14/06/2026
Eu amo a Copa e esse ano, assim como em vários outros, era jogo do Brasil no dia do meu aniversário. Por isso, foi quase inevitável fazer uma festa para assistir ao jogo e comemorar os meus 45 anos.
Quando eu estava pensando no convite, me ocorreu que 45 é justamente quando acaba o primeiro tempo e esse não só virou o tema da minha festa (Fe's Halftime Show), mas também um motivo de reflexão.
Pensa comigo, se a vida fosse uma partida de futebol, aos 45 seria o intervalo. É quando termina o primeiro tempo do jogo, o time sai de campo, bebe uma água, recupera o fôlego e se prepara física e emocionalmente para começar o segundo tempo.
Se o time está jogando bem e marcando gols, tem que manter a estratégia para garantir o resultado. Se está jogando mal, precisa rever o que não está funcionando, fazer as substituições necessárias e se recompor para tentar reverter nos 45 minutos restantes.
A diferença é que no jogo a gente sabe que os 90 minutos são garantidos, não importa o que aconteça. Na vida, nós só temos os 45 anos que já passaram e a esperança de podermos jogar a segunda metade pelo máximo de tempo que conseguirmos.
Para mim, é exatamente isso que os 45 estão parecendo: um intervalo entre o primeiro e o segundo tempo.
Um misto de limbo em que sinto eu sou jovem demais para ser velha e velha demais para ser jovem e uma vontade imensa de fazer essa segunda metade valer cada minuto, já que o primeiro tempo foi muito bem jogado.
Apita o árbitro e começa o segundo tempo!
PS: vamos ignorar o fato de que o Brasil não colaborou para a minha festa e quase me matou de nervoso 😅
📸 Marcelo Guarnieri