29/09/2026
Um estudo observacional muito recente, publicado em 2026 e envolvendo 1.891.956 mulheres com infecção urinária recorrente, encontrou que a prescrição de estrogênio vaginal esteve associada a uma incidência significativamente menor de desfechos graves, inclusive sepse. A sepse ocorreu em 4,2%–10,4% das mulheres que receberam estrogênio vaginal, contra 8,5%–24,1% das que não receberam, dependendo da faixa etária (OR entre 0,2 e 0,5).
O mecanismo é biologicamente plausível: na pós-menopausa, o estrogênio vaginal melhora o epitélio urogenital, reduz o pH vaginal e favorece o retorno dos lactobacilos, diminuindo a colonização por enterobactérias e, consequentemente, as infecções urinárias recorrentes. Ensaios clínicos e uma meta-análise confirmam redução importante das ITUs recorrentes; na meta-análise, o risco relativo foi 0,42 (IC95% 0,30–0,59).