28/05/2026
Há uma semana mudei de cenário e vou experimentando algo que repito muito nos atendimentos: às vezes, para compreender o lugar onde estamos, precisamos dar um passo para fora dele.
Hoje me peguei pensando que viajar talvez seja uma espécie de processo terapêutico a céu aberto. Quando saímos da rotina, dos nossos emaranhados diários e das expectativas que os outros têm sobre nós, o nosso sistema ganha um respiro.
Conseguimos o distanciamento necessário para olhar para a nossa própria vida de fora — exatamente como fazemos na Constelação.
É muito interessante quando me percebo aqui, em lugares que conheço muito pouco e onde ninguém me conhece: se por um lado me abro para descobrir cada novo detalhe, por outro, o entorno me força a silenciar o barulho das certezas prontas. A mente esvazia, o corpo desacelera e os rótulos perdem o sentido. O que sobra?
Me parece que gente foi ensinado a acumular: pensamentos, tarefas, identidades, obrigações. Mas o processo da transformação e da cura — aquela que o Reiki nos ensina a acessar através do fluxo sutil da energia — quase sempre nasce do movimento oposto: o ato de nos esvaziarmos.
Então que assim seja! Vou continuar partilhando as paisagens e percepções dessa jornada por aqui. Eu sinto que o horizonte mais bonito que a gente pode abrir é o de dentro.
A gente não precisa estar no topo de uma montanha para dar um passo para fora dos nossos emaranhados; a gente só precisa escolher, no nosso quadradinho, criar uma pequena fresta de silêncio na nossa rotina.
Onde quer que você esteja agora, respire fundo, dê um passo atrás no julgamento e se dê o direito de se esvaziar do peso do mundo.
Afinal, sempre é tempo de voltar pra você
(se você chegou até aqui, deixe um emoji nos comentários pra eu saber que estamos viajando juntos)
🙌🏼🌿💚