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14/08/2026

Tumor cerebral perto de áreas importantes do cérebro exige um planejamento cirúrgico muito mais detalhado.

Algumas regiões do cérebro controlam funções essenciais, como fala, linguagem, movimento, sensibilidade e visão. Chamamos essas regiões de áreas eloquentes.

Quando um tumor está próximo dessas áreas, o objetivo da cirurgia não é apenas retirar o máximo possível da lesão. É fazer isso preservando a função neurológica.

Por isso, o planejamento pode envolver exames específicos de imagem, neuronavegação, monitorização neurofisiológica e, em casos selecionados, cirurgia com o paciente acordado.

Durante esse tipo de cirurgia, o paciente pode realizar tarefas simples, como falar, contar ou movimentar partes do corpo, enquanto a equipe mapeia áreas importantes do cérebro.

Isso não é feito em todos os casos. A indicação existe quando há benefício real para a segurança do paciente.

Quando falamos de tumores cerebrais, o melhor tratamento não é apenas retirar tudo. Depende de retirar com estratégia e preservar funções que são importantes para a vida do paciente. 🧠

Dr. Marcelo Curti, neurocirurgião CRM/SP 156503 | RQE 73443
Este conteúdo é apenas educativo e não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento médico individualizado.

10/08/2026

Em alguns tumores cerebrais, o que mais causa sintomas não é apenas o tumor, mas o edema cerebral ao redor dele.

O edema cerebral é um inchaço causado pelo acúmulo de líquido nos tecidos cerebrais ao redor de uma lesão. Ele pode aparecer em tumores cerebrais, metástases, infecções ou áreas inflamadas.

Como o crânio é uma estrutura rígida, qualquer aumento de volume dentro dele pode gerar pressão sobre o cérebro.

Por isso, às vezes, um tumor relativamente pequeno causa muitos sintomas porque tem muito edema ao redor. Em outros casos, uma lesão maior, com pouco inchaço e crescimento lento, pode causar poucos sintomas.

Os sintomas podem incluir dor de cabeça, náuseas, crises convulsivas, alterações de força, dificuldade de fala e outros sinais neurológicos.

O tratamento pode envolver medicações para reduzir o edema e, quando indicado, tratar a causa com cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou outras formas de tratamento.

Na avaliação de um tumor cerebral, não olhamos apenas o tamanho. Observamos também o edema, a localização e o impacto sobre o cérebro para tomar a melhor decisão. 🧠

Dr. Marcelo Curti, neurocirurgião CRM/SP 156503 | RQE 73443
Este conteúdo é apenas educativo e não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento médico individualizado.

08/08/2026

O filme “O Escafandro e a Borboleta” mostra uma situação baseada em uma história real: o paciente entende o que acontece ao redor, reconhece pessoas, pensa, acompanha tudo, mas só consegue se comunicar por movimentos dos olhos.

Na medicina, essa condição é chamada de síndrome locked-in, ou síndrome do encarceramento.

Síndrome locked-in é uma condição neurológica rara em que a consciência f**a preservada, mas o corpo perde quase todos os movimentos.

O problema acontece quando os comandos do cérebro não conseguem chegar adequadamente aos músculos do corpo. A forma mais clássica está relacionada a lesões no tronco cerebral, especialmente em uma região chamada ponte, que funciona como uma grande via de passagem entre o cérebro e o restante do corpo.

A causa mais comum é um AVC no tronco cerebral, mas também podem existir outras causas, como hemorragias, traumas, infecções, inflamações ou outras doenças que afetem essa região.

O ponto mais importante é entender que movimento e consciência não são a mesma coisa. Por isso, em pacientes que parecem não responder, a avaliação neurológica precisa ser muito cuidadosa.

Às vezes, uma piscada ou um movimento dos olhos pode ser a única forma de comunicação daquela pessoa. 🧠

Dr. Marcelo Curti, neurocirurgião CRM/SP 156503 | RQE 73443

Este conteúdo é apenas educativo e não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento médico individualizado.

04/08/2026

A hidrocefalia ocorre quando o líquor, líquido que circula dentro e ao redor do sistema nervoso central, começa a se acumular nos ventrículos cerebrais.

Quando esse acúmulo acontece por uma obstrução nos caminhos do líquor, chamamos de hidrocefalia obstrutiva.

Nesses casos, uma opção possível de tratamento é a terceiroventriculostomia endoscópica. Por meio de um endoscópio, criamos uma nova passagem para o líquor voltar a circular, desviando da obstrução.

A válvula continua sendo um tratamento muito importante e necessário para muitos pacientes. Mas, em situações específ**as, a endoscopia pode evitar a dependência de uma válvula.

A escolha do tratamento depende de fatores como a causa da hidrocefalia, a idade do paciente, a anatomia dos ventrículos e o local da obstrução.

Se você recebeu o diagnóstico de hidrocefalia, o ponto principal é entender o tipo. É isso que define se o melhor caminho será válvula, endoscopia ou outra forma de tratamento. 💧

Dr. Marcelo Curti, neurocirurgião CRM/SP 156503 | RQE 73443
Conteúdo educativo para orientação geral. O diagnóstico e tratamento devem ser definidos em consulta médica.

31/07/2026

Crise convulsiva pela primeira vez na vida adulta precisa ser investigada, mesmo quando a pessoa se recupera logo depois.

Nem toda crise convulsiva signif**a tumor ou algo crítico, mas quando ela acontece pela primeira vez em um adulto, é importante entender a causa.

Existem causas metabólicas, alterações no sangue, uso de medicamentos, excesso de álcool, privação de sono, infecções e outras doenças clínicas. Mas também precisamos avaliar causas estruturais no cérebro.

A investigação costuma incluir exames de sangue, eletroencefalograma e exames de imagem, especialmente a ressonância magnética. A ressonância pode identif**ar alterações pequenas que não aparecem em exames mais simples, como cavernomas, malformações vasculares, cicatrizes antigas, sequelas de AVC ou tumores.

O ponto principal é identif**ar a causa da crise, avaliar o risco de recorrência e definir se será necessário acompanhamento com neurologista ou neurocirurgião.

Se você teve uma crise convulsiva pela primeira vez, procure avaliação médica. Investigar com calma é o que permite tratar corretamente e reduzir o risco de novos episódios. 🧠

Dr. Marcelo Curti, neurocirurgião CRM/SP 156503 | RQE 73443
Conteúdo educativo para orientação geral. O diagnóstico e tratamento devem ser definidos em consulta médica.

28/07/2026

Diplopia, ou visão dupla, pode parecer apenas um problema dos olhos, mas em alguns casos está relacionada aos nervos e ao cérebro.

A primeira pergunta importante é: a visão dupla aparece com os dois olhos abertos e desaparece quando você fecha um dos olhos?

Quando isso acontece, chamamos de diplopia binocular. Em geral, signif**a que os olhos não estão alinhados corretamente. Cada olho aponta para uma direção um pouco diferente, e o cérebro recebe duas imagens.

Esse desalinhamento pode acontecer por problemas nos músculos que controlam os olhos ou nos nervos que comandam esses músculos.

Existem três nervos cranianos principais envolvidos nos movimentos oculares: terceiro, quarto e sexto nervos. Quando um deles não funciona bem, o olho pode deixar de se mover corretamente em alguma direção.

O padrão da visão dupla dá pistas importantes. Imagens lado a lado sugerem diplopia horizontal. Uma imagem acima da outra sugere diplopia vertical.

Se a visão dupla começou de repente, especialmente com dor intensa nos olhos, dor de cabeça intensa, pupila dilatada, pálpebra caída, alteração da fala ou dificuldade para andar, é preciso investigar causas neurológicas com urgência.

Se você começou a ver duas imagens, principalmente se melhora ao fechar um dos olhos, não trate como simples cansaço visual. A diplopia pode ser uma pista importante sobre os nervos e o cérebro. 👁️

Dr. Marcelo Curti, neurocirurgião CRM/SP 156503 | RQE 73443
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25/07/2026

Nem toda cirurgia na coluna precisa de parafusos, porque nem todo problema exige estabilização.

Na cirurgia de coluna, geralmente existem dois objetivos principais: descomprimir e estabilizar.

Descomprimir signif**a aliviar a pressão sobre os nervos e a medula. Estabilizar signif**a impedir que uma parte da coluna continue se movimentando de forma anormal.

Em uma hérnia de disco simples, por exemplo, muitas vezes conseguimos retirar apenas o fragmento que comprime o nervo, sem necessidade de colocar parafusos.

Já em casos de listese, fraturas, deformidades, instabilidade ou cirurgias em que precisamos remover partes importantes das estruturas de sustentação, pode ser necessário fixar a coluna.

Os parafusos não são colocados para tratar dor de forma genérica. Eles são usados quando a coluna precisa de suporte mecânico.

A decisão depende da ressonância, tomografia, radiografia dinâmica e, principalmente, dos sintomas do paciente.

Se você recebeu indicação de cirurgia com parafusos, pergunte qual é o motivo da fixação. Entender se o problema é compressão, instabilidade ou os dois ajuda a decidir com mais segurança. 🦴

Dr. Marcelo Curti, neurocirurgião CRM/SP 156503 | RQE 73443
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22/07/2026

Em alguns tumores cerebrais, o que mais causa sintomas não é apenas o tumor, mas o edema cerebral ao redor dele.

O edema cerebral é um inchaço causado pelo acúmulo de líquido nos tecidos cerebrais ao redor de uma lesão. Ele pode aparecer em tumores cerebrais, metástases, infecções ou áreas inflamadas.

Como o crânio é uma estrutura rígida, qualquer aumento de volume dentro dele pode gerar pressão sobre o cérebro.

Por isso, às vezes, um tumor relativamente pequeno causa muitos sintomas porque tem muito edema ao redor. Em outros casos, uma lesão maior, com pouco inchaço e crescimento lento, pode causar poucos sintomas.

Os sintomas podem incluir dor de cabeça, náuseas, crises convulsivas, alterações de força, dificuldade de fala e outros sinais neurológicos.

O tratamento pode envolver medicações para reduzir o edema e, quando indicado, tratar a causa com cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou outras formas de tratamento.

Na avaliação de um tumor cerebral, não olhamos apenas o tamanho. Observamos também o edema, a localização e o impacto sobre o cérebro para tomar a melhor decisão. 🧠

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19/07/2026

Siringomielia é a formação de uma cavidade cheia de líquido dentro da medula espinhal.

Encontrar essa alteração em uma ressonância pode assustar, mas o mais importante é entender por que ela apareceu e se está causando sintomas.

A siringomielia pode estar relacionada à malformação de Chiari, tumores na medula, inflamações, traumas ou alterações na circulação do líquor. Em alguns pacientes, é apenas um achado estável. Em outros, a cavidade pode aumentar e começar a comprimir fibras importantes dentro da medula.

Os sintomas variam de acordo com a região afetada, mas podem incluir dor cervical, fraqueza nos braços ou pernas, alterações de coordenação e perda de sensibilidade, principalmente para dor e temperatura.

O tratamento não é definido apenas pela presença da cavidade. Ele depende dos sintomas, da evolução no acompanhamento e da causa da siringomielia.

Tratar apenas a cavidade pode não resolver se a origem do problema continuar presente.

Se a sua ressonância mostrou siringomielia, procure avaliação especializada. O acompanhamento correto ajuda a definir se é caso de observação ou se há necessidade de tratar a causa. 🧠

Dr. Marcelo Curti, neurocirurgião CRM/SP 156503 | RQE 73443
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17/07/2026

Dor na perna ao caminhar pode vir da coluna, mas também pode ser um problema de circulação.

Essa diferença muda completamente o tratamento.

Quando a dor aparece após alguns minutos caminhando e melhora ao sentar ou inclinar o corpo para frente, pensamos bastante em estenose lombar. Nesse quadro, o canal da coluna f**a mais estreito e comprime os nervos que descem para as pernas.

Na estenose lombar, sentar costuma ajudar bastante porque essa posição aumenta discretamente o espaço dentro do canal e alivia a compressão.

Mas existe outro quadro que pode ser muito parecido: a claudicação vascular. Nesse caso, o problema está na circulação das pernas. Os músculos recebem menos sangue durante o esforço, e o paciente sente dor, peso ou cansaço, geralmente na panturrilha, que melhora ao parar de andar.

O detalhe é que, quando a causa é vascular, muitas vezes apenas parar já melhora, mesmo sem sentar ou mudar a posição da coluna.

Se sua dor na perna aparece ao caminhar, não trate tudo como se fosse coluna. História clínica, exame físico e exames corretos ajudam a separar a origem neurológica, vascular ou até uma combinação das duas. 🦵

Dr. Marcelo Curti, neurocirurgião CRM/SP 156503 | RQE 73443
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