16/09/2026
Há quem se sinta vivendo no modo automático, apenas passando pelos dias. Quem quer muito alguma coisa, mas adia.
Tem sonhos, mas não se permite tentar; gosta de pessoas, mas as evita; queria viajar mais, mas está esperando o momento certo.
Espera sentir menos medo, menos vergonha, menos culpa e mais vontade. E uma hora… será a hora perfeita. Os pensamentos surgem com cara de proteção: “é melhor evitar”, acompanhados das melhores justificativas.
As expectativas prometem um futuro bonito, mas a ansiedade convence que você ainda não esta pronta para isso. E, por alguns instantes, ela parece te proteger, mas aos poucos começa a custar mais do que vale.
As coisas perdem a graça. O céu não parece mais tão azul, o sol pode ser quente demais, enquanto a chuva também só atrapalha. E você vai adiando…
Não experimenta mais, não se dedica às coisas que importam. Está sempre cansada, esperando o tal momento certo chegar. Os planos dão trabalho, parecem difíceis. Às vezes, você até tem medo de dar certo. As coisas ainda têm importância, mas, de repente, se tornam arriscadas demais… não vale a pena abrir mão do controle.
Na terapia, aprendemos a entender a função das emoções e que elas não precisam passar para a gente viver. É como pedir licença: elas continuam existindo, enquanto você vai construindo seu caminho. A gente pode identificar, nomear e validar o que sente, sem deixar que a emoção decida qual é o próximo passo.
Se essa mensagem te encontrou em um momento de paralisia e exaustão, espero que possa soar gentilmente como um recado: “A vida não acontece sozinha. Ela também precisa da nossa participação.”
**Frase da capa: autoria desconhecida. Legenda: texto autoral.**