05/08/2026
Hoje é 5 de agosto, Dia Nacional da Saúde. A data foi instituída pela Lei nº 5.352, de 1967, e marca o nascimento de Oswaldo Cruz, em 1872.
Quando assumiu a Diretoria Geral de Saúde Pública em 1903, Oswaldo Cruz enfrentava três epidemias simultâneas na então capital federal: febre amarela, peste bubônica e varíola. O método que organizou aquelas campanhas é imediatamente reconhecível para quem trabalha com controle de infecção. Notif**ação compulsória dos casos, isolamento dos doentes, investigação e eliminação das fontes, desinfecção dos ambientes e acompanhamento contínuo dos resultados.
Mais de um século depois, é isso que a CCIH e o SCIH fazem dentro do serviço de saúde. Mudam a escala, os agentes e a tecnologia diagnóstica. A estrutura do raciocínio permanece: identif**ar o caso, entender a cadeia de transmissão, interrompê-la e medir se a intervenção funcionou.
A epidemiologia hospitalar não é uma disciplina paralela à saúde pública. É a mesma tradição aplicada a um território específico, aquele em que o suscetível está mais exposto e o hospedeiro, mais vulnerável.
Vale lembrar também o que aquelas campanhas ensinaram pelo avesso. A Revolta da Vacina, em 1904, mostrou que medida sanitária imposta sem construção com as pessoas encontra resistência. É uma lição que segue válida na adesão a protocolos: nenhuma prática se sustenta apenas por determinação normativa.
A APECIH se reconhece nessa linhagem. Desde 1987, reúne os profissionais que sustentam, na rotina assistencial, o trabalho que começou nas ruas do Rio de Janeiro no início do século XX.