Dra. Adriana Pessôa Endocrinologia

Dra. Adriana Pessôa Endocrinologia Graduada em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa em São Paulo, possui Resid?

Endocrinologista formada na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Especialista em Endocrinologia e Metabologia pela Associação Médica Brasileira e pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, da Endocrino Society e da American Diabetes Association.

Menopausa não é apenas o fim dos ciclos menstruais — é também uma fase de importantes mudanças metabólicas.Com a queda d...
15/07/2026

Menopausa não é apenas o fim dos ciclos menstruais — é também uma fase de importantes mudanças metabólicas.

Com a queda do estradiol, pode ocorrer redistribuição da gordura corporal, com maior acúmulo na região abdominal e visceral, mesmo quando o peso e o IMC não mudam de forma significativa.

A gordura visceral é metabolicamente ativa e está associada a:

🔹 maior resistência à insulina
🔹 piora do perfil lipídico
🔹 aumento da inflamação sistêmica
🔹 maior risco de diabetes tipo 2
🔹 aumento do risco cardiovascular

Essa mudança não depende apenas dos hormônios. Predisposição genética, alimentação, sedentarismo, sono, doenças associadas e alguns medicamentos também influenciam a composição corporal.

Por isso, avaliar somente o peso na balança pode ser insuficiente. Circunferência abdominal, composição corporal, pressão arterial, glicemia e perfil lipídico ajudam a identificar precocemente o risco metabólico.

A boa notícia é que atividade física, especialmente musculação associada ao exercício aeróbico, alimentação adequada, sono de qualidade e acompanhamento médico podem reduzir significativamente esses riscos.

Menopausa exige uma abordagem individualizada, com foco não apenas nos sintomas, mas também na proteção metabólica e cardiovascular.

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12/07/2026
GLP-1 e câncer de pâncreas: o que a ciência realmente mostra?Essa é uma das dúvidas mais frequentes no consultório. Desd...
12/07/2026

GLP-1 e câncer de pâncreas: o que a ciência realmente mostra?

Essa é uma das dúvidas mais frequentes no consultório. Desde as primeiras publicações, há mais de uma década, muito se discutiu sobre uma possível associação entre agonistas do GLP-1 e câncer de pâncreas.

A boa notícia é que, até o momento, os melhores estudos disponíveis — incluindo ensaios clínicos randomizados, grandes estudos observacionais e metanálises — não demonstraram aumento do risco de câncer pancreático na população geral.

E nos pacientes com cistos pancreáticos, como o IPMN?

A resposta não é igual para todos. Nos IPMNs de baixo risco, o uso de agonistas do GLP-1 pode ser considerado após avaliação individualizada, sempre com acompanhamento radiológico e decisão compartilhada entre médico e paciente.

Por outro lado, ainda faltam estudos específicos em pacientes com lesões pancreáticas de alto risco, síndromes hereditárias ou forte história familiar de câncer de pâncreas. Nesses casos, a decisão deve ser ainda mais criteriosa.

➡️ A mensagem principal é clara: não devemos negar um tratamento altamente eficaz para obesidade e diabetes com base em um risco que, até o momento, não foi confirmado pelas evidências científicas.

O mais importante é individualizar cada caso, ponderando riscos e benefícios.

📚 Conteúdo baseado nas recomendações da American Diabetes Association (ADA 2026) e na apresentação “GLP-1 Receptor Agonists and Pancreatitis and Pancreatic Lesions: What Is the Evidence and When Are They Contraindicated?”, apresentada no ENDO 2026, além de estudos observacionais e metanálises sobre o tema.

💬 Você já tinha ouvido falar dessa possível associação entre GLP-1 e câncer de pâncreas? Deixe sua dúvida nos comentários.

Diabetes Mounjaro Ozempic Wegovy SaúdeBaseadaEmEvidências MedicinaBaseadaEmEvidências CâncerDePâncreas IPMN SaúdeMetabólica Endocrinologista

GLP-1 e câncer de pâncreas: o que a ciência realmente mostra?Essa é uma das dúvidas mais frequentes no consultório. Desd...
12/07/2026

GLP-1 e câncer de pâncreas: o que a ciência realmente mostra?

Essa é uma das dúvidas mais frequentes no consultório. Desde as primeiras publicações, há mais de uma década, muito se discutiu sobre uma possível associação entre agonistas do GLP-1 e câncer de pâncreas.

A boa notícia é que, até o momento, os melhores estudos disponíveis — incluindo ensaios clínicos randomizados, grandes estudos observacionais e metanálises — não demonstraram aumento do risco de câncer pancreático na população geral.

E nos pacientes com cistos pancreáticos, como o IPMN?

A resposta não é igual para todos. Nos IPMNs de baixo risco, o uso de agonistas do GLP-1 pode ser considerado após avaliação individualizada, sempre com acompanhamento radiológico e decisão compartilhada entre médico e paciente.

Por outro lado, ainda faltam estudos específicos em pacientes com lesões pancreáticas de alto risco, síndromes hereditárias ou forte história familiar de câncer de pâncreas. Nesses casos, a decisão deve ser ainda mais criteriosa.

➡️ A mensagem principal é clara: não devemos negar um tratamento altamente eficaz para obesidade e diabetes com base em um risco que, até o momento, não foi confirmado pelas evidências científicas.

O mais importante é individualizar cada caso, ponderando riscos e benefícios.

📚 Conteúdo baseado nas recomendações da American Diabetes Association (ADA 2026) e na apresentação “GLP-1 Receptor Agonists and Pancreatitis and Pancreatic Lesions: What Is the Evidence and When Are They Contraindicated?”, apresentada no ENDO 2026, além de estudos observacionais e metanálises sobre o tema.

💬 Você já tinha ouvido falar dessa possível associação entre GLP-1 e câncer de pâncreas? Deixe sua dúvida nos comentários.

Diabetes Mounjaro Ozempic Wegovy SaúdeBaseadaEmEvidências MedicinaBaseadaEmEvidências CâncerDePâncreas IPMN SaúdeMetabólica Endocrinologista

Lipedema não é falta de disciplina. É uma doença do tecido adiposo.Muitas mulheres passam anos ouvindo que precisam apen...
26/06/2026

Lipedema não é falta de disciplina. É uma doença do tecido adiposo.

Muitas mulheres passam anos ouvindo que precisam apenas “comer menos e fazer mais exercício”. Mas, quando existe lipedema, a história é diferente.

O lipedema é uma doença crônica que acomete principalmente mulheres e provoca acúmulo desproporcional de gordura, especialmente nas pernas e, em alguns casos, também nos braços. É comum haver:
✔️ Dor e sensibilidade ao toque
✔️ Hematomas frequentes
✔️ Sensação de peso nas pernas
✔️ Dificuldade para perder gordura nessas regiões, mesmo com emagrecimento

O diagnóstico é essencialmente clínico e deve ser realizado por um profissional experiente, já que ainda não existe um exame laboratorial específico.

O tratamento é individualizado e pode incluir:
• Terapia compressiva
• Terapia descongestiva complexa
• Exercícios físicos regulares
• Estratégias nutricionais para controle do peso e da inflamação
• Medicamentos para obesidade quando indicados
• Lipoaspiração especializada em casos selecionados

É importante lembrar que os agonistas do GLP-1 podem auxiliar na perda de peso, reduzir a sobrecarga mecânica e melhorar a mobilidade, mas não removem especificamente a gordura do lipedema.

Quanto mais precoce o diagnóstico, maiores as chances de controlar os sintomas, preservar a qualidade de vida e evitar a progressão da doença.

💜 Informação baseada em evidências é a melhor ferramenta para combater o atraso no diagnóstico e oferecer um tratamento adequado.

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📉 Qual é a melhor dieta para manter a perda de peso após 1 ano?Emagrecer é um desafio. Manter o peso perdido costuma ser...
13/06/2026

📉 Qual é a melhor dieta para manter a perda de peso após 1 ano?

Emagrecer é um desafio. Manter o peso perdido costuma ser ainda mais difícil.

Uma revisão sistemática mostrou que diferentes estratégias alimentares continuam promovendo perda de peso após 12 meses, mas os resultados tendem a ser mais modestos do que nos primeiros meses:

✅ Dieta Mediterrânea: -3,3 kg
✅ Low Carb: -2,5 kg
✅ Baixa Gordura: -1,9 kg
✅ Baixo Índice Glicêmico: -1,4 kg
✅ Rica em Proteínas: -1,3 kg
✅ Plant-Based: -1,1 kg

🔎 O que podemos aprender com isso?

✔️ Nenhuma dieta é perfeita para todos.
✔️ A maior parte das estratégias perde parte do efeito inicial ao longo do tempo.
✔️ O principal fator para o sucesso é a adesão sustentada.
✔️ A melhor dieta não é a que promove a maior perda de peso no curto prazo, mas aquela que você consegue manter por anos.

💡 Em vez de buscar a “dieta ideal”, vale mais a pena encontrar um padrão alimentar compatível com sua rotina, preferências e objetivos de saúde.

A sustentabilidade do plano alimentar continua sendo um dos pilares mais importantes para o controle do peso a longo prazo.

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📚 Referência:
Bonekamp NE, de Vries JH, Feskens EJM, et al. Long-term effects of dietary interventions on weight loss maintenance in adults: systematic review and meta-analysis. Diabetes Research and Clinical Practice. 2023.

Você não envelhece aos poucos… e a ciência está descobrindo o porquê!Um estudo publicado na Nature Aging mostrou que mui...
13/06/2026

Você não envelhece aos poucos… e a ciência está descobrindo o porquê!

Um estudo publicado na Nature Aging mostrou que muitas das mudanças biológicas do envelhecimento não acontecem de forma linear. Em vez disso, nosso organismo parece passar por grandes “transições” em momentos específicos da vida, especialmente por volta dos 44 e 60 anos.

🔹 Aos 44 anos, ocorrem alterações importantes no metabolismo das gorduras, no processamento do álcool, na composição corporal e na saúde cardiovascular.

🔹 Aos 60 anos, destacam-se mudanças no sistema imunológico, no metabolismo da glicose, na função renal e no aumento da inflamação crônica de baixo grau, fenômeno conhecido como “inflammaging”.

📌 Essas transformações ajudam a explicar por que muitas pessoas percebem maior facilidade para ganhar peso, recuperação mais lenta após doenças ou exercícios e aumento do risco de doenças metabólicas com o avançar da idade.

✨ A boa notícia? Embora o envelhecimento seja inevitável, a forma como envelhecemos pode ser influenciada por escolhas diárias.

✔️ Exercício físico regular
✔️ Alimentação rica em proteínas e fibras
✔️ Sono de qualidade
✔️ Controle dos fatores cardiometabólicos
✔️ Vacinação adequada

A longevidade saudável não depende apenas dos anos que vivemos, mas da qualidade biológica desses anos.

📚 Referência:
Shen X, Wang C, Zhou X, et al. Nonlinear Dynamics of Multi-Omics Profiles During Human Aging. Nature Aging. 2024. DOI: 10.1038/s43587-024-00692-2.

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✨ A ciência é clara: a qualidade dos nossos relacionamentos influencia diretamente a nossa saúde.O famoso Harvard Study ...
03/06/2026

✨ A ciência é clara: a qualidade dos nossos relacionamentos influencia diretamente a nossa saúde.

O famoso Harvard Study of Adult Development, um dos estudos mais longos já realizados sobre desenvolvimento humano, acompanha participantes há mais de 85 anos e revelou uma conclusão surpreendentemente simples: boas relações humanas são um dos mais importantes preditores de saúde, felicidade e longevidade.

Pessoas que cultivam vínculos afetivos saudáveis apresentam:
❤️ Menor risco cardiovascular
🧠 Melhor função cerebral durante o envelhecimento
😌 Menos estresse crônico
🌱 Menor risco de depressão
⏳ Maior expectativa de vida

Por outro lado, a solidão crônica está associada a piores desfechos físicos e mentais.

Em um mundo cada vez mais conectado digitalmente, vale lembrar: investir em amizades, família, relacionamentos e conexões significativas também é uma forma poderosa de cuidar da saúde.

📚 Fonte: Harvard Study of Adult Development – Harvard University

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✨ O envelhecimento traz mudanças naturais na nossa composição corporal: menos osso, menos músculo e mais gordura.Mas a b...
04/09/2025

✨ O envelhecimento traz mudanças naturais na nossa composição corporal: menos osso, menos músculo e mais gordura.
Mas a boa notícia é que hábitos saudáveis podem modificar esse processo 💪🥦🏃‍♀️.
Priorize proteínas de qualidade, exercícios de força, sono adequado e cuide da sua saúde em todas as fases da vida.

🔹 Envelhecer é inevitável.
🔹 Envelhecer com qualidade é uma escolha diária.

🔬 Perda de peso vai muito além da redução de gordura!Um estudo publicado na Nature (2025) mostrou que emagrecer remodela...
04/09/2025

🔬 Perda de peso vai muito além da redução de gordura!
Um estudo publicado na Nature (2025) mostrou que emagrecer remodela seletivamente o tecido adiposo.

✨ Principais achados:
• Redução da senescência celular e do estresse estrutural
• Ativação de vias metabólicas benéficas, como a reciclagem de lipídios
• Porém, parte das alterações imunológicas e inflamatórias persistem, mesmo após o emagrecimento

Isso significa que o tecido adiposo “lembra” a obesidade, o que pode impactar a saúde metabólica a longo prazo.

📌 Fonte: Selective remodelling of the adipose niche in obesity and weight loss – Nature, Vol 644, 21 August 2025

Endereço

Rua Doutor Melo Alves, 89/cj. 422/Cerqueira César
São Paulo, SP
01417-002

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