Psicólogo Menegon

Psicólogo Menegon Psicoterapia - Atendimento à adolescentes, adultos e idosos. Psicólogo atuando na Abordagem Junguiana, Pós Graduando em Neuropsicologia. Jung.

Capacitado para a Avaliação Psicológica para Procedimentos Cirúrgicos: Bariátrica, Processo Transexualizador, Vasectomia e Laqueadura. Acompanhamento no Pós Cirúrgico. Experiência no Atendimento à Comunidade LGBTQIA+ com referencia na Terapia Afirmativa. Atendimento online de adolescentes, adultos, idosos e Grupos Terapêuticos. O amor pelo Processo Terapêutico onde há um encontro de Almas e um ap

rendizado em conjunto. Como terapeuta atuo como um facilitador para as descobertas e os desfios para a viagem ao inconsciente na busca pelas respostas e soluções para os nossos sofrimentos. "Quem olha para fora sonha, quem olha para dentro desperta."

Quando se fala em sonhos e Jung, muita gente imagina um dicionário de símbolos: cobra signif**a isto, cair signif**a aqu...
31/07/2026

Quando se fala em sonhos e Jung, muita gente imagina um dicionário de símbolos: cobra signif**a isto, cair signif**a aquilo. Na clínica junguiana, não é assim que se trabalha.
Não existe um signif**ado universal, pronto, esperando para ser consultado. O sentido de um sonho não está num dicionário. Está na pessoa que sonhou.
O sonho não usa a lógica da vida desperta: ele se expressa por imagens, cenas e afetos, numa linguagem simbólica, não literal. Por isso o trabalho começa pelo próprio sonhador. O que aquela imagem evoca nele? Que lembranças e sensações desperta? Uma mesma figura signif**a coisas distintas para cada um, conforme sua história e seu momento.

A partir dessas associações pessoais, a imagem pode ser ampliada — enriquecida com paralelos simbólicos e culturais mais amplos. Não para impor um signif**ado de fora, mas para abrir o campo de sentidos possíveis, sempre voltando à ressonância que faz sentido para aquela pessoa.

E isso não se faz sozinho. O sonho, na clínica junguiana, é trabalhado na relação, entre o sonhador e o analista, ao longo do tempo. Um sonho isolado diz pouco. Uma série de sonhos, acompanhada com cuidado, revela movimento.

O sonho não é um enigma a ser resolvido de fora. É uma expressão da psique que pede para ser escutada, com método e com tempo.

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Ao ouvir "reabilitação cognitiva", muita gente pensa em aplicativos de jogos que prometem turbinar o cérebro, ou em cade...
29/07/2026

Ao ouvir "reabilitação cognitiva", muita gente pensa em aplicativos de jogos que prometem turbinar o cérebro, ou em cadernos de exercícios para manter a mente afiada. A ideia é sedutora: treinar o cérebro como se treina um músculo.
Mas reabilitação cognitiva séria é outra coisa, e a diferença importa.

Jogar um jogo repetidamente torna a pessoa melhor naquele jogo. O que a pesquisa mostra é que esse ganho raramente se transfere para a vida real. Ficar bom no aplicativo não signif**a lembrar melhor de compromissos ou se organizar melhor no trabalho.

Reabilitação cognitiva é um processo clínico, conduzido por profissional, que parte do funcionamento real da pessoa. Não trabalha funções no abstrato, mas as dificuldades concretas do dia a dia. E combina caminhos: quando possível, fortalecer o que pode ser fortalecido; quando não, desenvolver estratégias que contornem a dificuldade. O alvo nunca é um escore, é a vida.

É um campo amplo: aplica-se após uma lesão que afetou o funcionamento, como um AVC ou um traumatismo, e também no neurodesenvolvimento, como no TDAH. Contextos diferentes, mesma lógica: partir de como a pessoa vive.

Não é consertar o cérebro. É ampliar o repertório de quem convive com uma dificuldade, para que ela pese menos na vida real.

Avaliação e reabilitação neuropsicológica para adolescentes, adultos e idosos em São Paulo.

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Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação profissional individualizada.

"Complexo" é talvez a palavra que Jung mais viu escapar para o uso cotidiano, e também a mais deformada nesse caminho. V...
27/07/2026

"Complexo" é talvez a palavra que Jung mais viu escapar para o uso cotidiano, e também a mais deformada nesse caminho. Virou sinônimo de mania, defeito, trauma. "Complexo de inferioridade", "que complexo você tem".

O que poucos sabem é que este é um dos conceitos de origem mais rigorosa de toda a sua obra. Ele não nasceu de especulação, mas de medições.

No início do século XX, no hospital Burghölzli, Jung aplicou de forma sistemática o teste de associação de palavras: dizia uma palavra, o paciente respondia com a primeira que lhe viesse, e ele media o tempo de reação.

Certas palavras provocavam perturbações — demora, repetição, esquecimento. Esses tropeços apontavam pontos sensíveis, carregados de emoção. Jung os chamou de complexos.

Um complexo é um agrupamento de imagens, memórias e afetos organizados em torno de um núcleo emocional. Ter complexos não é patológico: todos os temos. O que Jung observou é que eles têm relativa autonomia — sob certos gatilhos, se ativam e passam a influenciar o que sentimos e fazemos, quase por conta própria.

É o que explica reações desproporcionais: uma frase banal que desperta uma raiva antiga.

Daí sua formulação mais conhecida: não é que temos complexos, é que os complexos nos têm. O trabalho analítico não os elimina, mas torna consciente sua atuação — e, ao reconhecê-los, passamos a ter alguma escolha diante deles.

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Individuação virou uma das palavras mais mal utilizadas da psicologia. A cultura da autoajuda a adotou como sinônimo de ...
24/07/2026

Individuação virou uma das palavras mais mal utilizadas da psicologia. A cultura da autoajuda a adotou como sinônimo de "tornar-se independente", "priorizar-se", "realizar o próprio potencial". E, ao fazer isso, esvaziou o conceito. Para Jung, individuação não era nada disso.

Não é autorrealização: seu objetivo não é a felicidade nem o sucesso, mas a totalidade — que inclui reconhecer aquilo que preferiríamos não ver em nós mesmos. Passa pelo desconforto de encarar a própria sombra.

Não é individualismo: apesar do nome, não se trata de "cuidar de si em primeiro lugar". É quase o oposto — ao deixar de se identif**ar cegamente com os papéis sociais, a pessoa se torna capaz de uma relação mais autêntica com os outros.

E não é um destino: não existe o momento em que alguém "se individuou" e terminou. É um processo contínuo, feito da tensão entre o que somos conscientemente e o que ainda desconhecemos de nós.

O que é, então? O trabalho de tornar-se quem se é de fato, incluindo as partes difíceis, em vez de quem se esperava que fôssemos. Não promete paz, promete inteireza.

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Muitas pessoas recebem um laudo neuropsicológico e se deparam com um documento cheio de siglas, nomes de te**es e tabela...
22/07/2026

Muitas pessoas recebem um laudo neuropsicológico e se deparam com um documento cheio de siglas, nomes de te**es e tabelas e saem sem entender o que aquilo diz sobre elas.

Um laudo assim cumpriu a formalidade, mas falhou no essencial.
Porque um laudo não é um veredito em código. É um documento que deveria devolver compreensão.

Um laudo bem construído percorre o funcionamento cognitivo de forma organizada atenção, memória, linguagem, funções executivas e para cada domínio, explica o que aquela função faz no dia a dia, como foi avaliada e o que os achados signif**am para aquela pessoa. A linguagem acessível aqui não é simplif**ação: é o que transforma dado em compreensão útil.

Nenhum resultado se lê sozinho. Um achado só ganha sentido dentro do perfil completo em relação aos pontos fortes, às vulnerabilidades e à história da pessoa.

É por isso que a interpretação é um ato clínico, e não uma leitura de tabela.

E um bom laudo não termina no diagnóstico: aponta caminhos, orienta escola e trabalho, subsidia a rede de cuidado. Ele existe para ser usado.

Uma avaliação séria devolve, ao final, alguém que se compreende melhor do que quando entrou.

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Um pai que repete a mesma história. Uma mãe que troca nomes, esquece compromissos. A dúvida que surge é quase sempre a m...
18/07/2026

Um pai que repete a mesma história. Uma mãe que troca nomes, esquece compromissos. A dúvida que surge é quase sempre a mesma, carregada de medo: isso é da idade, ou é o começo de algo mais sério?

Essa pergunta merece uma resposta melhor do que a angústia ou a negação.
Envelhecer traz mudanças cognitivas esperadas, e elas não são demência. A velocidade de raciocínio diminui, recuperar um nome f**a mais lento.

O que caracteriza a normalidade é que essas mudanças não comprometem a autonomia: a pessoa esquece onde deixou a chave, mas não esquece para que a chave serve.

Alguns sinais têm outra natureza e pedem atenção: esquecer eventos inteiros e não apenas detalhes, repetir a mesma pergunta sem lembrar de tê-la feito, perder-se em lugares conhecidos. A diferença não é a quantidade de esquecimentos, mas a qualidade deles.

Entre o envelhecimento normal e a demência existe ainda um estágio intermediário, o Comprometimento Cognitivo Leve, e nem todo CCL evolui para demência. Alguns casos permanecem estáveis, outros revertem quando a causa é tratável.

A avaliação neuropsicológica distingue o que a observação familiar não consegue, e cria uma linha de base, um ponto de comparação objetivo para o futuro.
Avaliação neuropsicológica para adultos e idosos em São Paulo.

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Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação profissional individualizada. 👵🏻👵🏽👴🏿👴🏾

Grande parte do tratamento do TPB, com razão, se concentra em reduzir a intensidade dos sintomas — especialmente nos mom...
15/07/2026

Grande parte do tratamento do TPB, com razão, se concentra em reduzir a intensidade dos sintomas — especialmente nos momentos de crise, quando a estabilização vem primeiro.

Mas há uma pergunta que permanece depois que a crise passa: por que essa dor se organiza assim?

A psicoterapia de orientação analítica se ocupa dessa segunda camada. No TPB, a relação com o outro é justamente onde a dor se manifesta — idealização, medo de abandono, ruptura. Por isso a própria relação terapêutica se torna o campo de trabalho: um vínculo que se mantém estável apesar das oscilações oferece uma experiência que, para muitos, é inédita — a de não ser abandonado quando a intensidade aparece.

O objetivo não é apagar a intensidade, mas torná-la integrada. Sustentar que amor e decepção coexistem, que o outro pode falhar sem deixar de ser bom, que a própria pessoa é mais do que suas piores horas.
Essa integração é lenta — e o tempo, aqui, não é efeito colateral. É parte do método.

O TPB conta com diferentes abordagens terapêuticas; o caminho adequado depende do momento e das necessidades de cada pessoa.

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Imagine dois carros com motores igualmente potentes. Um tem um motorista experiente; o outro, alguém que ainda não apren...
13/07/2026

Imagine dois carros com motores igualmente potentes. Um tem um motorista experiente; o outro, alguém que ainda não aprendeu a dirigir. A potência é a mesma o resultado, não.

É assim que funciona a relação entre inteligência e funções executivas.
A inteligência é a potência do motor. As funções executivas são o motorista: o conjunto de processos, sediados no córtex pré-frontal, que decide para onde ir, quando frear, como contornar um obstáculo. Planejar, iniciar, sustentar o foco, mudar de estratégia.

Por isso uma criança brilhante pode não entregar o trabalho pronto. Um adulto competente pode só começar a tarefa na véspera do prazo. Frequentemente, não é falta de capacidade nem de esforço é o motorista sobrecarregado.

Dificuldades de função executiva estão no centro de quadros como o TDAH, e podem coexistir com inteligência elevada, mascarando-se mutuamente. Avaliar funções executivas é avaliar o como, não apenas o quanto.

Avaliação neuropsicológica para crianças, adolescentes e adultos em São Paulo.

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"Ontem você era a pessoa mais importante da minha vida. Hoje eu não quero mais te ver."Para quem convive com alguém com ...
10/07/2026

"Ontem você era a pessoa mais importante da minha vida. Hoje eu não quero mais te ver."

Para quem convive com alguém com Transtorno de Personalidade Borderline — ou vive isso na própria pele — essa oscilação é familiar. E costuma ser lida como manipulação, drama ou má-fé. Não é.

O splitting, ou clivagem, é um mecanismo de defesa: a dificuldade de integrar qualidades boas e más numa mesma representação. A pessoa não consegue sustentar que ama e se decepciona com a mesma figura ao mesmo tempo — então cinde. Idealiza ou desvaloriza, sem meio-termo estável.

O sofrimento é mútuo. Quem está do outro lado não consegue se sentir seguro no vínculo; e quem vive o splitting habita um mundo onde as figuras afetivas mudam de natureza sem aviso.

O trabalho terapêutico não elimina o mecanismo à força — amplia a capacidade de integração, de sustentar que o bom e o mau coexistem. É lento, e exige uma relação terapêutica estável o bastante para suportar as próprias oscilações do vínculo.

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Existe um tipo de experiência que um único diagnóstico não explica.A pessoa recebeu o laudo — TDAH ou autismo — se infor...
10/07/2026

Existe um tipo de experiência que um único diagnóstico não explica.

A pessoa recebeu o laudo — TDAH ou autismo — se informou, buscou tratamento. E ainda assim ficou com a sensação de que faltava uma peça. Algo em como se relaciona, processa o mundo ou se organiza nunca coube inteiramente numa só explicação.

Para muitas dessas pessoas, a peça que faltava era a outra condição.

TDAH e Transtorno do Espectro Autista podem coexistir — e coexistem com frequência. A depender dos critérios, estima-se que entre 30% e 50% das pessoas autistas também preenchem critérios para TDAH. O problema é que os dois se mascaram: o hiperfoco do TDAH parece o interesse restrito do autismo, a dificuldade social do autismo é lida como desatenção, e a desregulação executiva é comum aos dois.

Cada condição oferece uma explicação parcial — e a explicação parcial interrompe a busca pela completa. Tratar só metade do quadro é uma das razões mais comuns para a sensação de que "algo ainda não fecha".

A avaliação neuropsicológica investiga o perfil completo, não apenas a condição mais aparente.

Avaliação neuropsicológica para adolescentes, adultos e idosos em São Paulo.

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