Dra Rosalinda Camargo

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Dra Rosalinda Camargo Doutorado em Endocrinologia pela Faculdade de medicina da USP
Médica assistente da Disciplina de Endocrinologia do Hospital das Clinicas
CRM 40458

“A ultrassonografia mostrou calcif**ação na tireoide. E agora?" Essa dúvida chega ao consultório, muitasvezes, carregada...
09/10/2026

“A ultrassonografia mostrou calcif**ação na tireoide. E agora?" Essa dúvida chega ao consultório, muitas
vezes, carregada de ansiedade. As pessoas começam a pesquisar "calcif**ação e cancer" antes mesmo da
consulta.

Então vamos ser diretos: calcif**ação no nódulo de tireoide não é diagnóstico de câncer. Tudo vai depender
do tipo de calcif**ação encontrado.

As macrocalcif**ações (maiores que 3 mm de diâmetro) geralmente são benignas. Nódulos pequenos com
calcif**ação periférica semelhante a casca de ovo também são pouco suspeitas.

Já, os nódulo que apresentam calcif**ação periférica interrompida ou a presença de vários pontos
hiperecogênicos sugestivos de microcalcif**ações são mais suspeitos.

Então quando é preciso realizar uma PAAF (punção aspirativa por agulha fina)? Vai depender do tipo de
calcif**ação e também das características ultrassonográf**as do nódulo, tamanho e localização.

Dra. Rosalinda Camargo - Doutorado em Endocrinologia pela Faculdade de Medicina da USP e médica
assistente da Unidade de Tireoide do Hospital das Clínicas.

Dr. Eduardo Tomimori – Doutor em Medicina pela Faculdade de Medicina da USP e diretor do Instituto da
Tireoide (INDATIR).

Especialistas no Diagnóstico e Tratamento de Doenças da Tireoide há mais de 30 anos

(11) 3097-9854 / 4800-9065 / 96171-5333 (WhatsApp)

Sempre vejo pacientes perguntando se precisam fazer dieta sem glúten "por causa da tireoidite de Hashimoto“, depois de t...
07/10/2026

Sempre vejo pacientes perguntando se precisam fazer dieta sem glúten "por causa da tireoidite de Hashimoto“, depois de ter lido algo na internet, ou de ter ouvido de uma amiga, ou de ter visto uma influencer dizer que "curou a tireoide cortando o trigo".
É preciso esclarecer: Quem NÃO tem doença celíaca (intolerância ao gluten) não tem nenhum prejuízo comprovado em comer glúten, encontrado em cereiais como trigo, cevada, centeio e malte.
A tireoidite de Hashimoto e a doença celíaca são duas doenças autoimunes que podem coexistir e, quando isso acontece, a dieta sem glúten faz diferença real. Mas coexistir não signif**a que uma cause a outra.
A prevalência de doença celíaca na população geral é de 1%. Já, em portadores de tireoidite de Hashimoto, essa prevalência aumenta para cerca de 3%, isto é, embora mais prevalente, a grande maioria não tem intolerância ao glúten. Os estudos não mostram benefício consistente da restrição de glúten para quem tem tireoidite de Hashimoto sem doença celíaca confirmada.
Portanto, você não precisa fazer dieta sem glúten. Comer glúten não vai piorar a sua tireoide. Investigue primeiro e evite só se houver motivo real.

Dra. Rosalinda Camargo - Doutorado em Endocrinologia pela Faculdade de Medicina da USP e médica assistente da Unidade de Tireoide do Hospital das Clínicas.
Dr. Eduardo Tomimori – Doutor em Medicina pela Faculdade de Medicina da USP e diretor do Instituto da Tireoide (INDATIR).
Especialistas no Diagnóstico e Tratamento de Doenças da Tireoide há mais de 30 anos
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O Brasil acaba de lançar uma diretriz nacional inédita sobre o uso de testosterona — e ela chegou justamente porque o us...
07/10/2026

O Brasil acaba de lançar uma diretriz nacional inédita sobre o uso de testosterona — e ela chegou justamente porque o uso sem critério explodiu nos últimos anos.
O que a diretriz estabelece como critério obrigatório:
✔️ Diagnóstico de hipogonadismo confirmado laboratorialmente
✔️ Testosterona total < 300 ng/dL em 2 coletas diferentes, em jejum, antes das 10h
✔️ Sintomas clínicos compatíveis: libido reduzida, disfunção erétil, perda de massa muscular, fadiga extrema
✔️ Exclusão de causas tratáveis: hipotireoidismo, diabetes, depressão, apneia do sono

O que NÃO é indicação:
❌ Cansaço do dia a dia
❌ "Queda de rendimento" sem exame confirmando
❌ Resultado "levemente abaixo" sem sintomas
❌ Desejo de ganho muscular ou performance atlética

Os riscos do uso sem indicação incluem: infertilidade, policitemia, risco cardiovascular elevado, atrofia testicular e dependência hormonal de longo prazo.
Se alguém prescreveu testosterona para você sem esses critérios: a diretriz existe justamente para essa conversa. Procure um endocrinologista.

Dra. Rosalinda Camargo - Doutorado em Endocrinologia pela Faculdade de Medicina da USP e médica assistente da Unidade de Tireoide do Hospital das Clínicas.
Dr. Eduardo Tomimori – Doutor em Medicina pela Faculdade de Medicina da USP e diretor do Instituto da Tireoide (INDATIR).
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Se você marcou 2 ou mais, a sua tireoide merece atenção agora. Não amanhã. Não quando aparecer sintomas "de verdade". Es...
05/10/2026

Se você marcou 2 ou mais, a sua tireoide merece atenção agora. Não amanhã. Não quando aparecer sintomas "de verdade".
Esses são os fatores de risco validados nas principais diretrizes internacionais para rastreio de disfunção tireoidiana, e a maioria das pessoas nunca foi informada sobre eles.

Doenças da tireoide podem ser diagnosticadas através de exames simples e acompanhadas e tratadas pelo endocrinologista. Isso evita a perda da qualidade de vida ou outras consequências maiores para a saúde.

Quantos fatores você marcou? Me conta nos comentários. 👇

Dra. Rosalinda Camargo - Doutorado em Endocrinologia pela Faculdade de Medicina da USP e médica assistente da Unidade de Tireoide do Hospital das Clínicas.
Dr. Eduardo Tomimori – Doutor em Medicina pela Faculdade de Medicina da USP e diretor do Instituto da Tireoide (INDATIR).
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A maioria dos nódulos de tireoide não precisa de tratamento. Quando necessário, é possível ter tratamentos que preservem...
02/10/2026

A maioria dos nódulos de tireoide não precisa de tratamento. Quando necessário, é possível ter tratamentos que preservem o funcionamento da glândula, ou seja, que mantenham a produção normal dos hormônios tireoidianos.

A conduta depende de fatores como o tipo de nódulo, tamanho, características ultrassonográf**as, resultado da punção e presença ou não de sinais suspeitos para malignidade.

🔹 Vigilância ativa: Alguns microcarcinomas papilíferos (menores que 1,0 cm), de baixo risco, podem ser acompanhados de perto, com ultrassonografias periódicas, em vez de serem operados imediatamente.
🔹 Ablação por radiofrequência (RFA): Para determinados nódulos benignos volumosos ou sintomáticos, a radiofrequência pode reduzir signif**ativamente o tamanho do nódulo, sem necessidade de cirurgia.
🔹 Tireoidectomia parcial: Quando a cirurgia é indicada, nem sempre é necessário retirar toda a glândula. Em casos selecionados, pode-se retirar apenas o lobo comprometido, preservando o restante da glândula e sua capacidade de secretar hormônios.

Tratar um nódulo não signif**a ter que realizar uma cirurgia. Antes de tomar uma decisão, converse com um especialista e entenda quais são as possibilidades para o seu caso.

Dra. Rosalinda Camargo - Doutorado em Endocrinologia pela Faculdade de Medicina da USP e médica assistente da Unidade de Tireoide do Hospital das Clínicas.
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No Dia Internacional das Pessoas Idosas, preciso falar de algo que, comumente se passa por “coisas da idade” ou até iníc...
01/10/2026

No Dia Internacional das Pessoas Idosas, preciso falar de algo que, comumente se passa por “coisas da idade” ou até início de Alzheimer: as doenças endócrinas não diagnosticadas. E, como resultado, f**am anos sem diagnóstico e tratamento.

🦋 Hipotireoidismo: No idoso, nem sempre aparece com queixas de cansaço ou ganho de peso. O que se vê: perda de memória, raciocínio mais lento, depressão de início tardio, quedas sem causa aparente, constipação crônica, arritmias cardíacas sem causa aparente.

🦋 Hipertireoidismo: Ao contrário dos jovens, o idoso f**a apático e não agitado. Emagrecimento progressivo, fraqueza, fibrilação atrial de início súbito são os sinais de alerta.

🩸 Diabetes tipo 2 no idoso: O quadro pode surgir como queda cognitiva, infecções de repetição ou neuropatia confundida com artrose.

Nunca deixe esses sintomas serem interpretados como sendo "só da idade“, é preciso investigar a presença de possíveis causas endócrinas.

Dra. Rosalinda Camargo - Doutorado em Endocrinologia pela Faculdade de Medicina da USP e médica assistente da Unidade de Tireoide do Hospital das Clínicas.
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Hoje é Dia da Secretária — e nesse consultório, essa data tem nome, rosto e história. 🥰A secretária de um consultório mé...
30/09/2026

Hoje é Dia da Secretária — e nesse consultório, essa data tem nome, rosto e história. 🥰
A secretária de um consultório médico especializado não é só quem atende o telefone. É ela quem ouve a ansiedade de quem liga após receber o resultado de uma punção, quem organiza a agenda e o atendimento de quem espera por uma consulta.
É ela quem lembra o nome, a história de cada paciente e, com sua experiência e simpatia, demonstra acolhimento e empatia desde o início do atendimento.
Por trás de cada atendimento que faz diferença, existe o cuidado, a atenção e gentileza de uma professional dedicada, antes mesmo do paciente entrar na sala.

Hoje, na data que comemoramos o Dia da Secretária, queremos expressar a nossa profunda gratidão a elas, Kath e Keli. 🤍

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O câncer de tireoide é o tipo de câncer endócrino mais comum no mundo. Dados do INCA (Instituto Nacional de Câncer) most...
29/09/2026

O câncer de tireoide é o tipo de câncer endócrino mais comum no mundo. Dados do INCA (Instituto Nacional de Câncer) mostram que aproximadamente 75–80% dos casos ocorrem no s**o feminino. O pico de incidência em mulheres está entre 30 e 50 anos.
Por que essa disparidade?
Ainda não há evidências científ**as que determinem o motivo dessa diferença.
Sabe-se que mulheres em idade reprodutiva têm um risco três vezes maior de desenvolver câncer de tireoide. Uma das hipóteses é que o estradiol possa estimular proliferação celular e expressão de oncogenes relacionados ao carcinoma papilífero de tireoide.
Além disso, a gravidez, o ciclo menstrual e a menopausa podem influenciar o crescimento de nódulos tireoidianos.
Outro fator é que mulheres também também investigam mais sua saúde e realizam mais exames de imagem, levando a um viés de detecção e diagnóstico mais precoce.

A boa notícia: o carcinoma papilífero tem taxa de cura superior a 95% com diagnóstico e tratamento adequados.

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A oftalmopatia de Graves, manifestação ocular da Doença de Graves, é uma das complicações que mais impacta a qualidade d...
29/09/2026

A oftalmopatia de Graves, manifestação ocular da Doença de Graves, é uma das complicações que mais impacta a qualidade de vida dos pacientes e que mais exige expertise multidisciplinar para ser bem manejada.

A avaliação da atividade (escore CAS) e da gravidade é o ponto de partida de toda decisão terapêutica. Doença inativa ou leve pode ser conduzida apenas com medidas locais e controle da função tireoidiana. Já a doença ativa de moderada a grave tem indicação de terapia de imunossupressão e, aqui, as opções terapêuticas evoluíram signif**ativamente nos últimos anos.

O teprotumumabe, um anticorpo monoclonal contra o receptor de IGF-1, representa uma virada no tratamento: os estudos de fase 3 mostraram redução expressiva da proptose e da diplopia (visão dupla), com respostas duradoura de mais de um ano. O medicamento ainda não está disponível no Brasil pelo SUS, mas está sendo estudado em ensaios clínicos e é uma realidade crescente na prática especializada. Além disso, o rituximabe segue como opção em casos refratários.

Se você tem Doença de Graves e queixa ocular, o acompanhamento precisa incluir uma avaliação oftalmológica especializada.

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A maioria dos cânceres de tireoide tem ótimo prognóstico e responde muito bem ao tratamento convencional.Mas alguns tumo...
25/09/2026

A maioria dos cânceres de tireoide tem ótimo prognóstico e responde muito bem ao tratamento convencional.

Mas alguns tumores podem reaparecer ou se espalhar para outras partes do corpo e apresentar metástases para linfonodos (gânglios) do pescoço, mediastino, pulmões e ossos, mesmo após o tratamento cirúrgico e radioiodoterapia.

Nessas situações, um dos maiores desafios acontece quando o câncer se torna resistente à terapia com radioiodo, isto é, quando o tumor perde a capacidade de captar o iodo ou continua crescendo, mesmo após a radioiodoterapia.

Hoje existem outras opções de tratamento local ou sistêmico que destroem ou ajudam a controlar o crescimento e a progressão de tumores refratários ao iodo. A avaliação do perfil molecular do tumor pode identif**ar alterações moleculares e indicar terapias-alvo específ**as para cada caso.

Os casos de câncer de tireoide agressivos ou resistentes ao iodo radioativo precisam de uma avaliação individualizada e, muitas vezes, de uma equipe multidisciplinar especializada. O desafio hoje é selecionar adequadamente os pacientes para terapia sistêmica.

Dra. Rosalinda Camargo - Doutorado em Endocrinologia pela Faculdade de Medicina da USP e médica assistente da Unidade de Tireoide do Hospital das Clínicas.
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