Dr Jan Cerf Sprey

Dr Jan Cerf Sprey Ortopedia e Traumatologia
Cirurgia do Joelho
Trauma do Esporte
Medicina do Esporte
Nutrologia

Página destinada a ajudar atletas e praticantes de atividades físicas, discutindo vários temas desse universo que, frequentemente, causam tantas dúvidas.

Jaleco, autoridade nas redes sociais e uma bio convincente podem fazer um médico parecer especialista. Mas o que realmen...
11/08/2026

Jaleco, autoridade nas redes sociais e uma bio convincente podem fazer um médico parecer especialista. Mas o que realmente comprova essa qualif**ação?
 
Residência médica, pós-graduação, título de especialista e RQE representam formações e registros diferentes, embora muitos pacientes ainda acreditem que sejam a mesma coisa.
 
Entender essa diferença não signif**a desvalorizar profissionais. Signif**a ter acesso a informações claras para fazer escolhas mais conscientes sobre quem cuidará da sua saúde.
 
Neste carrossel, explico as diferenças entre essas formações, quais são as vias reconhecidas para obter o título de especialista e o que o RQE realmente comprova.

O RQE não garante que um médico seja melhor, mas confirma que existe uma qualif**ação formal registrada.

Deslize para o lado e entenda.

Dr. Jan Sprey
MÉDICO · CRM-SP 141027
Medicina Esportiva · RQE 59473
Ortopedia e Traumatologia · RQE 44306

Você já reparou que alguns pacientes continuam apresentando instabilidade mesmo após uma reconstrução tecnicamente perfe...
24/07/2026

Você já reparou que alguns pacientes continuam apresentando instabilidade mesmo após uma reconstrução tecnicamente perfeita do LCA?
 
Durante muito tempo, essa era uma pergunta sem resposta.
 
Hoje sabemos que, em muitos casos, o problema não está na reconstrução do ligamento cruzado anterior em si, mas na presença de lesões associadas dos estabilizadores periféricos do joelho, especialmente o Ligamento Anterolateral (LAL) e o Ligamento Oblíquo Anterior (AOL).
 
A compreensão da estabilidade rotacional evoluiu.
 
O joelho não funciona apenas no plano anterior e posterior. Ele depende da interação entre estruturas centrais e periféricas para controlar movimentos complexos, principalmente durante atividades esportivas.
 
Essa mudança de paradigma tem influenciado a avaliação pré-operatória, o planejamento cirúrgico e a tomada de decisão em casos de instabilidade rotatória.
 
Mais do que “novos ligamentos”, estamos falando de uma nova forma de compreender a biomecânica do joelho.
 
E talvez essa seja uma das maiores evoluções da traumatologia esportiva nas últimas décadas.
 
👉 Você já incorporou a avaliação dos estabilizadores periféricos na sua prática clínica?
 
Compartilhe sua experiência nos comentários.

Dr. Jan Sprey
Médico do Esporte - RQE 59473
Ortopedia e Traumatologia - RQE 44306
CRM-SP 141027

Um tendão saudável não precisa ser uma corda de aço.Ele precisa ser forte, sim.Mas também precisa deformar, absorver ene...
22/07/2026

Um tendão saudável não precisa ser uma corda de aço.

Ele precisa ser forte, sim.
Mas também precisa deformar, absorver energia e distribuir tensão.

Esse é o ponto que muita gente ignora quando fala sobre anabolizantes e lesão tendínea.
A explicação “o músculo ficou forte e o tendão não acompanhou” é simples demais para um problema muito mais profundo.

O tendão não falha apenas porque recebeu mais força.
Ele pode falhar porque perdeu parte da sua capacidade de lidar com essa força.

Quando o tecido f**a mais rígido, menos deformável e menos elástico, ele pode até transmitir carga com eficiência.
Mas perde margem de segurança.
Perde capacidade de amortecer.
Perde tempo antes da falha.
E em tecido biológico, rigidez excessiva nem sempre é vantagem.
Pode ser armadilha.

O colágeno tem organização, crimp, matriz extracelular e comportamento mecânico próprio.
Quando essa arquitetura muda, o tendão pode continuar parecendo “forte” no discurso, mas se comportar pior na prática.

A pessoa sente mais força.
A carga sobe.
A confiança aumenta.
Mas o tecido que deveria dissipar energia pode estar menos preparado para absorver impacto repetido.

É por isso que a discussão não pode f**ar presa ao peso da barra.
O risco mora na combinação entre carga, recuperação, química e arquitetura do tecido.

Epicondilite, tendinopatia persistente e dor recorrente podem ser apenas o alarme visível de um tendão que está perdendo capacidade de adaptação.

O tendão não rompe porque está simplesmente fraco.
Ele pode romper porque ficou menos adaptável, menos elástico e menos capaz de dissipar energia.
E isso não é detalhe.
É o ponto central.

Salve esse post para revisar depois e envie para alguém que ainda acha que rigidez é sempre sinônimo de resistência.

Dr. Jan Sprey
Médico do Esporte - RQE 59473
Ortopedia e Traumatologia - RQE 44306
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O LCP é o ligamento mais forte do joelho.E mesmo assim, muita gente erra feio na recuperação.A verdade é simples:👉 Não é...
10/07/2026

O LCP é o ligamento mais forte do joelho.
E mesmo assim, muita gente erra feio na recuperação.

A verdade é simples:
👉 Não é a lesão que costuma destruir o resultado.
👉 É a reabilitação mal conduzida.

No tratamento conservador, o quadríceps vira o protagonista.
Ele funciona como um escudo dinâmico, puxando a tíbia para frente e compensando a instabilidade posterior.

Mas existe um erro clássico que pode atrasar meses de evolução:
Fortalecer isquiotibiais cedo demais.

Nas primeiras semanas, essa contração joga a tíbia exatamente para onde o LCP lesionado não consegue controlar. Resultado? Estresse desnecessário no ligamento em cicatrização.

Reabilitação de LCP não é sobre pressa.
É sobre estratégia, critério e progressão inteligente.

Em lesões isoladas grau I e II, o tratamento conservador bem feito costuma ser altamente ef**az.
Mas disciplina não é opcional.

Se você trabalha com reabilitação ou já passou por uma lesão no joelho, me diz aqui:

Você já viu alguém sabotar a própria recuperação por ansiedade? 👇

Dr. Jan Sprey
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O tendão não é uma corda esperando arrebentar.Ele é tecido vivo. E tecido vivo precisa de manutenção.A cada treino, a ma...
09/07/2026

O tendão não é uma corda esperando arrebentar.

Ele é tecido vivo. E tecido vivo precisa de manutenção.

A cada treino, a matriz extracelular do tendão precisa se reorganizar, renovar colágeno, reparar microdanos e adaptar sua estrutura para tolerar mais carga.

Quando tudo funciona bem, o treino é aliado.
Carga progressiva melhora a organização do colágeno, estimula adaptação mecânica e aumenta a capacidade do tendão de suportar tensão.

Mas o problema começa quando o AAS entra na equação.
Porque a questão não é apenas o músculo f**ar forte mais rápido.
A questão é que o anabolizante pode distorcer a própria biologia da matriz extracelular.
Estudos mostram redução da atividade de MMP-2, uma enzima importante para o turnover do colágeno e para a remodelação da matriz.

E sem remodelação adequada, o microdano deixa de ser bem resolvido.
O tendão continua recebendo carga.
O atleta continua treinando pesado.
A performance continua subindo.

Mas por dentro, a matriz pode estar perdendo organização, qualidade e capacidade de adaptação.
Esse é o ponto que a explicação “músculo forte e tendão fraco” não alcança.
Não é só descompasso mecânico.

É alteração estrutural.
É alteração biomecânica.
É alteração transcricional.
É o tecido perdendo parte da inteligência biológica que permite suportar carga sem falhar.
Por isso, tendinopatia persistente, dor que não cede e pior tolerância ao treino não devem ser tratados como coincidência.
Às vezes, são o rastro de uma matriz extracelular sabotada.

Performance por fora. Caos por dentro.
E quando o colágeno perde a capacidade de se renovar bem, a ruptura pode ser apenas o último capítulo de uma história que começou muito antes.

Salve esse post para revisar depois e envie para alguém que ainda acha que AAS só aumentam força e volume muscular.

Dr. Jan Sprey
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O LCP é chamado de “ligamento esquecido”.E isso não é um elogio.Ele pode romper sem estalo, sem grande inchaço, sem dram...
02/07/2026

O LCP é chamado de “ligamento esquecido”.
E isso não é um elogio.

Ele pode romper sem estalo, sem grande inchaço, sem drama.
Só uma dor posterior no joelho e uma instabilidade que muita gente ignora.

O problema?

Cada passo com o LCP insuficiente empurra a tíbia para trás.
Com o tempo, a conta chega: dor anterior, sobrecarga patelar e desgaste precoce.

O diagnóstico não começa na ressonância.
Começa no exame clínico bem feito.

✔️ Sinal da gaveta posterior
✔️ Posterior Sag Sign
✔️ Quadriceps Active Test
✔️ Dial Test (quando suspeitamos de algo maior)

Tecnologia confirma.
Mas é a mão treinada que suspeita.

Se você sente que seu joelho “perdeu o prumo”, principalmente ao ajoelhar ou descer escadas, não ignore.

Diagnóstico precoce muda o prognóstico.

Salve esse conteúdo para revisar antes do próximo plantão 👇

Dr. Jan Sprey
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Treinar fortalece o tendão. Isso é fisiologia.Carga bem aplicada estimula síntese de colágeno tipo I, melhora organizaçã...
30/06/2026

Treinar fortalece o tendão. Isso é fisiologia.

Carga bem aplicada estimula síntese de colágeno tipo I, melhora organização das fibras e aumenta a capacidade do tecido de suportar stress mecânico.

O problema começa quando a performance é acelerada por um atalho hormonal.
O músculo ganha força.
A carga sobe.
O atleta treina mais pesado.

Mas o tendão pode não estar apenas “atrasado” na adaptação.
Ele pode estar respondendo de forma pior.

Um estudo experimental com o título direto e incômodo, “Anabolic androgenic steroids reverse the beneficial effect of exercise on tendon biomechanics”, mostrou exatamente esse paradoxo:
o grupo que treinou sem esteroide teve melhor resistência mecânica.

Já o grupo que combinou AAS com exercício teve pior desempenho biomecânico.
E a histologia ajuda a entender o motivo.

Não era só um tendão “menos treinado”.
Era um tendão com colágeno displásico, desorganização estrutural e alteração do epitendão.
Ou seja: o esteroide pode distorcer a resposta que o exercício deveria construir.

O treino, que normalmente fortalece, passa a atuar sobre um tecido biologicamente modif**ado.
E isso muda tudo.

Porque performance muscular não é sinônimo de integridade tendínea.
Você pode estar levantando mais carga enquanto a matriz de colágeno perde qualidade.
Pode estar se sentindo mais forte enquanto a margem de segurança estrutural diminui.
Pode estar evoluindo no espelho e regredindo no microscópio.

Esse é o ponto que a narrativa simplista não explica:
não é apenas músculo forte contra tendão fraco.

É força subindo em cima de uma arquitetura que pode estar f**ando pior.
E quando potência encontra colágeno desorganizado, a ruptura deixa de parecer surpresa.

Performance sem integridade estrutural é ilusão.
Salve esse post para revisar depois e envie para alguém que ainda acha que AAS só aceleram resultado.

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O tendão não é uma corda rígida.Ele é uma estrutura viva, organizada e biomecanicamente inteligente.Parte dessa inteligê...
19/06/2026

O tendão não é uma corda rígida.
Ele é uma estrutura viva, organizada e biomecanicamente inteligente.
Parte dessa inteligência está no crimp, aquela ondulação microscópica das fibras de colágeno que permite ao tendão absorver carga de forma progressiva.
É como uma zona de amortecimento invisível.

Antes de f**ar rígido, o tendão se deforma, dissipa energia e protege o sistema músculo-articulação.
O problema é que essa arquitetura pode ser alterada.
Estudos experimentais mostram que, quando o uso de AAS é combinado com exercício intenso, podem ocorrer mudanças no ângulo e no comprimento do crimp.
E quando você muda a microestrutura, muda também o comportamento mecânico do tecido.

O tendão pode perder parte da sua capacidade de absorver energia.
Pode f**ar mais rígido.
Pode transferir tensão de forma mais direta.

E aqui está o ponto que muita gente confunde:
mais rígido não signif**a mais resistente.
Um tecido menos viscoelástico pode falhar de forma mais abrupta.

Por fora, o atleta continua forte.
Continua treinando pesado.
Continua sentindo performance.

Mas por dentro, a zona de amortecimento pode estar f**ando menor.
A ruptura não acontece apenas porque o músculo ficou forte demais.
Ela pode acontecer porque a arquitetura do tendão deixou de tolerar carga como antes.

Força sem tecido preparado não é evolução.
É risco acumulado.

Salve esse post para revisar depois e envie para alguém que ainda acha que tendão é só uma corda que “não acompanhou” o músculo.

Dr. Jan Sprey
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O tendão não rompe do nada.E talvez o maior erro seja acreditar que tudo se resume a “músculo forte demais para um tendã...
17/06/2026

O tendão não rompe do nada.
E talvez o maior erro seja acreditar que tudo se resume a “músculo forte demais para um tendão fraco”.

Essa explicação é simples.
Mas o tendão é muito mais complexo do que isso.
Ele não é um cabo passivo. É uma estrutura biológica organizada, feita para transmitir força, dissipar energia e tolerar carga.
E essa função depende diretamente da qualidade da matriz extracelular e da organização do colágeno.

Quando essa arquitetura começa a perder ordem, o tecido pode continuar “inteiro” por fora, mas já estar menos eficiente por dentro.
Estudos experimentais com AAS mostram alterações como colágeno displásico, fibrilas rompidas e fibrilas dissociadas.
Ou seja: não estamos falando apenas de um tendão que “não acompanhou” o músculo.

Estamos falando de um tecido que pode estar sendo alterado na sua própria estrutura.
E quando AAS se combinam com exercício intenso, esse cenário pode f**ar ainda mais preocupante.

A pessoa sente mais força.
Treina mais pesado.
Aumenta a performance.
Mas performance não signif**a integridade tecidual.

Dor também não é um detector perfeito de lesão.

Muitas vezes, a ruptura é só o evento final de uma microarquitetura que já vinha falhando em silêncio.
O estalo acontece em um segundo.
Mas a história do colágeno pode ter começado meses antes.
Por isso, falar apenas em “músculo forte e tendão fraco” é enxergar metade do problema.

A discussão real é outra:
força subindo enquanto a base biológica pode estar se deteriorando.
E isso muda tudo.

Salve esse post para revisar depois e envie para alguém que ainda acha que lesão tendínea em usuário de AAS é só excesso de carga.

Dr. Jan Sprey
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