15/07/2026
Menopausa não é apenas o fim dos ciclos menstruais — é também uma fase de importantes mudanças metabólicas.
Com a queda do estradiol, pode ocorrer redistribuição da gordura corporal, com maior acúmulo na região abdominal e visceral, mesmo quando o peso e o IMC não mudam de forma significativa.
A gordura visceral é metabolicamente ativa e está associada a:
🔹 maior resistência à insulina
🔹 piora do perfil lipídico
🔹 aumento da inflamação sistêmica
🔹 maior risco de diabetes tipo 2
🔹 aumento do risco cardiovascular
Essa mudança não depende apenas dos hormônios. Predisposição genética, alimentação, sedentarismo, sono, doenças associadas e alguns medicamentos também influenciam a composição corporal.
Por isso, avaliar somente o peso na balança pode ser insuficiente. Circunferência abdominal, composição corporal, pressão arterial, glicemia e perfil lipídico ajudam a identificar precocemente o risco metabólico.
A boa notícia é que atividade física, especialmente musculação associada ao exercício aeróbico, alimentação adequada, sono de qualidade e acompanhamento médico podem reduzir significativamente esses riscos.
Menopausa exige uma abordagem individualizada, com foco não apenas nos sintomas, mas também na proteção metabólica e cardiovascular.
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