Dr. Guilherme Namur

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Dr. Guilherme Namur Membro Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva | Cirurgião no Hospital das Clínicas | Médico no Hospital Sírio-Libanês e Albert Einstein.

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Alguns sintomas digestivos parecem tão comuns que muitas pessoas acabam se acostumando com eles. Mas quando surgem com f...
09/09/2026

Alguns sintomas digestivos parecem tão comuns que muitas pessoas acabam se acostumando com eles. Mas quando surgem com frequência, persistem por semanas ou mudam de intensidade, podem indicar que algo precisa ser investigado.

Três sinais merecem atenção: sensação frequente de estufamento ou saciedade precoce, alterações persistentes no funcionamento do intestino e desconforto ou dor abdominal recorrente. Isoladamente, eles podem estar relacionados a situações simples, mas também podem acompanhar diferentes doenças do aparelho digestivo.

O mais importante é observar a duração, a frequência e a presença de outros sinais, como perda de peso sem explicação, sangue nas fezes, vômitos persistentes, anemia ou dificuldade para se alimentar. Nesses casos, a investigação se torna ainda mais importante.

Sintomas frequentes não devem simplesmente virar parte da rotina. Se você percebe alguma alteração digestiva que persiste ou está diferente do habitual, agende uma consulta para entender a causa e definir a melhor conduta.

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Cirurgião do Aparelho Digestivo | CRM-SP: 124.956

Pâncreas, fígado e vesícula trabalham de forma integrada na digestão, mas cada um desempenha funções diferentes e essenc...
02/09/2026

Pâncreas, fígado e vesícula trabalham de forma integrada na digestão, mas cada um desempenha funções diferentes e essenciais para o funcionamento do organismo. Entender o papel desses órgãos também ajuda a compreender por que alterações neles podem provocar sintomas tão variados.

O fígado participa de centenas de processos no corpo, incluindo o metabolismo de nutrientes e a produção da bile, substância importante para a digestão das gorduras. Já a vesícula biliar funciona como um reservatório: ela armazena e concentra essa bile, liberando-a no intestino principalmente após as refeições.

O pâncreas, por sua vez, produz enzimas responsáveis pela digestão de gorduras, proteínas e carboidratos. Além disso, também produz hormônios importantes, como a insulina e o glucagon, que ajudam a controlar os níveis de glicose no sangue.

Apesar de terem funções diferentes, esses três órgãos estão diretamente conectados. Alterações como cálculos biliares, inflamações e obstruções podem interferir nesse equilíbrio e, em alguns casos, comprometer mais de um órgão ao mesmo tempo.

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A diferença entre o câncer de estômago precoce e o avançado vai muito além do tamanho do tumor. O que realmente define e...
19/08/2026

A diferença entre o câncer de estômago precoce e o avançado vai muito além do tamanho do tumor. O que realmente define essa classificação é a profundidade da invasão na parede do estômago e a possibilidade de comprometimento de outras estruturas.

Quando a doença é identificada nas fases iniciais, o tumor permanece restrito às camadas mais superficiais do estômago. Isso aumenta significativamente as chances de tratamento com intenção curativa e melhora o prognóstico do paciente.

Já nos estágios avançados, o câncer pode atingir camadas mais profundas, linfonodos e até outros órgãos. Nesses casos, os sintomas costumam ser mais intensos e o tratamento geralmente exige uma combinação de diferentes abordagens terapêuticas.

No carrossel de hoje, explico as principais diferenças entre o câncer de estômago precoce e avançado, como os sintomas podem variar e por que o diagnóstico precoce faz tanta diferença nos resultados do tratamento.

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Queimação, desconforto após as refeições e dor na região do estômago são sintomas que costumam gerar uma dúvida muito co...
12/08/2026

Queimação, desconforto após as refeições e dor na região do estômago são sintomas que costumam gerar uma dúvida muito comum: afinal, é refluxo ou gastrite?

Embora possam apresentar sintomas semelhantes, essas condições são diferentes. A gastrite é uma inflamação da mucosa do estômago, enquanto o refluxo gastroesofágico acontece quando o conteúdo do estômago retorna para o esôfago, provocando sintomas como azia, queimação no peito e gosto amargo na boca.

Em alguns casos, as duas condições podem coexistir, o que torna a avaliação médica ainda mais importante. O diagnóstico correto geralmente envolve análise dos sintomas, exame físico e, quando necessário, exames como a endoscopia digestiva alta.

Identificar a causa do desconforto é fundamental para definir o tratamento adequado e evitar complicações futuras. Quanto mais cedo o diagnóstico for realizado, maiores são as chances de controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida.

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Sentir dor abdominal após as refeições não deve ser considerado algo normal, principalmente quando o sintoma acontece co...
05/08/2026

Sentir dor abdominal após as refeições não deve ser considerado algo normal, principalmente quando o sintoma acontece com frequência ou começa a interferir na sua rotina.

Esse desconforto pode estar relacionado a diferentes condições do aparelho digestivo, como cálculos na vesícula biliar, gastrite, refluxo gastroesofágico, intolerâncias alimentares, doenças pancreáticas ou até alterações intestinais. A localização da dor, sua intensidade e os sintomas associados ajudam a direcionar a investigação.

Além da dor, sinais como náuseas, vômitos, sensação de estufamento, perda de peso inexplicada ou alterações no funcionamento do intestino merecem atenção e avaliação médica adequada.

Identificar a causa é fundamental para definir o tratamento mais adequado e evitar que problemas digestivos evoluam sem diagnóstico. Quanto mais precoce for a investigação, maiores são as chances de controlar os sintomas e preservar a qualidade de vida.

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O sangramento gastrointestinal é um sintoma que nunca deve ser ignorado. Embora possa estar relacionado a condições mais...
29/07/2026

O sangramento gastrointestinal é um sintoma que nunca deve ser ignorado. Embora possa estar relacionado a condições mais simples, como hemorroidas ou fissuras anais, também pode ser o primeiro sinal de doenças mais graves que exigem diagnóstico e tratamento precoces.

A presença de sangue nas fezes, fezes muito escuras, vômitos com sangue ou sintomas como tontura, fraqueza e anemia podem indicar que existe um sangramento em alguma parte do aparelho digestivo. Em alguns casos, a perda de sangue acontece de forma silenciosa e só é identificada durante exames médicos.

Quanto mais cedo a causa for investigada, maiores são as chances de evitar complicações e definir o tratamento mais adequado. Por isso, qualquer episódio de sangramento digestivo merece atenção especializada.

No carrossel de hoje, explico quais são os principais sinais de alerta, as causas mais comuns e quando é importante procurar ajuda médica.

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O câncer de pâncreas em estágio inicial é aquele diagnosticado antes de atingir outros órgãos ou estruturas importantes....
22/07/2026

O câncer de pâncreas em estágio inicial é aquele diagnosticado antes de atingir outros órgãos ou estruturas importantes. Nessa fase, as possibilidades de tratamento são maiores e as chances de controlar a doença costumam ser mais favoráveis.

Sempre que o tumor é considerado ressecável, a cirurgia é o principal tratamento. O objetivo é remover completamente a lesão, oferecendo a melhor oportunidade de controle da doença. Dependendo da localização do tumor, diferentes técnicas cirúrgicas podem ser indicadas.

Além da cirurgia, a quimioterapia frequentemente faz parte do tratamento. Ela pode ser realizada após o procedimento para reduzir o risco de recidiva ou, em alguns casos selecionados, antes da cirurgia para facilitar a retirada completa do tumor. A radioterapia também pode ser considerada em situações específicas.

O diagnóstico precoce e o acompanhamento por uma equipe multidisciplinar são fundamentais para definir a melhor estratégia terapêutica. Quanto mais cedo a doença é identificada, maiores são as possibilidades de um tratamento eficaz e individualizado.

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O esôfago de Barrett é uma condição que ocorre quando o revestimento normal do esôfago sofre alterações devido à exposiç...
15/07/2026

O esôfago de Barrett é uma condição que ocorre quando o revestimento normal do esôfago sofre alterações devido à exposição frequente ao ácido do estômago, geralmente causada pela doença do refluxo gastroesofágico (DRGE).

Uma das principais dúvidas dos pacientes é se o esôfago de Barrett tem cura. A resposta depende de cada caso. Em muitos pacientes, é possível controlar o refluxo, interromper a progressão da doença e tratar áreas com alterações mais avançadas por meio de técnicas endoscópicas ou cirúrgicas quando indicadas.

O acompanhamento médico é fundamental, pois o esôfago de Barrett é considerado um fator de risco para o desenvolvimento do câncer de esôfago. Por isso, a realização periódica de exames permite monitorar a evolução da condição e identificar precocemente qualquer alteração que necessite de tratamento.

Com diagnóstico adequado, controle do refluxo e seguimento especializado, é possível reduzir riscos, preservar a qualidade de vida e alcançar excelentes resultados a longo prazo.

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Hoje finalizo minha vigésima participação no Gastrão, o evento mais importante em cirurgia digestiva do Brasil. Em nome ...
26/06/2026

Hoje finalizo minha vigésima participação no Gastrão, o evento mais importante em cirurgia digestiva do Brasil. Em nome do Departamento de Gastroenterologia da FMUSP, agradeço a presença dos mais de 1.800 inscritos.

Quem convive com o câncer de pâncreas sabe o quanto cada avanço importa.No ASCO 2026, um dos destaques foi o daraxonrasi...
19/06/2026

Quem convive com o câncer de pâncreas sabe o quanto cada avanço importa.

No ASCO 2026, um dos destaques foi o daraxonrasib, um medicamento em estudo que apresentou resultados animadores em pacientes com câncer de pâncreas avançado, especialmente em casos que já haviam passado por tratamento anterior.

É uma notícia que chama atenção porque o câncer de pâncreas ainda é um dos tumores mais desafiadores da medicina. Por isso, quando um estudo mostra resultados relevantes, ele naturalmente acende uma esperança em pacientes, familiares e equipes médicas.

Mas é importante reforçar um ponto essencial: o daraxonrasib ainda não está disponível no Brasil. Portanto, essa não é uma opção acessível neste momento em nosso país. A informação deve ser recebida com otimismo, mas também com cautela.

Ainda assim, acompanhar esse tipo de avanço é fundamental. Novas pesquisas ajudam a ampliar o conhecimento sobre a doença e podem abrir caminhos para tratamentos mais eficazes no futuro.

No câncer de pâncreas, esperança e responsabilidade precisam caminhar juntas. Cada resultado promissor merece ser acompanhado de perto, sempre com informação clara, orientação médica adequada e cuidado individualizado para cada paciente.

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