Dr. Alexander Kopelman - Endometriose e reprodução humana

Dr. Alexander Kopelman - Endometriose e reprodução humana Dr. Alexander Kopelman
Especialista em endometriose e reprodução humana

Médico Ginecologista — endometriose profunda infiltrativa, reprodução humana e cirurgia robótica da Vinci Xi em São Paulo. 🩺 Desde 2005 · Albert Einstein · Sírio-Libanês 🎓 Doutor UNIFESP/EPM · Dupla certificação AMB/FEBRASGO 🔗 CRM-SP 103.944

14/09/2026

Um dos estudos mais aguardados dos últimos anos sobre endometriose e infertilidade acaba de ser publicado.

O estudo EFFORT foi o primeiro ensaio clínico randomizado a comparar diretamente duas estratégias para mulheres com endometriose profunda intestinal que desejavam engravidar:

➡️ começar pela cirurgia
➡️ começar pela reprodução assistida

No grupo da cirurgia, 39% das mulheres tiveram um bebê. No grupo que começou pela reprodução assistida, esse número foi de 65%.

A diferença não alcançou significância estatística, principalmente porque o estudo conseguiu incluir apenas 38 das 352 mulheres inicialmente planejadas. Portanto, ainda não é possível afirmar que uma estratégia seja definitivamente superior à outra.

Mesmo assim, os resultados deixam um sinal importante: a presença de endometriose profunda intestinal, isoladamente, não signif**a que toda mulher precise operar antes da FIV.

A decisão deve considerar idade, reserva ovariana, intensidade da dor, anatomia da doença, riscos cirúrgicos e o objetivo de cada paciente.

Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo. Cada paciente apresenta uma resposta fisiológica única. Antes de iniciar qualquer tratamento, consulte sempre um médico especialista.

Dr. Alexander Kopelman
CRM/SP 103.944 – RQE 9450321 e 945032

09/09/2026

Endometriose: o tratamento não depende apenas do tamanho ou da quantidade de lesões.

Na prática, existem dois fatores fundamentais que ajudam a definir a melhor estratégia: os sintomas da paciente e a anatomia da doença.

Quando o principal problema é dor intensa, que persiste apesar de um tratamento clínico adequado, a cirurgia pode passar a ser uma opção importante.

Quando o principal sintoma é a infertilidade, a decisão é diferente. É preciso avaliar outros fatores — como idade, reserva ovariana, condições das trompas, espermograma e características da própria endometriose — para decidir entre cirurgia ou fertilização in vitro (FIV).

O segundo ponto é a anatomia da doença. Algumas lesões podem comprometer estruturas importantes mesmo quando os sintomas não são tão intensos. Um exemplo é a endometriose próxima ou envolvendo o ureter, especialmente quando existe risco de obstrução e comprometimento do rim. Nessa situação, a cirurgia pode ser necessária.

No vídeo, mostro também o exemplo de uma paciente com adenomiose, além da endometriose. Como ela apresentava indicação cirúrgica e já não tinha desejo reprodutivo, optamos pela retirada do útero durante o procedimento.

Ou seja: não existe uma única resposta para todas as mulheres com endometriose. A decisão deve considerar o que a paciente sente, seus objetivos e, principalmente, onde e como a doença está comprometendo a anatomia.

Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo. Cada paciente apresenta uma resposta fisiológica única. Antes de iniciar qualquer tratamento, consulte sempre um médico especialista.
Dr. Alexander Kopelman
CRM/SP 103.944 – RQE 9450321 e 945032

20/08/2026

Por que o bloqueio hormonal não ajuda a engravidar naturalmente na adenomiose?

O bloqueio hormonal pode reduzir temporariamente a atividade da adenomiose e o processo inflamatório associado à doença. O problema é que, durante esse período, também ocorre supressão da ovulação — ou seja, não é possível tentar uma gravidez natural naquele momento.

E o que acontece quando o bloqueio é interrompido para que a mulher volte a ovular?

Com a retomada da atividade hormonal, a adenomiose pode voltar a f**ar ativa e o processo inflamatório pode reaparecer. Por isso, simplesmente realizar o bloqueio e depois suspendê-lo não signif**a que haverá um benefício mantido para quem deseja tentar engravidar naturalmente.

Na fertilização in vitro, a lógica pode ser diferente.

Em situações selecionadas, podemos realizar o bloqueio hormonal e, logo em seguida, preparar o endométrio e transferir um embrião em um período em que ainda buscamos aproveitar os efeitos do tratamento sobre o ambiente uterino.

Ou seja:

Gravidez natural: é necessário interromper o bloqueio e recuperar a função ovariana para tentar engravidar.

FIV: é possível programar a transferência embrionária dentro de uma estratégia terapêutica controlada, sem precisar esperar uma tentativa de concepção espontânea.

É por isso que o papel do bloqueio hormonal na adenomiose precisa ser entendido dentro do contexto e do objetivo reprodutivo de cada paciente.



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19/08/2026

Endometriose intestinal impede a gravidez?

Uma informação importante — e que pode surpreender muitas mulheres — é que a endometriose intestinal não impede a gravidez em quase 50% dos casos.

Quando a gestação não acontece espontaneamente, um dos fatores que podem estar envolvidos é o comprometimento da janela de implantação, período em que o endométrio está mais receptivo para que o embrião consiga se implantar.

Nessas situações, podemos considerar dois caminhos principais: fertilização in vitro (FIV) ou tratamento cirúrgico da endometriose.

Mas qual escolher?

A decisão deve ser individualizada. Características do casal, como idade da mulher, reserva ovariana, espermograma, além da localização, extensão e anatomia da endometriose, são fundamentais para avaliar qual estratégia pode oferecer a melhor perspectiva para aquele casal.

Por isso, ter endometriose intestinal não signif**a abrir mão do sonho da gravidez. Signif**a entender o seu caso e escolher, junto ao especialista, o caminho mais adequado.



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11/08/2026

O Endometriosis Fertility Index (EFI) é uma ferramenta utilizada para auxiliar na avaliação do potencial reprodutivo de mulheres com endometriose após o tratamento cirúrgico.

Ele considera diferentes fatores, como idade, histórico reprodutivo, características da endometriose e, especialmente, as condições anatômicas encontradas durante a cirurgia.

Mas atenção: o EFI não determina sozinho se uma mulher vai ou não engravidar. Ele funciona como mais uma informação dentro de uma avaliação individualizada e pode ajudar na discussão sobre os próximos passos — como tentativa de gestação espontânea ou indicação de técnicas de reprodução assistida.

Neste vídeo, explico o que é o Endometriosis Fertility Index, como ele é calculado e por que pode influenciar algumas decisões relacionadas à fertilidade.

Salve este conteúdo e compartilhe com quem pode se beneficiar dessa informação.

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06/08/2026

F**a um buraco no lugar do útero após a histerectomia?

Essa é uma dúvida muito frequente entre as mulheres que vão realizar uma histerectomia. A resposta é simples: não.

Quando o útero é retirado, não f**a um espaço vazio dentro da pelve. O organismo se reorganiza imediatamente, e as alças intestinais passam a ocupar naturalmente o espaço que antes era preenchido pelo útero.

Nos casos em que o útero estava muito aumentado de tamanho, é comum que a paciente perceba uma redução do volume abdominal após a cirurgia. Ou seja, em vez de surgir um “buraco”, muitas mulheres notam até uma melhora no contorno da região inferior do abdômen.

Já nas cirurgias realizadas pela técnica aberta (com corte na parte inferior do abdômen), algumas pacientes podem apresentar uma pequena retração na cicatriz durante a cicatrização. Quando isso acontece, trata-se de uma alteração da parede abdominal, e não do espaço onde o útero estava. Não signif**a que ficou um vazio interno.

Neste vídeo, explico por que isso acontece e esclareço um dos mitos mais comuns sobre a histerectomia.

💬 Você já tinha ouvido essa dúvida? Conte nos comentários.

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05/08/2026

Um erro muito comum é achar que a endometriose só cresce quando os sintomas pioram. Isso não é verdade.

A doença pode evoluir de forma silenciosa. Em algumas mulheres, as lesões aumentam, mas os sintomas permanecem praticamente os mesmos.

Por outro lado, quando há uma mudança importante nos sintomas, como aumento da dor, dor em novos locais, piora da dor durante as relações, para evacuar ou urinar no período menstrual, isso pode, sim, sugerir uma progressão da doença e merece investigação.

Mas atenção: piora dos sintomas não signif**a obrigatoriamente que a endometriose cresceu. A intensidade da dor pode variar por diversos fatores, como estresse, alterações na alimentação, inflamação, qualidade do sono, sensibilização do sistema nervoso e até outras condições associadas.

Ou seja, não é possível saber se a doença evoluiu apenas pelos sintomas.

A melhor forma de avaliar é associar a história clínica, o exame físico e, quando indicado, exames de imagem realizados por profissionais experientes.

Se você percebeu uma mudança no seu quadro, procure seu ginecologista para uma avaliação individualizada.

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27/07/2026

Você realmente precisa operar um endometrioma de ovário antes da fertilização in vitro?

Na maioria dos casos, não.

A presença de um endometrioma, por si só, não é indicação de cirurgia antes da FIV. Em muitas mulheres, seguir diretamente para a fertilização pode ser a melhor estratégia, principalmente quando há preocupação com a preservação da reserva ovariana.

As principais situações em que a cirurgia costuma ser considerada são:
✔️ falhas repetidas de fertilização in vitro;
✔️ comprometimento do ureter pela endometriose, com risco para a função do rim.

Além disso, a cirurgia também pode ser indicada em casos selecionados, como dor intensa, suspeita de malignidade ou quando o endometrioma dificulta a punção dos folículos durante a FIV.

A decisão deve ser sempre individualizada, levando em conta os sintomas, a reserva ovariana, a extensão da doença e o planejamento reprodutivo de cada paciente.

Neste vídeo, explico por que nem toda mulher com endometrioma precisa operar antes da fertilização in vitro e quais são as situações em que a cirurgia pode ser necessária.

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Dr. Alexander Kopelman
CRM-SP 103.944
RQE 945032 e 9450321

23/07/2026

Histerectomia cura a endometriose? A resposta é: não necessariamente.

Essa é uma das maiores dúvidas que recebo no consultório.

A histerectomia é a cirurgia para retirada do útero. Já a endometriose é uma doença em que tecidos semelhantes ao endométrio podem estar presentes fora do útero, acometendo ovários, intestino, bexiga, ureteres, diafragma e outras regiões.

Por isso, retirar o útero não signif**a eliminar todos os focos de endometriose.

Em algumas pacientes, especialmente quando existe adenomiose, a histerectomia pode aliviar signif**ativamente os sintomas relacionados ao útero. No entanto, isso não é o mesmo que curar a endometriose.

A indicação da cirurgia depende de uma avaliação individualizada, considerando sintomas, localização da doença, desejo reprodutivo e os objetivos do tratamento.

▶️ Neste vídeo, explico por que histerectomia e cura da endometriose não são sinônimos e em quais situações essa cirurgia pode, ou não, fazer sentido.

💬 Você já ouviu alguém dizer que “tirar o útero cura a endometriose”? Deixe sua opinião ou dúvida nos comentários.



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Dr. Alexander Kopelman
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10/07/2026

Infertilidade sem causa aparente… será que ela é realmente sem causa?

Durante muito tempo, muitas mulheres receberam esse diagnóstico porque todos os exames pareciam normais. Mas um estudo recente trouxe um dado que merece atenção.

Ao analisar mulheres com infertilidade sem causa aparente que foram submetidas à laparoscopia, os pesquisadores encontraram endometriose em aproximadamente 44% dos casos.

Mais interessante ainda: a maioria dessas pacientes apresentava endometriose mínima ou leve, uma forma da doença que muitas vezes passa despercebida nos exames convencionais.

Isso não signif**a que toda mulher com infertilidade inexplicada tenha endometriose, nem que todas precisem de cirurgia. Mas mostra que, em um número signif**ativo de casos, pode existir uma causa que ainda não foi identif**ada.

Por isso, uma investigação cuidadosa, considerando os sintomas, o exame físico e exames de imagem realizados por profissionais experientes, pode fazer toda a diferença na definição da melhor estratégia para alcançar a gravidez.

▶️ Neste vídeo eu explico o que esse estudo mostrou e como essas informações podem influenciar a investigação da infertilidade.


Dr. Alexander Kopelman
Ginecologista • Endometriose • Cirurgia Robótica • Reprodução Assistida
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