15/09/2026
É verdade que evoluímos em muitas coisas quando o assunto é criação de filhos. Aprendemos que não se educa pela violência, que crianças são pessoas e têm seu espaço no mundo, que podemos ensinar a nomear emoções, entre tantas outras conquistas.
Mas em contrapartida, parece que junto com os ganhos, vieram também mais cobranças. Uma maternidade mais performática, mais observada, mais preocupada em fazer tudo certo. E talvez tenhamos deixado a espontaneidade dos anos 80 por lá.
Não que as mães daquela época fossem mais presentes, melhores ou que tudo funcionasse melhor. Longe disso. Mas talvez existisse um pouco mais de espaço para ser mãe sem transformar cada escolha em uma avaliação sobre a própria capacidade de maternar.
Nem toda brincadeira precisava ter um objetivo. Nem todo momento precisava ser uma memória inesquecível. Nem toda emoção precisava ser perfeitamente acolhida. E talvez as mães também pudessem ser mais de si mesmas, com suas contradições, seus limites e seus dias bons e ruins.
Não precisamos voltar a educar como antes. Mas podemos quem sabe, recuperar alguma liberdade de simplesmente viver a maternidade.
Porque nossos filhos precisam de respeito, escuta e presença. Mas também precisam de mães que possam existir para além do ideal de mãe que as redes sociais nos apresentam.
O que você acha que evoluímos na maternidade e o que talvez tenhamos perdido pelo caminho?
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