11/09/2026
Estar no European Grief Conference, no Porto, tem me feito pensar muito mais sobre perguntas do que sobre respostas.
Como transformar todo esse conhecimento em cuidado que realmente chegue às pessoas enlutadas no Brasil?
Essa é uma pergunta que me acompanha.
Somos um país de dimensões continentais, com tantas culturas, histórias, crenças e formas diferentes de viver o luto.
Por isso, não existe uma única maneira de cuidar.
Precisamos escutar as comunidades, compreender suas especificidades, trabalhar em rede e construir caminhos que façam sentido para diferentes realidades.
Estar aqui, aprendendo com profissionais e pesquisadores de diferentes partes do mundo, amplia meu olhar e, ao mesmo tempo, me faz valorizar ainda mais o que temos construído no Brasil.
Volto com novos conhecimentos, muitas reflexões e, principalmente, novas perguntas.
Porque aprender também é isso: perceber que quanto mais conhecemos, mais compreendemos a complexidade do que ainda precisamos construir.
Que possamos transformar conhecimento em cuidado.
Que ele atravesse universidades, serviços, comunidades e políticas públicas.
E que chegue, principalmente, a quem vive uma perda e precisa ser cuidado.
Obrigada a cada profissional que, no Brasil e no mundo, faz parte dessa rede de cuidado.
Seguimos aprendendo.
Seguimos compartilhando.
Seguimos cuidando.
PsicologiaDoLuto