Juliana Sato Psicóloga

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Juliana Sato Psicóloga CRP 06/77653
Psicoterapia e Desenvolvimento Humano através da Meditação Terapias integrativas, psicoterapia, coaching e desenvolvimento emocional.

Quem acompanha um pet idoso ou doente vive uma despedida que acontece aos poucos, muitas vezes sem que as pessoas em vol...
09/10/2026

Quem acompanha um pet idoso ou doente vive uma despedida que acontece aos poucos, muitas vezes sem que as pessoas em volta percebam. O luto antecipatório tem pouco espaço social: o animal ainda está ali, então parece que não existe motivo para tristeza.

Por isso, o apoio de quem está perto faz tanta diferença. Ele raramente depende de palavras certas. Depende de presença e de alguém que não tenha pressa de ver a pessoa bem.

Acompanhar um pet idoso ou doente costuma envolver horários de remédio e noites mal dormidas. O cansaço se acumula rápid...
07/10/2026

Acompanhar um pet idoso ou doente costuma envolver horários de remédio e noites mal dormidas. O cansaço se acumula rápido, e junto com ele vem a culpa por sentir esse cansaço.

Esse assunto quase não aparece porque parece errado reclamar de cuidar de quem a gente ama. Só que o limite chega de qualquer jeito. Quando f**a guardado, ele costuma aparecer como irritação ou como a sensação de estar carregando tudo sozinho.

Falar desse cansaço com alguém preparado para ouvir ajuda a separar exaustão de falta de amor, e a encontrar formas de seguir cuidando sem se esgotar.

Se você está vivendo isso e precisa de um espaço para falar, me chama no direct.

A calma de um dia comum, do jeito que só quem divide a casa com um animal conhece.Nos dias difíceis, esse vínculo ganha ...
05/10/2026

A calma de um dia comum, do jeito que só quem divide a casa com um animal conhece.

Nos dias difíceis, esse vínculo ganha outro peso. Pode ser um problema no trabalho ou uma notícia ruim: eles continuam no mesmo ritmo, pedindo o passeio de sempre e esperando a gente do mesmo jeito.

Essa constância faz diferença. A rotina com eles devolve um chão conhecido quando o resto parece fora do lugar. E a presença deles chega sem cobrança e sem precisar de explicação.

Muitas vezes, é no sofá ou na hora do passeio que a gente consegue respirar um pouco.

Depois da partida de um animal, o luto costuma ser pouco reconhecido e apressado por quem está em volta, como se existis...
02/10/2026

Depois da partida de um animal, o luto costuma ser pouco reconhecido e apressado por quem está em volta, como se existisse prazo para parar de sentir falta. E junto com ele aparece muitas vezes a culpa, que acaba guardada por falta de com quem falar.

O Mapa Travessia LutoPet acompanha esse caminho do primeiro acolhimento até a continuidade do vínculo, porque a relação com o animal muda de lugar e continua fazendo parte de quem você é.

Se fizer sentido para você, o acesso está no link da bio.

Hoje é o Dia do Cão Idoso, e eu não ia deixar passar sem a Melissa.Ela tem 11 anos. A nossa rotina agora inclui suplemen...
01/10/2026

Hoje é o Dia do Cão Idoso, e eu não ia deixar passar sem a Melissa.

Ela tem 11 anos. A nossa rotina agora inclui suplementos, fisioterapia e passeios no ritmo dela, mais curtos e com muito tempo para farejar sem pressa.

Com ela, eu vivo na prática uma coisa que falo muito por aqui: com o tempo, somos nós que nos adaptamos a eles. E essa adaptação também é uma forma de amor.

Uma coisa que eu sempre reforço: com a idade, é comum o cão mudar de comportamento, e a gente logo explica isso pela personalidade. O que parece teimosia pode ser perda de audição. O que parece manha pode ser dor. Toda mudança nova merece ser levada ao profissional que acompanha ele antes de virar traço de personalidade.

Me conta nos comentários quantos anos tem o seu velhinho.

Conviver com um animal idoso ensina a desacelerar. Os passeios f**am mais curtos, os dias f**am mais parecidos, e a gent...
30/09/2026

Conviver com um animal idoso ensina a desacelerar. Os passeios f**am mais curtos, os dias f**am mais parecidos, e a gente vai aprendendo a acompanhar o ritmo dele em vez de puxar pelo nosso.

Nesse compasso mais lento, a convivência muda de forma. Ela f**a menos cheia de programa e mais cheia de presença: dividir o sofá, reparar no jeito como ele se ajeita para dormir.

A preocupação com o que vem pela frente pode continuar ali, e tudo bem. Ela divide espaço com esses momentos, sem precisar tomar conta de todos eles.

Olhar para o que ainda é bom também é uma forma de cuidar dele, e de você.

Existe uma ideia bastante comum de que ser resiliente no luto é aguentar firme, manter a rotina e não se abalar. A forma...
29/09/2026

Existe uma ideia bastante comum de que ser resiliente no luto é aguentar firme, manter a rotina e não se abalar. A forma como o luto é compreendido hoje aponta para outro caminho.

Quem vive uma perda costuma alternar entre dois movimentos. Em alguns momentos, a atenção vai para a falta: as lembranças, a saudade, tudo o que mudou. Em outros, ela volta para a vida que continua: o trabalho, as pessoas, os pequenos planos. Esse vai e vem, que muitas vezes acontece no mesmo dia, ajuda a pessoa a se reorganizar aos poucos, sem precisar escolher entre lembrar e seguir.

Esse movimento aparece também antes da despedida, quando se acompanha um animal envelhecendo ou adoecendo. Tem dias em que tudo parece mais pesado, e outros em que dá para rir das manias dele como sempre.

Ser resiliente, nesse sentido, é permitir esse ir e vir. É não se cobrar para estar bem o tempo todo, e também não enxergar um dia mais leve como falta de amor.

Se você já sentiu culpa por um dia mais leve, conta aqui nos comentários.

O luto antecipatório costuma ser contado pelo lado de quem ama: o medo, a saudade adiantada, a tristeza de ver as mudanç...
28/09/2026

O luto antecipatório costuma ser contado pelo lado de quem ama: o medo, a saudade adiantada, a tristeza de ver as mudanças acontecendo. Ele tem também um lado mais silencioso, que aparece na forma como o cuidado se transforma.

Quando a rotina se ajusta ao corpo do animal, algo se reorganiza em quem acompanha esse processo. A pessoa aprende, dia após dia, a soltar a versão antiga dele sem se afastar de quem ele é hoje. Essa adaptação constrói recursos que fazem diferença mais adiante, quando a despedida chegar.

Envelhecer traz perdas, e traz também um jeito de conviver que só existe nesse momento: mais calmo, mais perto, no ritmo dele.

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