdeu com a “evolução”? 😉

29/06/2026

O efeito placebo é uma das demonstrações mais fascinantes do poder da biologia humana.

Durante muito tempo, acreditava-se que placebo signif**ava apenas “efeito psicológico”. Hoje sabemos que não é assim.

Quando uma pessoa acredita que está recebendo um tratamento ef**az, o cérebro pode ativar circuitos reais relacionados à dor, ao estresse, à ansiedade e à recompensa.

Essa expectativa desencadeia a liberação de neurotransmissores e neuromoduladores, como dopamina, opioides endógenos e, em algumas situações, também ativa o sistema endocanabinoide.

Estudos mostram que parte da resposta placebo para analgesia depende da ativação dos receptores canabinoides CB1. Quando esses receptores são bloqueados experimentalmente, uma parcela desse efeito pode desaparecer.

Isso muda completamente a forma como entendemos a relação entre mente e corpo.

Não signif**a que uma crença cure qualquer doença.
Também não signif**a que placebo substitua um tratamento médico.

Signif**a que a expectativa do paciente é capaz de modular sistemas biológicos reais, influenciando sintomas como dor, ansiedade e bem-estar.

Como médica, essa é uma das razões pelas quais acredito que tratar um paciente vai muito além de prescrever um medicamento.

A forma como explicamos o tratamento, a confiança construída durante a consulta e a expectativa criada podem influenciar a resposta clínica.

A ciência mostra que mente e corpo nunca estiveram separados.

A pergunta é:
Se uma crença pode ativar mecanismos biológicos capazes de modif**ar a forma como sentimos dor, ansiedade e bem-estar…

Quanto das crenças que você cultiva todos os dias está influenciando a sua própria saúde? Conta aqui para mim!

Referências
Benedetti F. Placebo Effects: Understanding the Mechanisms in Health and Disease. Oxford University Press, 2014.

Benedetti F, et al. Loss of expectation-related mechanisms in Alzheimer’s disease makes analgesic therapies less effective. Pain. 2006.

Benedetti F, et al. Nonopioid placebo analgesia is mediated by CB1 cannabinoid receptors. Nature Medicine. 2011. DOI: 10.1038/nm.2435

28/06/2026

Sou uma das maiores defensoras da medicina canabinoide no Brasil. Trabalho com ela há mais de 10 anos e já acompanhei milhares de pacientes.

E talvez por isso eu diga algo que nem todo mundo gosta de ouvir: canabinoides são medicamentos, não são suplementos e nem comida.

Hoje passei pelo aeroporto internacional de Atlanta e encontrei uma máquina vendendo gummies de CBD e THC como se fossem um simples doce. Qualquer pessoa pode comprar, sem orientação, sem avaliação médica e sem entender o que está consumindo.

É justamente esse tipo de marketing que faz muita gente acreditar que:

“Canabidiol não tem efeito colateral.”
“Não interage com outros medicamentos.”
“Se é natural, pode usar à vontade.”

Nada disso é verdade.

O CBD pode causar efeitos adversos, interagir com diversos medicamentos e exigir ajustes de dose. O THC também tem contraindicações importantes e pode provocar efeitos signif**ativos dependendo da dose, da idade, das doenças do paciente e dos medicamentos em uso.

Imagine um idoso, um paciente cardíaco ou alguém que usa medicamentos de uso crônico consumindo várias gummies porque “é só um docinho”. O risco existe e precisa ser levado a sério.

Defender a cannabis para uso medicinal não signif**a defender o uso irresponsável.

Pelo contrário.

Signif**a defender ciência, qualidade dos produtos, indicação correta, acompanhamento médico e segurança para o paciente.

Porque o problema nunca foi a cannabis.
O problema é transformar medicamento em produto de marketing.

E você? O que acha dessa banalização dos canabinoides? Escreva sua opinião nos comentários.

27/06/2026

Toda vez que eu vejo esse vídeo me lembro que além do mar eu amo cavalgar…
Tatajuba é um dos meus lugares preferidos no mundo.
E quem mora lá, mora no meu coração.
O restante da legenda é com vocês!!!

27/06/2026

Nós crescemos ouvindo histórias de que existe uma pessoa capaz de nos completar.

A nossa alma gêmea.
O grande amor da nossa vida.
Alguém que vai curar as nossas dores, preencher os nossos vazios e nos fazer felizes para sempre.

Mas a neurociência e a psicologia do apego mostram uma realidade diferente. Nós não nos relacionamos apenas com quem amamos. Nós nos relacionamos com a forma como aprendemos a amar.

As experiências da infância, os vínculos que construímos e as emoções que carregamos moldam a maneira como escolhemos nossos parceiros e vivemos nossos relacionamentos.

Por isso, nenhuma pessoa é capaz de curar aquilo que ainda não estamos dispostos a olhar dentro de nós.

Relacionamentos saudáveis não existem para nos salvar.
Eles existem para nos ajudar a crescer.

Talvez a melhor forma de encontrar um grande amor não seja procurar desesperadamente por alguém.

Talvez seja construir uma vida tão rica em propósito, amizades, desenvolvimento, espiritualidade e pertencimento que, naturalmente, você passe a conviver com pessoas que compartilham dos mesmos valores.

Porque nós tendemos a construir vínculos onde existe identif**ação Não porque alguém veio nos completar.
Mas porque duas pessoas inteiras decidiram caminhar na mesma direção.

Agora quero saber a sua opinião.
Você acredita que existe alguém capaz de nos salvar emocionalmente?

Ou acredita que os melhores relacionamentos acontecem quando duas pessoas escolhem crescer juntas?
Quero muito ler sua opinião.

Referências:
• Bowlby J. Attachment and Loss. Basic Books.
• Hazan C, Shaver P. Romantic love conceptualized as an attachment process. Journal of Personality and Social Psychology. 1987. DOI: 10.1037/0022-3514.52.3.511
• Siegel DJ. The Developing Mind. Norton.

26/06/2026

Quem me acompanha sabe que o meu momento preferido do dia é quando entro no mar.

É ali que eu medito.
É ali que organizo meus pensamentos.
É ali que me reconecto comigo mesma.

E foi justamente hoje, depois de mais um encontro comigo, que lembrei de uma das maiores lições que trouxe do retiro.

Nós passamos boa parte da vida acreditando que vamos ser felizes quando…

Quando o dinheiro chegar.
Quando a empresa crescer.
Quando os filhos estiverem bem.
Quando encontrarmos a pessoa certa.
Quando tivermos mais tempo.

A neurociência e a psicologia explicam esse fenômeno. Chamamos isso de “falácia da chegada”.

O nosso cérebro acredita que a felicidade está sempre no próximo destino. Mas, quando chegamos lá, ele rapidamente cria um novo objetivo. É um mecanismo adaptativo que nos ajudou a evoluir como espécie.

O problema é quando passamos a vida inteira adiando a nossa própria felicidade.

Esperando um futuro que nunca chega.
Porque, quando ele chega… ele já virou hoje.
Talvez a felicidade não seja um lugar onde um dia vamos chegar.

Talvez ela seja a forma como escolhemos viver o caminho.
Por isso quero fazer uma pergunta…

Você reserva algum momento do seu dia para se encontrar consigo mesmo?

Sem celular.
Sem trabalho.
Sem distrações.

Só você…

Porque talvez a relação mais importante da sua vida seja exatamente aquela que você menos tem cultivado. Conta pra mim!

📚 Referências:
• Ben-Shahar T. Happier. McGraw-Hill, 2007. (conceito de “Arrival Fallacy”)
• Gilbert DT. Stumbling on Happiness. Knopf, 2006.
• Brickman P, Coates D, Janoff-Bulman R. Lottery winners and accident victims: Is happiness relative? Journal of Personality and Social Psychology. 1978. DOI: 10.1037/0022-3514.36.8.917

24/06/2026

Já aconteceu com você?

Entrar em um lugar…
Conhecer uma pessoa…
E sentir, imediatamente, que alguma coisa não estava certa.
Antes mesmo de conseguir explicar o motivo.

Durante o retiro, esse foi um dos temas que mais despertou minha curiosidade.

Hoje sabemos que coração e cérebro mantêm uma comunicação constante. Eles não funcionam de forma independente.

A neurociência mostra que o coração envia uma enorme quantidade de informações ao cérebro por meio do nervo vago e de outros mecanismos fisiológicos. Quando estamos em um estado de coerência cardíaca — aquele em que respiração, ritmo cardíaco e sistema nervoso entram em equilíbrio — nosso cérebro tende a funcionar com mais clareza, foco e estabilidade emocional.

Isso signif**a que muitas vezes o nosso corpo percebe sinais do ambiente antes mesmo de conseguirmos organizá-los de forma consciente.

Não é magia.
É neurobiologia.

O cérebro processa milhares de informações por segundo, e grande parte desse processamento acontece abaixo do nível da consciência.

Talvez aquela sensação de “alguma coisa não está certa” seja justamente o seu cérebro integrando sinais que você ainda não conseguiu explicar racionalmente.

Por isso, aprender a desenvolver consciência corporal e regulação emocional pode fazer com que nossa percepção fique muito mais refinada.

Agora quero saber:
Você já entrou em um lugar ou conheceu alguém e sentiu, imediatamente, que deveria confiar naquela sensação?

Conta aqui nos comentários.

Referências:
• McCraty R, Shaffer F. Heart Rate Variability: New Perspectives on Physiological Mechanisms, Assessment of Self-regulatory Capacity, and Health Risk. Frontiers in Public Health. 2015. DOI: 10.3389/fpubh.2015.00258
• McCraty R, Atkinson M, Tomasino D, Bradley RT. The Coherent Heart. HeartMath Institute, 2009.

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