15/09/2020
Dentro dos estudos do Dr. Hamer, das 5 Leis Biológicas ele chama de DHS o momento do hiperestresse, que é o programante de um evento traumático (primeiro evento), e de ativador, a situação que faz a pessoa reviver o DHS (segundo evento), gerando então os sintomas de acordo com a percepção que a pessoa tem da situação.
Lendo o livro "Cartas a um jovem terapeuta" do psicanalista Contardo Calligaris encontrei uma descrição perfeita do que seria o DHS (programante) e o ativador descritos com uma narrativa psicológica e não biológica.
"Qualquer evento nos marca e nos transforma só na repetição ou, melhor dito, num segundo momento, em que ele é evocado, retomado, revivido.
Por exemplo (fictício e obviamente simplif**ado), se eu fui abandonado na porta da igreja quando bebê, esse evento por si só não tem uma implicação necessária em minha vida;
mas ele se torna decisivo no dia em que, aos quinze anos, minha namorada some de uma festa para onde fomos juntos de mãos dadas.
É esse segundo evento que dá destaque (consciente ou inconsciente) ao primeiro. É a partir desse segundo evento que, possivelmente, começarei a viver a angústia desamparada cada vez que estiver sozinho ou (também possível) a não tolerar a presença de ninguém ao meu lado, pois “sei”que todos são traidores que abandonam."
DHS (programante) - ser abandonado ainda bebê na porta da igreja
ATIVADOR - ser abandonado pela namorada em uma festa aos quinze anos
Nessa "história"podemos perceber também que o estar sozinho e/ou se vincular a alguém podem ser trilhos para o desencadeamento de sintomas relacionados a um conflito de abandono, por exemplo.
Psicologia e Biologia caminhando juntas.
Tudo está interligado e as abordagens se complementam.