15/04/2026
Muitas mulheres passam a vida ouvindo que são “sensíveis demais” ou “estranhas”, mas nunca recebem uma explicação que realmente faça sentido.
No consultório, existe um padrão que aparece com frequência: mulheres que aprenderam, desde cedo, a observar, imitar, ensaiar… só para conseguir caber nos lugares.
Hoje, a gente chama isso de masking: um fenômeno descrito na literatura e na comunidade autista.
Por fora, pode funcionar.
Mas por dentro, pode cansar, confundir e fazer a pessoa duvidar até das próprias percepções.
Isso pode, inclusive, contribuir para que o reconhecimento do autismo em mulheres demore mais do que deveria.
Não por falta de sinais, mas porque, muitas vezes, eles f**aram invisíveis por tempo demais.
Se esse post acendeu alguma luz em você, talvez seja bom dar uma investigada, hein?!
Dra. Camila Mozart • CRM-SP 246.686
Médica | Saúde mental da mulher
📍 SJC e SP | Atendimentos presenciais e online
Referências:
•Hull, L., Petrides, K. V., Allison, C., Smith, P., Baron-Cohen, S., Lai, M.-C., & Mandy, W. (2020). “Putting on My Best Normal”: Social Camouflaging in Adults with Autism Spectrum Conditions. Autism, 24(2), 352–363.
• Miller D, Rees J, Pearson A. “Masking Is Life”: Experiences of Masking in Autistic and Nonautistic Adults. Autism in Adulthood, 2021.
• Pearson A, Rose K. A Conceptual Analysis of Autistic Masking. Autism in Adulthood, 2021.
• National Autistic Society. Masking and Autism – Guidance and Evidence.