Dr.Stefany Cardoso Faria

Dr.Stefany Cardoso Faria 👨‍⚕️ Dr. Stefany Cardoso Faria
MÉDICO ONCOLOGISTA CLÍNICO
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🩺 Receber o diagnóstico de câncer é apenas o primeiro passo. Antes de definir o tratamento, é fundamental responder uma ...
19/07/2026

🩺 Receber o diagnóstico de câncer é apenas o primeiro passo. Antes de definir o tratamento, é fundamental responder uma pergunta: qual é o estágio da doença?

Esse processo é chamado de estadiamento oncológico e, segundo a American Joint Committee on Cancer (AJCC), a Union for International Cancer Control (UICC) e o National Cancer Institute (NCI), é um dos principais fatores utilizados para definir o prognóstico e a estratégia terapêutica.

📌 Na maioria dos tumores sólidos, o estadiamento é baseado no sistema TNM, que avalia:

🔹 T (Tumor): tamanho e extensão do tumor primário;
🔹 N (Nodes): comprometimento dos linfonodos regionais;
🔹 M (Metastasis): presença ou ausência de metástases à distância.

➡️ A partir dessas informações, a doença é agrupada em estágios I, II, III ou IV, refletindo sua extensão no organismo.

⚠️ O estadiamento não mede apenas o tamanho do tumor. Ele indica até onde a doença se disseminou e influencia diretamente as possibilidades terapêuticas.

📚 Segundo as diretrizes da ESMO e da ASCO, pacientes com o mesmo tipo de câncer podem receber tratamentos completamente diferentes de acordo com o estágio da doença.

💡 Atualmente, o tratamento é ainda mais individualizado. Além do estadiamento, decisões terapêuticas também consideram o perfil molecular do tumor, biomarcadores, características clínicas do paciente e expectativa de resposta às diferentes modalidades de tratamento.

🩺 Na oncologia moderna, compreender o estadiamento significa entender por que cada paciente possui um plano terapêutico único, baseado nas melhores evidências científicas para o seu caso.

🧬 Perder peso durante o câncer nem sempre significa que o paciente está se alimentando pouco. Em muitos casos, trata-se ...
18/07/2026

🧬 Perder peso durante o câncer nem sempre significa que o paciente está se alimentando pouco. Em muitos casos, trata-se de uma condição chamada caquexia, uma síndrome metabólica complexa que vai muito além do emagrecimento.

Segundo o consenso internacional publicado na The Lancet Oncology e as diretrizes da European Society for Medical Oncology (ESMO), a caquexia é uma síndrome multifatorial caracterizada por inflamação sistêmica, aumento do catabolismo e alterações hormonais e metabólicas induzidas pelo tumor.

Esse processo favorece a degradação acelerada da musculatura esquelética, resistência aos estímulos anabólicos e balanço energético negativo, levando à perda progressiva de massa muscular, frequentemente acompanhada de perda de tecido adiposo, mesmo quando a ingestão calórica é aparentemente adequada.

📌 Os principais sinais incluem:

🔹 Perda de peso involuntária;
🔹 Redução da massa e da força muscular (sarcopenia);
🔹 Fadiga persistente;
🔹 Diminuição do apetite;
🔹 Redução da capacidade para realizar atividades do dia a dia.

⚠️ Na fisiopatologia da caquexia, citocinas pró-inflamatórias, como TNF-α, IL-1 e IL-6, promovem proteólise muscular, lipólise e aumento do gasto energético, criando um estado de catabolismo contínuo que não é totalmente revertido apenas pela alimentação.

📚 De acordo com a ASCO e a ESMO, a caquexia está associada à pior tolerância aos tratamentos oncológicos, maior risco de complicações, redução da capacidade funcional e pior prognóstico em diversos tipos de câncer.

💡 Outro ponto importante é que a caquexia pode ocorrer até mesmo em pacientes com sobrepeso ou obesidade. Nesses casos, a perda de massa muscular pode passar despercebida quando apenas o peso corporal é avaliado, reforçando a importância da avaliação da composição corporal durante o tratamento.

🩺 Na oncologia moderna, monitorar a perda de massa muscular é tão importante quanto acompanhar a evolução do próprio tumor. O reconhecimento precoce permite intervenções multidisciplinares capazes de preservar funcionalidade, qualidade de vida e melhores condições para o tratamento.

🧬 A síndrome de lise tumoral (SLT) é uma das principais emergências metabólicas em oncologia, especialmente em tumores d...
10/07/2026

🧬 A síndrome de lise tumoral (SLT) é uma das principais emergências metabólicas em oncologia, especialmente em tumores de alta proliferação celular, como algumas leucemias e linfomas agressivos.

Segundo a American Society of Clinical Oncology (ASCO) e o National Cancer Institute (NCI), a síndrome ocorre quando um grande número de células tumorais é destruído em curto período, geralmente após o início da quimioterapia, liberando seu conteúdo para a corrente sanguínea.

⚠️ Esse processo provoca alterações metabólicas potencialmente graves, como:

🔹 Hiperuricemia (aumento do ácido úrico);
🔹 Hipercalemia (elevação do potássio);
🔹 Hiperfosfatemia (aumento do fósforo);
🔹 Hipocalcemia secundária (redução dos níveis de cálcio).

🚨 Essas alterações podem evoluir para insuficiência renal aguda, arritmias cardíacas, convulsões e outras complicações potencialmente fatais quando não reconhecidas precocemente.

📌 O risco é maior em tumores com elevada carga tumoral, alta taxa proliferativa e grande sensibilidade ao tratamento, motivo pelo qual esses pacientes necessitam de monitorização laboratorial rigorosa no início da terapia.

💡 De acordo com as diretrizes da ASCO, medidas preventivas como hidratação intensiva, controle metabólico e medicamentos redutores do ácido úrico, como alopurinol ou rasburicase, são fundamentais para diminuir a morbidade associada à síndrome.

🩺 Na prática oncológica, reconhecer pacientes de alto risco e instituir prevenção precoce é uma das estratégias mais importantes para garantir segurança e melhores resultados durante o tratamento.
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Ser oncologista é conviver diariamente com a ciência, mas também com a esperança.É estudar constantemente porque os trat...
09/07/2026

Ser oncologista é conviver diariamente com a ciência, mas também com a esperança.

É estudar constantemente porque os tratamentos evoluem. É celebrar pequenas vitórias que, para uma família inteira, significam tudo. É aprender que, muitas vezes, estar presente é tão importante quanto prescrever.

Quem escolheu a Oncologia sabe que não trata apenas doenças. Trata histórias, sonhos, medos e pessoas que depositam em nós sua confiança nos momentos mais difíceis de suas vidas.

Neste Dia do Oncologista, minha homenagem a todos os colegas que dedicam seus dias à pesquisa, ao cuidado e à busca incessante por oferecer mais tempo, mais qualidade de vida e mais esperança aos seus pacientes.

Seguimos aprendendo.
Seguimos evoluindo.
Seguimos cuidando.

Feliz Dia do Oncologista.

Marque ou compartilhe com um colega que também escolheu transformar vidas através da Oncologia. 💚

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🧬 Receber a notícia de um tumor ou nódulo costuma gerar preocupação imediata, mas é importante entender que tumor não é ...
08/07/2026

🧬 Receber a notícia de um tumor ou nódulo costuma gerar preocupação imediata, mas é importante entender que tumor não é sinônimo de câncer.

Segundo o National Cancer Institute (NCI), tumor é qualquer proliferação anormal de células que forma uma massa tecidual, podendo ser benigna ou maligna.

📌 Tumores benignos:
🔹 Crescimento lento e bem delimitado;
🔹 Mantêm semelhança com o tecido de origem;
🔹 Não invadem tecidos vizinhos nem produzem metástases;
🔹 Frequentemente podem apenas ser acompanhados ou removidos cirurgicamente.

📌 Tumores malignos (câncer):
🔹 Crescimento desorganizado e potencial invasivo;
🔹 Infiltram estruturas adjacentes;
🔹 Podem disseminar-se por vias linfáticas ou sanguíneas, formando metástases;
🔹 Apresentam alterações genéticas que favorecem a proliferação celular descontrolada.

🩺 Como diferenciar?

Exames como ultrassonografia, tomografia e ressonância podem sugerir características suspeitas, mas o diagnóstico definitivo depende da análise histopatológica obtida por biópsia.

Segundo a OMS, é essa avaliação microscópica que determina a natureza benigna ou maligna da lesão e seu potencial de agressividade.

⚠️ Nem todo nódulo é um tumor. Cistos, processos inflamatórios e adenomas benignos podem apresentar aspecto semelhante nos exames iniciais.

💡 Na prática, o comportamento biológico da lesão é mais importante do que o termo “tumor”, pois é ele que define a necessidade de acompanhamento, cirurgia ou tratamento oncológico.

📌 O diagnóstico precoce e a investigação adequada continuam sendo fundamentais para ampliar as possibilidades terapêuticas e oferecer mais segurança ao paciente.

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🧬 Todos os dias, nosso DNA sofre pequenos danos causados pelo próprio envelhecimento, pela divisão celular e também pela...
27/06/2026

🧬 Todos os dias, nosso DNA sofre pequenos danos causados pelo próprio envelhecimento, pela divisão celular e também pela exposição a fatores como radiação solar, tabagismo, poluição e inflamação crônica.

Felizmente, o organismo possui mecanismos de reparo capazes de identificar e corrigir a maior parte desses erros.

📚 Segundo o NCI, esses sistemas atuam continuamente para preservar a integridade do material genético e evitar o acúmulo de mutações potencialmente prejudiciais.

⚠️ O problema surge quando os danos ao DNA superam a capacidade de reparo do organismo ou quando os próprios mecanismos de correção falham.

Esse processo é chamado de instabilidade genômica e é considerado uma das principais características do desenvolvimento do câncer.

➡️ Quando isso acontece:

🔹 Mutações podem se acumular ao longo dos anos;
🔹 Células passam a perder mecanismos normais de controle;
🔹 Alterações genéticas podem ser transmitidas para novas células;
🔹 O risco de desenvolvimento tumoral aumenta progressivamente.

🧬 Mutações hereditárias em genes como BRCA1, BRCA2 e outros genes de reparo do DNA estão associadas a maior predisposição ao desenvolvimento de determinados tumores.

💡 A boa notícia é que, embora não seja possível evitar completamente os danos ao DNA, é possível reduzir a exposição a fatores que favorecem esse processo.

📚 Segundo a OMS e o WCRF, hábitos saudáveis ajudam a reduzir a exposição a fatores que favorecem danos ao DNA e o desenvolvimento de diversos tipos de câncer.

📌 Em outras palavras: Não podemos impedir que erros aconteçam no DNA, mas podemos diminuir os fatores que aumentam esses danos e favorecer a capacidade natural do organismo de proteger nossas células ao longo da vida.

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🌡️ Febre durante a quimioterapia não deve ser encarada como uma simples infecção. Em muitos casos, pode representar uma ...
25/06/2026

🌡️ Febre durante a quimioterapia não deve ser encarada como uma simples infecção. Em muitos casos, pode representar uma emergência oncológica chamada neutropenia febril.

Segundo diretrizes da ASCO (American Society of Clinical Oncology), ESMO (European Society for Medical Oncology) e NCCN (National Comprehensive Cancer Network), a neutropenia febril está entre as complicações mais graves do tratamento oncológico, exigindo avaliação médica imediata.

🩸 A neutropenia ocorre quando há redução importante dos neutrófilos, células fundamentais na defesa contra bactérias e fungos. Isso pode acontecer porque muitos quimioterápicos são mielotóxicos, ou seja, afetam temporariamente a produção de células sanguíneas pela medula óssea.

📌 O período de maior risco costuma ocorrer entre 7 e 14 dias após a quimioterapia, fase conhecida como nadir hematológico, quando a contagem de neutrófilos atinge seus níveis mais baixos.

⚠️ O grande desafio é que, na ausência de neutrófilos, o organismo pode não produzir sinais inflamatórios típicos. Muitas vezes não há pus, vermelhidão ou dor localizada.

Por isso, a febre pode ser o único sinal de uma infecção potencialmente grave.

🚨 De acordo com a Infectious Diseases Society of America (IDSA), pacientes oncológicos com temperatura ≥ 38°C devem procurar atendimento imediatamente. A progressão para sepse pode ocorrer em poucas horas.

💉 Por esse motivo, as diretrizes recomendam início precoce de antibioticoterapia empírica de amplo espectro, idealmente nas primeiras horas após o diagnóstico, reduzindo significativamente o risco de complicações e mortalidade.

💡 A principal mensagem é simples: durante a quimioterapia, febre nunca deve ser ignorada. O reconhecimento precoce da neutropenia febril pode ser decisivo para a segurança e o sucesso do tratamento oncológico.

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🧬 A imunoterapia transformou a oncologia moderna ao permitir que o próprio sistema imunológico reconheça e ataque célula...
02/06/2026

🧬 A imunoterapia transformou a oncologia moderna ao permitir que o próprio sistema imunológico reconheça e ataque células tumorais.

Segundo o National Cancer Institute (NCI), diferentemente da quimioterapia citotóxica tradicional, a imunoterapia atua modulando mecanismos imunológicos, especialmente os chamados checkpoints imunológicos, como PD-1, PD-L1 e CTLA-4.

💡 Mas por que alguns pacientes apresentam respostas impressionantes e outros praticamente não respondem?

A resposta está na biologia tumoral e no microambiente imunológico de cada câncer.

📌 De acordo com revisões da Nature Reviews Cancer e da ASCO (American Society of Clinical Oncology), diversos fatores influenciam diretamente a resposta à imunoterapia:

- Tipo histológico do tumor
- Carga mutacional tumoral (Tumor Mutational Burden – TMB)
- Expressão de PD-L1
- Instabilidade de microssatélites (MSI-H/dMMR)
- Presença de linfócitos infiltrando o tumor
- Capacidade do tumor de escapar do sistema imune

⚠️ Alguns tumores são considerados “frios” imunologicamente, com baixa infiltração de células de defesa, o que reduz a resposta terapêutica. Já tumores “quentes” tendem a responder melhor à ativação imunológica.

🩺 Atualmente, biomarcadores moleculares ajudam a selecionar pacientes com maior probabilidade de benefício, tornando a oncologia cada vez mais personalizada e baseada em medicina de precisão.

✨ Mesmo nos casos sem resposta inicial, novas estratégias vêm sendo estudadas, incluindo combinações entre imunoterapia, terapia-alvo, quimioterapia e radioterapia.

📌 Na prática, a imunoterapia não funciona da mesma forma para todos porque cada tumor possui um comportamento biológico único e, entender essas diferenças é justamente o que permite tratamentos cada vez mais individualizados, precisos e eficazes na oncologia moderna.

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