Danilo Fascina Psicanalista

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“A sombra do objeto caiu sobre o eu.”Em Luto e melancolia (1917), Freud investiga o que acontece com o eu diante de uma ...
11/10/2026

“A sombra do objeto caiu sobre o eu.”

Em Luto e melancolia (1917), Freud investiga o que acontece com o eu diante de uma perda e como, na melancolia, a relação com o objeto perdido pode se expressar na própria relação do sujeito consigo mesmo.

Mas há uma questão que também merece nossa atenção: o que acontece quando, além de sofrer, passamos a nos cobrar por não estarmos bem?

Vivemos sob a exigência de reagir, superar e seguir em frente. Como se a tristeza fosse um sinal de fraqueza. Como se não conseguir sair de um lugar de sofrimento fosse, por si só, um fracasso.

E, quando não conseguimos recuperar o controle, podemos transformar a dor em mais uma razão para nos cobrarmos.

Será que precisamos estar bem o tempo todo para continuar reconhecendo nosso próprio valor?

Talvez a questão não seja apenas como sair do sofrimento, mas também o que torna tão difícil reconhecer que, em determinados momentos, não conseguimos simplesmente deixá-lo para trás.

Danilo Fascina - psicanalista

Você não precisa dar conta de tudo para reconhecer o seu próprio valor.Mas, se você aprendeu a associar valor à capacida...
10/10/2026

Você não precisa dar conta de tudo para reconhecer o seu próprio valor.

Mas, se você aprendeu a associar valor à capacidade de resolver, conquistar e corresponder às expectativas, não conseguir pode se tornar algo muito maior do que uma dificuldade.

Pode colocar em dúvida quem você é.

É assim que, muitas vezes, deixamos de reconhecer nossos limites como parte da experiência humana e passamos a tratá-los como provas de insuficiência.

Talvez a questão não seja conseguir sempre.

Mas poder falhar, não saber ou não dar conta de algo sem transformar isso em uma sentença sobre si mesmo.

E você? Consegue reconhecer seus limites sem colocar em dúvida o seu próprio valor?

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Danilo Fascina — Psicanalista

Primeiras entrevistas — link na bio.

08/10/2026

Nem sempre o medo de falhar aparece como medo.

Às vezes, ele aparece como desistência, adiamento ou como a necessidade de estar sempre no controle.

O que você tem deixado de tentar para não correr o risco de descobrir que não consegue?

Se essa pergunta te atravessou, me chama no direct.

Danilo Fascina – Psicanalista

Primeiras entrevistas · link na bio

À primeira vista, essa frase pode parecer contraditória.Como alguém pode se realizar justamente enquanto falta?Talvez po...
04/10/2026

À primeira vista, essa frase pode parecer contraditória.

Como alguém pode se realizar justamente enquanto falta?

Talvez porque tenhamos aprendido a imaginar a realização como o momento em que finalmente deixamos de sentir falta de alguma coisa: quando conseguimos, conquistamos, damos conta, somos reconhecidos.

Mas, para a psicanálise, a falta não é simplesmente aquilo que nos impede de ser completos. Ela faz parte da própria constituição do sujeito.

Reconhecer a falta é também reconhecer que não podemos tudo.

Há momentos em que somos potentes. Há outros em que nos deparamos com nossos limites, com aquilo que não conseguimos realizar, controlar ou garantir.

E talvez o sofrimento não esteja apenas naquilo que não conseguimos fazer, mas no que essa impossibilidade passa a representar sobre nós mesmos.

Se eu não consigo, o que isso diz sobre quem eu sou?

É justamente aí que a questão da castração pode aparecer: não como uma condenação à impotência, mas como a possibilidade de suportar que somos sujeitos marcados pela falta.

Porque falhar em um momento não nos transforma em fracasso.

A potência pode retornar.

E talvez seja possível viver entre essas duas experiências sem precisar fazer de uma delas a definição de quem somos.

30/09/2026

Por que, mesmo querendo mudar, continuamos repetindo determinadas situações?

Nem sempre nossas escolhas são inteiramente compreendidas pela consciência. Há desejos, conflitos e experiências inconscientes que também participam da maneira como nos relacionamos, fazemos escolhas e construímos nossa história.

Freud nos mostrou que não temos domínio absoluto sobre aquilo que nos move.

Na psicanálise, a repetição não é apenas algo a ser interrompido, mas também algo a ser escutado e investigado.

O que a sua repetição pode estar dizendo sobre você?

A análise é um espaço para essa investigação.

Primeiras entrevistas abertas. Link na bio.

“Não somos donos de nossa própria morada.”Essa frase, frequentemente associada ao pensamento de Freud, remete a uma das ...
27/09/2026

“Não somos donos de nossa própria morada.”

Essa frase, frequentemente associada ao pensamento de Freud, remete a uma das ideias fundamentais da psicanálise: o sujeito não tem domínio absoluto sobre a própria vida psíquica.

Em 1917, no texto Uma dificuldade no caminho da psicanálise, Freud afirma que o ego não é “senhor em sua própria casa”. Para ele, os processos inconscientes participam daquilo que pensamos, desejamos e fazemos, sem que tenhamos deles um conhecimento completo.

Essa ideia representava, para Freud, um terceiro grande golpe no narcisismo humano.

Primeiro, Copérnico retirou a Terra do centro do universo.

Depois, Darwin questionou a ideia de que o ser humano ocuparia uma posição separada do restante da natureza.

E Freud introduziu uma terceira ruptura: nem mesmo dentro de nós somos inteiramente soberanos. (Freud Museum London)

É nesse ponto que o inconsciente ganha sua força na psicanálise.

Porque podemos saber o que queremos e, ainda assim, fazer outra coisa.

Podemos decidir não repetir e repetir.

Podemos encontrar razões muito conscientes para nossas escolhas e, mesmo assim, permanecer diante de algo que não conseguimos explicar completamente.

Talvez por isso uma das perguntas que a psicanálise sustenta seja:

O que, em nós, fala quando não estamos dizendo aquilo que pensamos dizer?

Na próxima semana, vamos continuar essa investigação.

24/09/2026

Nem tudo aquilo que você conquista nasce apenas do seu desejo.

Às vezes, sem perceber, você pode estar tentando sustentar um lugar, reparar uma história ou devolver ao outro aquilo que sente que ele perdeu.

E quando a sua vida começa a carregar essa tarefa, uma pergunta se torna necessária:

O que, nas suas escolhas, é realmente seu?

Talvez se escutar também seja descobrir onde termina aquilo que você aprendeu a carregar — e onde começa o seu próprio desejo.

Se isso te atravessou, me chama no direct.

17/09/2026

Ser forte pode deixar de ser uma escolha e se tornar uma exigência.

E, quando a fragilidade aparece, talvez não seja apenas o que você sente que incomode. Mas o que ela parece dizer sobre você.

O que um erro, uma dificuldade ou a necessidade de ajuda passam a significar quando você aprendeu que precisava dar conta de tudo?

A psicanálise pode abrir espaço para escutar essas exigências e o que elas procuram sustentar.

Se esse tema te atravessou, me chama no direct.

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