24/09/2026
Eu já falei aqui sobre os perigos da rotina, não como um problema, mas como o risco de viver no automático. Hoje quero olhar para o outro lado: a rotina como algo bom.
E isso surgiu depois de assistir a Dias Perfeitos (recomendo se ainda não viu).
Quando falamos em rotina, logo associamos à monotonia. A repetição dos mesmos caminhos, fazer as mesmas coisas, encontrar as mesmas pessoas. Chega a parecer que a vida que se repete é uma vida que precisa mudar.
O protagonista, Hirayama, repete muita coisa todos os dias. O trabalho, os hábitos, a rota, o almoço no parque, as músicas... E, mesmo assim, parece estar muito mais atento ao que acontece do que muita gente que passa o dia inteiro procurando alguma coisa nova.
Foi isso que me pegou no filme.
Ao vivermos apressados para o próximo compromisso, para a próxima viagem, para o próximo projeto, para a próxima mudança, acabamos não vendo o que está acontecendo no caminho.
O mesmo lugar não é o mesmo todos os dias. A mesma música também não. Nem a gente.
“Da próxima vez é da próxima vez. Agora é agora.”