24/09/2026
A longevidade está mudando o mundo do trabalho. Mas será que nossas organizações estão mudando na mesma velocidade?
Hoje, 24 de setembro, é o Dia Internacional da Diversidade Geracional no Trabalho, iniciativa do Age Diversity Forum.
Falamos muito sobre outras dimensões da diversidade. Mas a diversidade geracional ainda ocupa pouco espaço nas organizações.
As pessoas estão vivendo mais e suas trajetórias profissionais também estão se tornando mais longas e diversas. No Brasil, já somos mais de 32 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, segundo o IBGE (2022).
O modelo tradicional de vida profissional, baseado em formação, entrada no mercado, crescimento e saída, já não corresponde à realidade de muitas pessoas.
Uma vida profissional mais longa pode signif**ar mudanças de carreira, aprendizagem contínua, trabalho depois da aposentadoria e novas formas de participação.
Também signif**a que quatro ou até cinco gerações podem estar trabalhando juntas.
Mas diversidade geracional não é apenas reunir pessoas de diferentes idades. É criar condições para que essa diversidade produza valor.
Isso exige repensar recrutamento, desenvolvimento, liderança, carreira, flexibilidade e saúde, além de enfrentar os preconceitos relacionados à idade.
Sim, há idadismo no trabalho...
Quando alguém é considerado “velho demais” para aprender, assumir um desafio ou liderar, temos um estereótipo relacionado à idade.
Quando alguém é considerado “jovem demais” para ser ouvido ou liderar, também.
A inclusão etária precisa contemplar todas as idades.
Há mais de quatro décadas estudo o envelhecimento e a longevidade. E cada vez mais percebo que falar de longevidade é também falar de trabalho, carreira, economia, educação e relações entre gerações.
A longevidade não é apenas uma questão individual. Ela está transformando a sociedade. E o trabalho é um dos lugares onde essa transformação é mais intensa.
Não apenas para acompanhar o futuro do trabalho, mas para ajudar a construí-lo.