10/05/2024
E, frequentemente, me emociono com as mães do meu consultório, mas, esta semana, uma delas me comoveu um pouco mais, por vários motivos.
Primeiro pela sua delicadeza com o filho autista, depois, por ela ter contato que seu caçula também está com suspeita diagnóstica e ainda, talvez, por ela ter o mesmo nome da minha filha......
Mas o que me fez chorar mesmo, foi seu relato sobre como ela é pouco ouvida pela equipe terapêutica do seu filho.
Como suas observações e seus saberes sobre seu filho não são levados em conta nas conversas e nas explicações sobre a programação terapêutica.
Como ela sente falta de uma devolutiva individualizada, que aponte as potencialidades do filho e não só as faltas e dados numéricos que ele precisa atingir na próxima etapa.
E, por fim, como todas as dificuldades de dinâmica familiar são colocadas como razões para os comportamentos do seu filho, sem acolhimento e sem empatia.
Não foi a primeira vez que escuto essa queixa.
Mas, nas vésperas do Dia das Mães, acho que precisamos falar sobre isso.
Não adianta o melhor método terapêutico para a criança se essa mãe não é acolhida, se não há empatia, se não há escuta.
Toda mãe faz o impossível para ser a melhor dentro das possibilidades.
É nosso papel referendar isso e ajudá-la a continuar nesse processo de ser cada dia melhor.