13/08/2026
O Goldman Sachs está expandindo sua oferta de produtos estruturados voltados para investidores em fase de aposentadoria ou próximos dela, segmento que o mercado apelidou de ‘Boomer Candy’.
O movimento reflete a demanda crescente por ativos que combinem proteção de capital com alguma exposição a renda recorrente, perfil típico do público sênior americano com patrimônio acumulado e baixa tolerância a volatilidade.
A janela para esse tipo de produto se abriu com a combinação de taxas de juros elevadas nos Estados Unidos e a transição demográfica dos baby boomers, geração que controla parcela expressiva da riqueza financeira do país.
Estruturados atrelados a índices de ações com piso de proteção ou fluxos de cupons se tornaram alternativa atraente diante da incerteza sobre a sustentabilidade de portfólios 100% em renda variável em idades avançadas.
Para assessores e gestores brasileiros com clientes expondo recursos no exterior, o movimento sinaliza que a engenharia financeira voltada para descasamento entre risco e prazo deve seguir ganhando espaço entre grandes casas.
A tendência reforça a importância de entender a arquitetura desses produtos antes de recomendá-los, especialmente quanto a custos embutidos, liquidez e cenários de estresse em que a proteção prometida pode não se materializar como esperado.
Nos próximos trimestres, vale acompanhar se outras instituições seguirão o Goldman na ampliação dessa linha e se a regulação americana responderá com maior escrutínio sobre transparência e adequação de perfil.
A movimentação também serve de termômetro para o apetite global por soluções híbridas em contexto de envelhecimento populacional, tema que tende a chegar com força ao Brasil nos próximos anos.
Fonte: Wall Street Journal