Apecih Associação Paulista de Epidemiologia e Controle das Infecções Relacionadas a Assistência a Saúde

Associação Paulista de Estudos e Controle de Infecções Relacionadas a Assistência a Saúde

Hoje é 5 de agosto, Dia Nacional da Saúde. A data foi instituída pela Lei nº 5.352, de 1967, e marca o nascimento de Osw...
05/08/2026

Hoje é 5 de agosto, Dia Nacional da Saúde. A data foi instituída pela Lei nº 5.352, de 1967, e marca o nascimento de Oswaldo Cruz, em 1872.

Quando assumiu a Diretoria Geral de Saúde Pública em 1903, Oswaldo Cruz enfrentava três epidemias simultâneas na então capital federal: febre amarela, peste bubônica e varíola. O método que organizou aquelas campanhas é imediatamente reconhecível para quem trabalha com controle de infecção. Notif**ação compulsória dos casos, isolamento dos doentes, investigação e eliminação das fontes, desinfecção dos ambientes e acompanhamento contínuo dos resultados.

Mais de um século depois, é isso que a CCIH e o SCIH fazem dentro do serviço de saúde. Mudam a escala, os agentes e a tecnologia diagnóstica. A estrutura do raciocínio permanece: identif**ar o caso, entender a cadeia de transmissão, interrompê-la e medir se a intervenção funcionou.

A epidemiologia hospitalar não é uma disciplina paralela à saúde pública. É a mesma tradição aplicada a um território específico, aquele em que o suscetível está mais exposto e o hospedeiro, mais vulnerável.

Vale lembrar também o que aquelas campanhas ensinaram pelo avesso. A Revolta da Vacina, em 1904, mostrou que medida sanitária imposta sem construção com as pessoas encontra resistência. É uma lição que segue válida na adesão a protocolos: nenhuma prática se sustenta apenas por determinação normativa.

A APECIH se reconhece nessa linhagem. Desde 1987, reúne os profissionais que sustentam, na rotina assistencial, o trabalho que começou nas ruas do Rio de Janeiro no início do século XX.

Em 20 de julho, os associados da APECIH elegeram a nova diretoria (Conselhos Diretivo e Fiscal), que conduzirá as ativid...
31/07/2026

Em 20 de julho, os associados da APECIH elegeram a nova diretoria (Conselhos Diretivo e Fiscal), que conduzirá as atividades da associação no próximo mandato.

O Conselho Diretivo foi eleito por chapa completa e o Conselho Fiscal por candidaturas individuais, conforme o Estatuto e o Regimento Interno da entidade.

Ao longo da nova gestão, a APECIH segue com seu compromisso central: qualif**ar profissionais de saúde em epidemiologia e controle de infecção, produzir e difundir conhecimento técnico-científico atualizado sobre prevenção de IRAS e atuar junto a órgãos e entidades na construção de diretrizes para a área.

Nossa gratidão a todos os associados que participaram do processo eleitoral e aos profissionais eleitos, que assumem a responsabilidade de conduzir a APECIH e representar quem atua na prevenção e no controle de infecção.

Desejamos uma excelente gestão 🤝

Inverno é a estação que mais cobra atenção do controle de infecção quando o assunto é vírus respiratório. A maior frequê...
30/07/2026

Inverno é a estação que mais cobra atenção do controle de infecção quando o assunto é vírus respiratório.

A maior frequência de casos ocorre nos meses mais frios, com aumento esperado no outono e no inverno, de forma mais marcada no Sul e no Sudeste.

E cada aumento de casos na comunidade se traduz, na porta do hospital, em mais pessoas sintomáticas circulando pelo serviço.

Por isso, vírus respiratório não é só uma pauta assistencial: é uma pauta de IRAS. Quando transmitidos dentro do serviço, influenza, VSR e outros vírus respiratórios atingem justamente os pacientes mais vulneráveis, como imunossuprimidos, idosos e neonatos, além da própria equipe.

O manejo das precauções faz a diferença. Para influenza, a precaução geral em pacientes hospitalizados é de gotícula. No VSR, soma-se o componente de contato, já que o vírus também se transmite pelas secreções e por superfícies contaminadas. E o respirador N95 ou PFF2 é obrigatório em procedimentos geradores de aerossol, como intubação, aspiração e broncoscopia.

Boa parte da proteção, porém, está em medidas que a equipe controla diretamente: triagem de sintomáticos e etiqueta respiratória já na entrada, vacinação da equipe contra influenza e, um ponto que costuma ser negligenciado, o afastamento do profissional sintomático. Trabalhar doente também transmite.

Por fim, a vigilância fecha o ciclo. Casos hospitalizados de Síndrome Respiratória Aguda Grave devem ser notif**ados em até 24 horas. Testar e acompanhar aglomerados dentro do serviço permite identif**ar a transmissão cedo e agir antes que ela vire surto.

No inverno, a diferença entre um caso isolado e um surto costuma estar na consistência dessas medidas.

O Ministério da Saúde incluiu a infectologia no programa Agora Tem Especialistas, medida formalizada pela Portaria SAES/...
29/07/2026

O Ministério da Saúde incluiu a infectologia no programa Agora Tem Especialistas, medida formalizada pela Portaria SAES/MS nº 4.306. Pessoas vivendo com HIV e aids que precisam de investigação diagnóstica passam a contar com uma Oferta de Cuidados Integrados, que reúne consultas, exames e procedimentos em um mesmo fluxo assistencial.

Para quem atua com controle de infecção, o ponto central é o papel do infectologista como elo entre o cuidado ambulatorial e o hospitalar. Acesso oportuno ao especialista signif**a diagnóstico mais precoce de infecções oportunistas em pacientes imunossuprimidos e menos internações que poderiam ser evitadas.

Reconhecer a especialidade como linha de cuidado formal no SUS fortalece toda a cadeia de resposta às doenças infecciosas. O desafio seguinte está na execução por estados e municípios, onde a distribuição de infectologistas segue desigual.

Deslize para entender o que muda. 👉



Se preferir uma versão de dois parágrafos para priorizar alcance, ou trocar por para alinhar ao recorte da portaria, ajusto.

Eventos climáticos extremos não são pauta apenas ambiental. Quando o El Niño altera o regime de chuvas e o abastecimento...
28/07/2026

Eventos climáticos extremos não são pauta apenas ambiental. Quando o El Niño altera o regime de chuvas e o abastecimento f**a instável, a água que sustenta a higienização das mãos, o reprocessamento de artigos, a esterilização e a hemodiálise passa a ser um ponto crítico do cuidado.

Legionella, Pseudomonas aeruginosa e micobactérias não tuberculosas colonizam sistemas prediais e dispositivos. Em pacientes imunossuprimidos, mesmo baixa contaminação já representa risco.

Por isso a segurança da água é parte indissociável do programa de prevenção e controle de infecções: plano de segurança da água atualizado, monitoramento de cloro residual e ausência de E. coli, atenção à estagnação e aos biofilmes, e contingência capaz de sustentar os serviços críticos por 24 a 72 horas.

O clima muda. A resposta é preparo. Sua instituição já tem esse plano em dia?

Sarampo de volta ao radar da CCIH.Com o aumento da circulação internacional no pós Copa do Mundo, cresce o risco de impo...
20/07/2026

Sarampo de volta ao radar da CCIH.

Com o aumento da circulação internacional no pós Copa do Mundo, cresce o risco de importação de casos e de transmissão dentro dos serviços de saúde. Falamos de uma das doenças mais transmissíveis que existem, o que exige atenção redobrada de quem atua no controle de infecção.

No próximo Debatendo com a APECIH, discutimos a situação epidemiológica atual em São Paulo, o diagnóstico e as medidas de prevenção.

📅 22 de julho, às 19h, online e gratuito
🔗 Inscrições no link da bio

Programação completa e palestrantes no carrossel.

Reta final. Faltam apenas 3 dias para a Eleição APECIH 2026, e cada voto conta na renovação da associação.No dia 20 de j...
17/07/2026

Reta final. Faltam apenas 3 dias para a Eleição APECIH 2026, e cada voto conta na renovação da associação.

No dia 20 de julho, das 7h às 19h, os associados votam online pelo site www.apecih.org.br para escolher o novo Conselho Diretivo e o novo Conselho Fiscal. São poucos minutos que definem quem vai liderar a APECIH e representar a área de prevenção e controle de infecção nos próximos anos.

Se você é associado e está em dia com as contribuições, seu voto está garantido.

Programe-se para não deixar passar: a votação abre às 7h e vai até as 19h, no mesmo dia. Já deixe o site salvo e reserve alguns minutos da sua agenda.

Não deixe para depois. O seu voto faz parte da construção da associação.

Associado: Chegou o momento de definir quem vai conduzir a APECIH nos próximos anos.No dia 20 de julho, os associados el...
09/07/2026

Associado: Chegou o momento de definir quem vai conduzir a APECIH nos próximos anos.

No dia 20 de julho, os associados elegem as chapas do Conselho Diretivo (Presidente, Vice, Secretarias, Tesourarias e Suplentes) e os membros do Conselho Fiscal. A votação acontece das 7h às 19h, sem interrupção, exclusivamente online pelo portal apecih.org.br, com acesso por credenciais e CPF. O voto é direto, pessoal e secreto.

Estão aptos a votar os associados adimplentes com as anuidades e regularmente inscritos no quadro associativo. Não é permitido voto por procuração.

A força da nossa área está na participação de quem faz o controle de infecção acontecer todos os dias. Anote a data e vote!

📄 Verifique o código eleitoral completo na bio e no site.

O retorno do sarampo à circulação em São Paulo reacende um alerta que vai além da cobertura vacinal. Dentro dos serviços...
07/07/2026

O retorno do sarampo à circulação em São Paulo reacende um alerta que vai além da cobertura vacinal.

Dentro dos serviços de saúde, o vírus encontra condições ideais de transmissão: alta contagiosidade, aerossóis persistentes e pacientes suscetíveis reunidos no mesmo espaço.

Reconhecer a suspeita precocemente, instituir precaução por aerossóis e garantir a imunização da equipe são medidas que competem diretamente ao controle de infecção.

A porta de entrada é onde a vigilância começa!

No Julho Amarelo, as hepatites virais entram na pauta do controle de infecção por um motivo direto: hepatites B e C são ...
02/07/2026

No Julho Amarelo, as hepatites virais entram na pauta do controle de infecção por um motivo direto: hepatites B e C são de transmissão sanguínea e, quando a biossegurança falha, podem se tornar infecções relacionadas à assistência.

O vírus da hepatite B é especialmente resistente e infeccioso, o que coloca o reprocessamento de artigos, a precaução-padrão e o rigor na hemodiálise como medidas centrais de prevenção.

Somadas à vacinação da equipe e à vigilância de soroconversões, elas protegem pacientes e profissionais ao mesmo tempo.

Deslize para revisar os pontos que interessam à CCIH. 👉

Endereço

Rua Itapeva, 486 Cj 106
São Paulo, SP
01332000

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