Bruna Tonietti Trevisan - Psicóloga

Bruna Tonietti Trevisan - Psicóloga CRP 06/94301
Neuropsicologia infantil e Psicoterapia Cognitivo-Comportamental
Mestre e Doutora em Distúrbios do Desenvolvimento pela UPM

Quando falamos em disciplina, muita gente pensa em consequência.Mas, em TDAH, o ponto central não é consequência, é prev...
10/04/2026

Quando falamos em disciplina, muita gente pensa em consequência.

Mas, em TDAH, o ponto central não é consequência, é previsibilidade.

Um cérebro com dificuldade de planejamento, organização temporal e inibição comportamental depende muito mais de estrutura externa do que de aumento de regra.

Sem antecipação clara, a criança reage.
Com organização consistente, ela consegue se preparar.

Isso muda completamente a dinâmica familiar.

Antes de perguntar “qual punição aplicar?”, vale perguntar:
esse ambiente está suficientemente organizado para que essa criança consiga corresponder?

Disciplina em TDAH começa na estrutura.
Não na intensidade da consequência.

Na avaliação do TDAH, o erro raramente está na falta de conhecimento técnico.Ele aparece quando o raciocínio clínico com...
07/04/2026

Na avaliação do TDAH, o erro raramente está na falta de conhecimento técnico.

Ele aparece quando o raciocínio clínico começa a buscar confirmação, em vez de compreensão.

O comportamento chama atenção, mas não explica sozinho o caso.

E quando a leitura se apoia apenas no que é visível, o risco é organizar a condução em cima de uma interpretação incompleta.

No TDAH, a inconsistência, o contexto e a função do comportamento são tão relevantes quanto o sintoma em si.

Sem isso, a avaliação pode até parecer coerente, mas não necessariamente sustentada.

06/04/2026

Em época de provas, muitos pais olham apenas para a nota.
Mas esse processo também pode ensinar organização, planejamento, persistência, manejo da ansiedade, responsabilidade, automonitoramento e leitura dos próprios erros.
Quando o adulto ajusta a expectativa e acompanha com direção, a semana de provas deixa de ser só pressão e passa a ser também formação.

Por aí, qual é o aprendizado mais difícil no período de provas?

06/04/2026

Se sua hipótese começa no sintoma, você já começou limitado.
O que sustenta a hipótese é a leitura do funcionamento, não a queixa isolada.

Antes de pensar em TDAH, pense no contexto, nas contingências e no que mantém o comportamento.
Como você organiza esse raciocínio na sua prática?

Quando um caso não anda, é fácil achar que o problema está no paciente.Mas muitas vezes, o que está rígido não é ele… é ...
04/04/2026

Quando um caso não anda, é fácil achar que o problema está no paciente.

Mas muitas vezes, o que está rígido não é ele… é a hipótese.

A clínica madura sabe: é hora de revisar, ampliar a lente e investigar além do óbvio.
Não andar nem sempre é resistência. Pode ser limitação de enquadre.

Reflita: suas hipóteses estão sendo testadas ou apenas sustentadas?.

03/04/2026

Se você reduz o TDAH à desatenção, sua intervenção f**a superficial.
Quando entende como dificuldade de autogoverno, a condução clínica muda completamente.

Não é sobre mais técnica. É sobre ler melhor o funcionamento.
Isso já fez sentido pra você na prática?

Várias condições médicas e psiquiátricas também apresentam sintomas que são centrais no TDAH primário.É crucial identif*...
31/03/2026

Várias condições médicas e psiquiátricas também apresentam sintomas que são centrais no TDAH primário.

É crucial identif**ar e excluir certas condições médicas que podem “imitar” o TDAH durante o processo de diagnóstico. Essas condições incluem epilepsia, particularmente epilepsia de ausência e epilepsia rolândica, distúrbios da tireoide, distúrbios do sono, interações medicamentosas, anemia e leucodistrofia. Além disso, é importante descartar certas condições psiquiátricas e do neurodesenvolvimento, como transtornos de aprendizagem, transtornos de ansiedade e transtornos afetivos.

Além disso, é necessário excluir ambientes domésticos adversos como um fator preponderante para a apresentação de comportamentos semelhantes ao Tdah (Drechsler et Al, 2020). A condução desse raciocínio é essencial não só para o processo diagnóstico mas também para a escolha adequada das intervenções em cada caso.

Por isso, o raciocínio em relação ao diagnóstico diferencial será um dos focos principais nos encontros da nossa mentoria “Dominando o TDAH na prática clínica”. Se você deseja participar do processo seletivo, me escreva!

Drechsler, R., Brem, S., Brandeis, D., Grünblatt, E., Berger, G., & Walitza, S. (2020). ADHD: Current concepts and treatments in children and adolescents. Neuropediatrics, 51(05), 315-335.

30/03/2026

Não é sobre preguiça. É sobre falha na habilidade de iniciar, sustentar e concluir!

Você sabe muito. Tem técnica, tem prática, tem escuta.Mas quando falta estrutura, tudo isso vira um emaranhado.E é aí qu...
28/03/2026

Você sabe muito. Tem técnica, tem prática, tem escuta.
Mas quando falta estrutura, tudo isso vira um emaranhado.
E é aí que a dúvida cresce, não por ignorância, mas por desorganização interna.

A segurança vem quando cada peça faz sentido no processo.
Quando o caso deixa de ser um monte de dados soltos e vira uma linha de raciocínio clínica, coerente e fluida.

PSI, se isso te aliviou, salva esse post e manda pra aquela colega que precisa ouvir também.
Estamos juntas nesse processo.

25/03/2026

Não é falta de vontade, é dificuldade de iniciar diante de uma tarefa que o cérebro lê como “grande demais”.
Quando você quebra em pequenas ações, você devolve movimento.

👉 Comente GUIA para aprender a conduzir isso na prática clínica

Protocolos são importantes. Eles organizam evidência, estruturam intervenção e reduzem erro técnico.O problema começa qu...
24/03/2026

Protocolos são importantes. Eles organizam evidência, estruturam intervenção e reduzem erro técnico.

O problema começa quando eles substituem a formulação.

Clínica não é aplicação automática de método.
É decisão contextualizada.

Dois pacientes com o mesmo diagnóstico podem exigir conduções completamente diferentes.
Se o raciocínio não entra, o protocolo vira atalho.

E atalho pode funcionar em casos simples.
Mas em casos complexos, ele revela a ausência de análise.

Método é suporte.
Mas responsabilidade clínica não é transferível.

Em casos de TDAH, o erro mais comum não é técnico. É estrutural.Quando a condução não parte de uma formulação funcional ...
19/03/2026

Em casos de TDAH, o erro mais comum não é técnico. É estrutural.

Quando a condução não parte de uma formulação funcional clara, a intervenção vira tentativa sucessiva de ajuste. E TDAH não responde bem a improviso.

Estamos falando de um transtorno do neurodesenvolvimento que impacta funções executivas, autorregulação e previsibilidade comportamental. Isso exige organização externa consistente, leitura sistêmica e definição de prioridade clínica.

Sem hierarquia, o paciente se sobrecarrega.
Sem critério de progresso, a melhora vira impressão.
Sem estrutura ambiental, a autorregulação não se sustenta.

TDAH não melhora porque o tempo passou.
Melhora quando a condução é pensada.

Clínica estruturada não complica o caso.
Ela impede que ele oscile.

Endereço

Rua Antônio Felício, 85
São Paulo, SP
04530-060

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