13/09/2026
Já perdi a conta de quantas vezes entrei numa sala de parto. E ainda assim, toda vez que um bebê chega, alguma coisa acontece ali dentro que eu não consigo explicar direito.
Tem o barulho. Tem o silêncio de dois ou três segundos antes do primeiro choro, que é o momento mais longo que existe. Tem a mãe procurando com os olhos. Tem o pai que não sabe se olha pra ela ou pro bebê. E tem eu, na minha função, com o coração acelerado igual ao de todo mundo, mesmo depois de tantos anos.
Ser neonatologista é estar exatamente nesse pedaço da história. Não no dia seguinte, não na primeira consulta. Nos primeiros segundos. É receber esse bebê, avaliar, garantir que ele está bem, e entregar nos braços de quem esperou por ele durante meses.
Nenhum parto é igual ao outro, e nenhum deixa de me emocionar. Eu acho que no dia em que isso deixar de acontecer, eu vou saber que está na hora de parar.
É por isso que eu escolhi acompanhar famílias desde a gestação. Porque quando o bebê nasce, eu não sou uma estranha na sala. Eu já conheço a história, já conversei com essa mãe, já sei dos medos dela. E isso muda tudo pra quem está ali deitada, vulnerável, entregando a coisa mais importante da vida dela pra alguém.
Se você está grávida e quer chegar no dia do parto com uma pediatra que já te conhece, me manda uma mensagem, te explico como funciona o acompanhamento.
Dra. Thaíla Alves Nakamura
Médica Pediatra e Neonatologista
CREMESP 206910 | RQE 110276